sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Profissão masculino
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Se eu fosse Óscar
segunda-feira, 3 de março de 2014
Elegância Resnais
Os primeiros filmes que nos fazem perceber a dimensão do cinema marcam para sempre. Assim foi e é a minha relação com Alain Resnais.
Os primeiros filmes que dele vi foram precisamente as suas primeiras duas longas-metragens: Hiroshima meu amor (1959, baseado num magnífico livro de Marguerite Duras, com Emmanuele Riva a atriz de Amor) e o incrível O último ano em Marienbad (1961).
Nem as suas belas obras mais "mediáticas" como Providence (1977) e O meu tio da América (1980) foram em mim tão fundamentais como os referidos filmes a preto e branco.
Alain Resnais não filmou muito. Filmou bem. Filmou com uma elegância que permanecerá tão eterna como o cinema.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Aos lobos
Sem claro esquecer o lado documentarista do realizador que produziu, entre outros, o notável George Harrison: living in the material world (2011).
As 26 longas-metragens que contabilizei, documentários incluídos, e das quais só não vi o primeiro Who's knocking at my door (1968), há muita coisa dispensável. Mas a sua mestria permanece, quer o filme seja genial ou apenas curioso, intocável.
Há alguns momentos de puro génio como o diálogo entre DiCaprio e o impecável Matthew McConaughey, logo no início do filme (ao nível dos diálogos loucos do Reservoir Dogs (1992) de Tarantino).
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
A separação
A separação é um filme do realizador iraniano Asghar Farhadi (2011) reconhecido pela academia de Hollywood em 2012 (melhor filme estrangeiro) e pelo Festival de Berlim (2011).
sexta-feira, 7 de junho de 2013
A sereia
Lembro-me perfeitamente dos filmes da Esther Williams, há mais de 35 anos atrás, na RTP, provavelmente nas tardes de domingo. Não me lembro que qualquer história ou drama associado, apenas de ficar enfeitiçado com aqueles bailados aquáticos assim como os americanos haviam ficado nos anos 40 e 50.
Fotos: IMDB
terça-feira, 30 de abril de 2013
Caça
O cinema tem ainda a estranha capacidade de surpreender. Quando o cinema começa, em nós, a mostrar a sua confortável (mas também aborrecida) faceta exclusiva de entretenimento, há sempre alguém a furar esta pacatez. Thomas Vinterberg, com A caça, fez isso.
O Cineclube trouxe-o no passado domingo. Quem o perdeu que o procure ... nem que seja em dvd.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Sem cinema comercial
O Comércio de Guimarães noticiou algo que já se esperava: vamos ficar sem cinema comercial em Guimarães.
Nada que já não se estivesse à espera dada a degradação continua do tratamento que o cinema tinha nesses espaços. Pessoal mal preparado, que tinha que fazer tudo e mais alguma coisa, descurando aspetos essenciais como o som, a qualidade da imagem e o cumprimento de horários.
Foto de blogue
Como estava a Castello Lopes não vai fazer falta nenhuma, pois o cinema merece mais consideração e profissionalismo. Esperemos que a ZON se interesse pelos espaços agora disponíveis e a cidade possa contar novamente com uma programação regular de cinema.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Não se pode
Hollywood e os seus óscares têm algumas particularidades curiosas que, regra geral, se tornam desilusões irritantes. Em relação à atriz principal não se pode nomear Emmanuelle Riva e não se lhe dar o óscar. Mais valia não ter sido nomeada. Amour é, sobretudo, ela … que sobrevive gloriosa à tendência de Michael Haneke pelo abismo.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Não Habemus Papam
O extraordinário gesto de renúncia de Bento XVI, deixou meio mundo boquiaberto com a decisão mas, ao mesmo tempo, com a empatia que se deve aos grandes homens. O outro meio mundo que pintou de forma intolerável negra este papa – um homem de cultura e sensatez – está hoje ocupada a retomar fôlego para engendrar uma qualquer teoria da conspiração que torne maléfico, e não humano, este gesto de profundo significado (só o encontramos, na Igreja Católica, há 6 séculos atrás! ). É só dar uns dias para que aparecem várias teorias.
