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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Profissão masculino





Sniper Americano é um bom filme. De Clint Eastwood espera-se quase sempre um bom filme e ele raramente falha (tirando aquela coisa dos espíritos...). Sniper não é o melhor que ele fez mas cimenta, com qualidade, a sua notável carreira.

Além do mais é um filme de um homem a sério sobre homens a sério.

Por mais liberal que eu seja (e sou!), por mais que apoie (como apoio!) todas as causas que respeitem a liberdade de opção sexual e os direitos que a devem reconhecer e sustentar estou, devo-me confessar, um bocadinho farto das mariquices com que o cinema e as séries têm obcecadamente vivido num tempo recente.


Faltam hoje homens a sério no cinema como John Ford. Este filme cheira mal debaixo dos braços e isso é bom ou pelo mínimo: saudável.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Se eu fosse Óscar

Nesta época de início de ano, por influência das nomeações para Oscar e na ressaca da atribuição dos Globos de Ouro e dos prémios europeus de cinema (EFA), o circuito comercial tem uma atividade mais interessante do que o costume. Até o Cineclube de Guimarães, não sujeito a modas, mostrou na sua programação de janeiro um rol de filmes verdadeiramente fantásticos.

Do que vi para já, destacaria:

LOCKE (Inglaterra, Steven Night)




O filme do ano para mim. Passado apenas numa viatura em viagem, com um único ator, é a prova mais completa de que o cinema continua felizmente ainda a distinguir-se por uma boa história (o argumento é do realizador que tem apenas dois filmes).




Grand Budapest Hotel (EUA, Wes Anderson)




O cinema também deve ser reconhecível pelo autor, como o é uma boa voz. Wes Anderson tem desde o início a sua “marca”. Este filme é a mais perfeita das suas festas cinematográficas, com os atores do costume (Bill Murray, Adrien Brody, Jason Schwartzman, Owen Wilson) e outros senhores (Ralph Fiennes, Edward Norton) que no intervalo do seu ganha-pão decidem dar uma mão a este extravagante realizador.


Dois dias, uma noite (França, irmãos Dardenne)



Um drama excecionalmente interpretado por Marion Cotillard (nomeada para oscar e com o reconhecimento de melhor atriz no EFA). A vida e a dignidade que ela pressupõe.


Ida (Polónia, Pawel Pawlikowski)



Um achado de filme. Sereno, simples, profundo, com um preto-e-branco sem mácula. Vencedor de vários prémios no EFA, entre os quais o melhor filme e nomeado para melhor filme estrangeiro.


Boyhood (EUA, Richard Linklater)



Uma belíssima ideia e um projeto bem resolvido cinematograficamente. Surpreendentemente carregadinho de nomeações para os óscares e um dos grandes vencedores dos globos de ouro.


Birdman (EUA, Iñárritu)



Talvez fosse com expectativas demasiadamente altas, apesar de o mexicano Iñárritu sempre me ter irritado um bocadinho com a sua tentação pela grandiloquência (estragou o 21 gramas e o Babel dessa forma). No entanto Birdman é um curioso filme com um notável conjunto de atores e uma boa ideia (infelizmente) não concretizada como mereceria.



Cavalo dinheiro (Portugal, Pedro Costa)



Se eu tivesse conseguido segurar-me, nem que de forma ténue, a uma linha narrativa, talvez tivesse chegado perto de perceber a canonização cinematográfica do filme de Pedro Costa em curso há alguns meses. De qualquer das maneiras aguenta-se bem o peso do filme, e deseja-se até que ele seja ponderável e forte como é.



True Detective (EUA série)




A coisa mais diabolicamente perfeita que vi em série para televisão. Não levou nada nos globos de ouro... talvez por falta de homossexuais, ou transexuais em papel de destaque. Um Woody Harrelson perfeito e um McConaughey sublime, ou melhor, um Marty perfeito e um Rust sublime. E releva, ainda, não os tornarmos a ver juntos.


segunda-feira, 3 de março de 2014

Elegância Resnais


Os primeiros filmes que nos fazem perceber a dimensão do cinema marcam para sempre. Assim foi e é a minha relação com Alain Resnais.
Os primeiros filmes que dele vi foram precisamente as suas primeiras duas longas-metragens: Hiroshima meu amor (1959, baseado num magnífico livro de Marguerite Duras, com Emmanuele Riva a atriz de Amor) e o incrível O último ano em Marienbad (1961).





Nem as suas belas obras mais "mediáticas" como Providence (1977) e  O meu tio da América (1980) foram em mim tão fundamentais como os referidos filmes a preto e branco.


Alain Resnais não filmou muito. Filmou bem. Filmou com uma elegância que permanecerá tão eterna como o cinema.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Aos lobos

Gosto imenso de Scorsese. Gosto do estilo pessoal no seu tom aflitivo de comunicar, gosta da sua imensa cultura cinematográfica e gosto, fundamentalmente, dos seus rasgos de génio: O Touro Enraivecido (1980), Taxi Driver (1976) e Good Fellas (1990), por essa exata ordem.




Sem claro esquecer o lado documentarista do realizador que produziu, entre outros, o notável George Harrison: living in the material world (2011).





As 26 longas-metragens que contabilizei, documentários incluídos, e das quais só não vi o primeiro Who's knocking at my door (1968), há muita coisa dispensável. Mas a sua mestria permanece, quer o filme seja genial ou apenas curioso, intocável.




O lobo de Wall Strret (2013) não é uma obra de génio mas é um dos seus melhores filmes desde Bring out the dead/Por um fio (1999). São 3 horas de loucura com um cada vez mais notável DiCaprio na representação.
Há alguns momentos de puro génio como o diálogo entre DiCaprio e o impecável Matthew McConaughey, logo no início do filme (ao nível dos diálogos loucos do Reservoir Dogs (1992) de Tarantino).



Esperemos que mais uma história sobre pessoas concretas, o novo filme de Scorsese sobre Sinatra em preparação, consiga somar, um pouco mais à frente, o bom gosto cinematográfico de Scorsese com a grande voz.

As salas de cinema, cada vez mais despidas devido aos preços absolutamente irracionais que hoje se praticam em Portugal, precisam de filmes como este.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A separação




A separação é um filme do realizador iraniano Asghar Farhadi (2011) reconhecido pela academia de Hollywood em 2012 (melhor filme estrangeiro) e pelo Festival de Berlim (2011).


Um filme cativante...


... de uma das cinematografias - a iraniana - que não pára de surpreender pela sensibilidade e extraordinária qualidade dos seus atores, argumentistas e realizadores.



Um extraordinário cinema num país sem liberdade caracterizado por figuras como Ahmadinejad (reeleito em 2009 numas "eleições" polémicas). Farhadi não escolhe o lado político para o seu filme, opta pela mais óbvia e difícil das perspectivas: as relações humanas.




Deverá estrear em breve o seu novo filme - O Passado - com Bérénice Béjo (de O Artista), distinguida na última edição de Cannes como a melhor atriz.



À espera...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A sereia



Lembro-me perfeitamente dos filmes da Esther Williams, há mais de 35 anos atrás, na RTP, provavelmente nas tardes de domingo. Não me lembro que qualquer história ou drama associado, apenas de ficar enfeitiçado com aqueles bailados aquáticos assim como os americanos haviam ficado nos anos 40 e 50.

 
 
Lembro-me desses filmes a preto-e-branco por força das nossas transmissões televisivas, do encantamento embasbacado pela natação sincronizada e do ritmo lento do tempo. Hoje não perderia qualquer tempo, nem por curiosidade arqueológica, a rever esses filmes. Mas a memória difusa da sua terna insignificância é calorosa ... agora que a million dollar mermaid nos deixa.
 


Fotos: IMDB
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Caça


O cinema tem ainda a estranha capacidade de surpreender. Quando o cinema começa, em nós, a mostrar a sua confortável (mas também aborrecida) faceta exclusiva de entretenimento, há sempre alguém a furar esta pacatez. Thomas Vinterberg, com A caça, fez isso.



O Cineclube trouxe-o no passado domingo. Quem o perdeu que o procure ... nem que seja em dvd.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sem cinema comercial

O Comércio de Guimarães noticiou algo que já se esperava: vamos ficar sem cinema comercial em Guimarães.

Nada que já não se estivesse à espera dada a degradação continua do tratamento que o cinema tinha nesses espaços. Pessoal mal preparado, que tinha que fazer tudo e mais alguma coisa, descurando aspetos essenciais como o som, a qualidade da imagem e o cumprimento de horários.

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Foto de blogue

 

Como estava a Castello Lopes não vai fazer falta nenhuma, pois o cinema merece mais consideração e profissionalismo. Esperemos que a ZON se interesse pelos espaços agora disponíveis e a cidade possa contar novamente com uma programação regular de cinema.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Não se pode

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Hollywood e os seus óscares têm algumas particularidades curiosas que, regra geral, se tornam desilusões irritantes. Em relação à atriz principal não se pode nomear Emmanuelle Riva e não se lhe dar o óscar. Mais valia não ter sido nomeada. Amour é, sobretudo, ela … que sobrevive gloriosa à tendência de Michael Haneke pelo abismo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Não Habemus Papam

O extraordinário gesto de renúncia de Bento XVI, deixou meio mundo boquiaberto com a decisão mas, ao mesmo tempo, com a empatia que se deve aos grandes homens. O outro meio mundo que pintou de forma intolerável negra este papa – um homem de cultura e sensatez – está hoje ocupada a retomar fôlego para engendrar uma qualquer teoria da conspiração que torne maléfico, e não humano, este gesto de profundo significado (só o encontramos, na Igreja Católica, há 6 séculos atrás! ). É só dar uns dias para que aparecem várias teorias.