Prefiro pensar, de forma simples, que Bento XVI viu o filme de Moretti e compreendeu, como ninguém, a sua própria inquietação. Naquele filme o indigitado Papa foi interpretado magnificamente pelo grande Michel Piccoli.
Foto: AFP
sábado, 14 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Os encantos do 6º andar
Filme francês, de Philippe Le Guay, com notáveis atrizes espanholas como Carmen Maura ou Lola Dueñas … chicas de Almodóvar.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Cinema argentino
Filme de 2008, não estreado nas salas portuguesas, é outro bom exemplo do bom cinema da Argentina.
Vi-o nos TVCines e fiquei deliciado com a representação de Valeria Bertuccelli na pele de Tana. Uma representação fantástica.
sábado, 14 de abril de 2012
Inevitavelmente setembro
Está por cá (Guimarães) o filme Extremamente Alto, Incrivelmente Perto de Stephan Daldry.
Um bom filme, com uma boa história e com atores competentes.
Reencontrei Max Von Sydow – um dos atores de Bergman – e isso bastaria.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Tatcher
Se a Dama de Ferro tivesse mais de biopic do que de esforçada especulação sobre os fantasmas de Tatcher, poderia ser bem melhor.
No entanto é comum achar-se que os biopic’s são demasiado simples para não os polvilhar com outras coisas.
Aliás o mais interessante do filme são as cenas da vida política de Margaret Tatcher. A sua obstinação e coragem são realmente muito cinematográficas.
Meryl Streep faz demasiadamente de “velhinha” neste filme – uma pena. Ganhou o óscar porque ela merece-o sempre. Se a puserem a fazer de sapato velho ela seria na mesma convincente…
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Dentro da caixa
Carnage – o Deus da carnificina – é um filme sobre uma obra de Yasmina Reza que passou por vários palcos antes de chegar ao cinema pela mão de Polansky.
E em boa hora o realizador o fez juntando dois pares de notáveis atores: Kate Winslet, Jodie Foster, John C.Rilley e Christoph Waltz (absolutamente notável).
É um filme interessantíssimo e um retrato inteligente dos pais de hoje.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Paris in the rain

Meia-noite em Paris é uma espécie de regresso à magia da Rosa Púrpura do Cairo e é absolutamente delicioso por isso. Apesar de uma data de inutilidades que o realizador tem produzido na última década e meia – que se veem mas que não adiantam nem atrasam – ele é absolutamente incontornável a quem gosta do estilo e do humor que lhe faz o estilo.
Woody Allen é uma espécie de amigo que se vai acompanhando. Umas vezes com gozo, outras com desilusão e outras, como esta, com prazer.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O regresso
O feliz regresso do Cineclube de Guimarães ao S.Mamede coincidiu com o regresso de Nanni Moretti aos excelentes filmes.
Temos Papa (2011) só não é, para mim, uma obra maior como Palombella Rossa (1989) ou Querido Diário (1993), pois Moretti não lhe soube dar um grand finale como a obra merecia. Do resto: perfeito.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Rita
Sangue do meu sangue é, efectivamente, um grande filme. Por vezes a crítica é demasiado generosa com o cinema nacional, mas neste caso é mais do que merecida a aclamação.
E … Rita Blanco é absolutamente enorme, sem qualquer ponta de overacting, enorme enorme. Por vezes chega a parecer que estamos no filme, que a conhecemos.
(Aliás o elenco na fotografia é todo ele muito bom)
Este 2011 vai ficar para sempre na minha memória cinéfila: duas obras primas nacionais, este filme o o Filme do Desassossego de João Botelho. O que se pode querer mais?
domingo, 20 de novembro de 2011
Publicidade
Filmes publicitários por bons realizadores:
O famoso (e querido) Macintosh da Apple por Ridley Scott de Blade Runner e Thema & Louise.
Mercedes por Michael Mann, realizador de ALI ou O INFORMADOR.
Gap por Spike Jonze de INADAPTADO.
Baz Lhurman de MOULIN ROUGE para a Dior.
Lembrança oportuníssima do Cine 1 da Antena 1.






