 

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Prefiro pensar, de forma simples, que Bento XVI viu o filme de Moretti e compreendeu, como ninguém, a sua própria inquietação. Naquele filme o indigitado Papa foi interpretado magnificamente pelo grande Michel Piccoli.

 

Foto: AFP

sábado, 14 de julho de 2012

Os gatos persas

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Filme vencedor do prémio do júri de cannes 2009. Do curdo Bahman Ghobadi.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os encantos do 6º andar

Filme francês, de Philippe Le Guay, com notáveis atrizes espanholas como Carmen Maura ou Lola Dueñas … chicas de Almodóvar.

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cinema argentino

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Filme de 2008, não estreado nas salas portuguesas, é outro bom exemplo do bom cinema da Argentina.

Vi-o nos TVCines e fiquei deliciado com a representação de Valeria Bertuccelli na pele de Tana. Uma representação fantástica.

sábado, 14 de abril de 2012

Inevitavelmente setembro

 

Extremely-Loud-and-Incredibly-Close

Está por cá (Guimarães) o filme Extremamente Alto, Incrivelmente Perto de Stephan Daldry.

Um bom filme, com uma boa história e com atores competentes.

 

EXTREMELY LOUD & INCREDIBLY CLOSE

 

Reencontrei Max Von Sydow – um dos atores de Bergman – e isso bastaria.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tatcher

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Se a Dama de Ferro tivesse mais de biopic do que de esforçada especulação sobre os fantasmas de Tatcher, poderia ser bem melhor.

No entanto é comum achar-se que os biopic’s são demasiado simples para não os polvilhar com outras coisas.

Aliás o mais interessante do filme são as cenas da vida política de Margaret Tatcher. A sua obstinação e coragem são realmente muito cinematográficas.

Meryl Streep faz demasiadamente de “velhinha” neste filme – uma pena. Ganhou o óscar porque ela merece-o sempre. Se a puserem a fazer de sapato velho ela seria na mesma convincente…

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dentro da caixa

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Carnage – o Deus da carnificina – é um filme sobre uma obra de Yasmina Reza que passou por vários palcos antes de chegar ao cinema pela mão de Polansky.

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E em boa hora o realizador o fez juntando dois pares de notáveis atores: Kate Winslet, Jodie Foster, John C.Rilley e  Christoph Waltz (absolutamente notável).

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É um filme interessantíssimo e um retrato inteligente dos pais de hoje.

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Paris in the rain

 

 

Meia-noite em Paris é uma espécie de regresso à magia da Rosa Púrpura do Cairo e é absolutamente delicioso por isso. Apesar de uma data de inutilidades que o realizador tem produzido na última década e meia – que se veem mas que não adiantam nem atrasam – ele é absolutamente incontornável a quem gosta do estilo e do humor que lhe faz o estilo.

Woody Allen é uma espécie de amigo que se vai acompanhando. Umas vezes com gozo, outras com desilusão e outras, como esta, com prazer.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O regresso

 

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O feliz regresso do Cineclube de Guimarães ao S.Mamede coincidiu com o regresso de Nanni Moretti aos excelentes filmes.

Temos Papa (2011) só não é, para mim, uma obra maior como Palombella Rossa (1989) ou Querido Diário (1993), pois Moretti não lhe soube dar um grand finale como a obra merecia. Do resto: perfeito.

 

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Rita

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Sangue do meu sangue é, efectivamente, um grande filme. Por vezes a crítica é demasiado generosa com o cinema nacional, mas neste caso é mais do que merecida a aclamação.

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E … Rita Blanco é absolutamente enorme, sem qualquer ponta de overacting, enorme enorme. Por vezes chega a parecer que estamos no filme, que a conhecemos.

(Aliás o elenco na fotografia é todo ele muito bom)

Este 2011 vai ficar para sempre na minha memória cinéfila: duas obras primas nacionais, este filme o o Filme do Desassossego de João Botelho. O que se pode querer mais?

domingo, 20 de novembro de 2011

Publicidade

Filmes publicitários por bons realizadores:

O famoso (e querido) Macintosh da Apple por Ridley Scott de Blade Runner e Thema & Louise.

 

Mercedes por Michael Mann, realizador de ALI ou O INFORMADOR.

 

 

Gap por Spike Jonze de INADAPTADO.

 

Baz Lhurman de MOULIN ROUGE para a Dior.

 

Lembrança oportuníssima do Cine 1 da Antena 1.