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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sensibilidade

Há realizadores assim: não sabem fazer maus filmes. Sam Mendes é um desses realizadores. Pode não construir uma obra prima … mas é sempre competente.

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Sam Mendes escolhe boas histórias e Away we go (Um lugar para viver) é outra boa história. De baixo orçamento  e com dois interessantíssimos actores nos principais papéis.

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Boas histórias dão, geralmente, bons filmes.

… e mau senso

 

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Greenberg é um extraordinário exercício de inutilidade. Greenberg é daqueles filmes que não incomoda, nem excita. Existe apenas como um poste que já não serve para nada e se esqueceram de o tirar.

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Razoavelmente bem recebido pela crítica, este filme resulta do empenhamento de Jeniffer Jason Leigh que escreveu a história e co-produziu o filme e entregou o desempenho principal a Ben Stiller.

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E o actor aparece-nos naquele registo entre o cómico e o trágico. A tal boa representação que todos os bons cómicos (como Stiller) esperam ter um dia…

E não fosse já a história tão insonsa … para que a leve comparação entre esta personagem de Stiller e o brilhante neurótico de Little MIss Sunshine (Uma família à beira de um ataque de nervos, a cargo de Steve Carel, magnífico), arrase o pouco que poderia ficar de pé.

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Enfim. Há dias assim…

domingo, 6 de junho de 2010

Un Prophète


A conselho de um amigo, decidi ver o filme do realizador francês Jacques Audiard, "Un Prophète". Um filme que retrata muito bem a realidade, não só das prisões francesas mas da sociedade ocidental actual; O eterno conflito entre crenças religiosas, marca o argumento desta película.
As mais de duas dezenas de prémios, às quais se junta uma quinzena de nomeações, fazem justiça à sua qualidade, onde se destaca, claro, o grande prémio do júri de Cannes em 2009 para o seu realizador. Realço a interpretação de Tahar Rahim, no principal papel, um actor com alguma presença em séries de televisão, mas que se vê agora lançado no grande ecrã.

Para os que, como eu, apreciam um bom filme, pouco "hollywoodesco", bem ao estilo a que o cinema europeu nos habituou, então este filme é obrigatório.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Alta fidelidade

High Fidelity é um extraordinário filme do inglês Stephen Frears.

É um filme sobre namoradas e sobre gostos musicais. Sobre bom gosto musical, diga-se...

John Cusack é o homem certo. Envolveu-se inclusivamente no guião do filme.

Lisa Bonet canta maravilhosamente por cima dos diálogos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cannes 2010

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O poster deste ano, com a magnífica Juliette Binoche. Um poster que utiliza uma fotografia original. Caso único na história do festival.

thumb.php O primeiro festival (1946).

thumb.php (7) (1963) O Leopardo de Visconti (Palma de Ouro)

thumb.php (2) (1979) Apocalypse Now de Coppola e O Tambor de Schlondorff (Palma de Ouro)

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(1984) Paris, Texas de Wim Wenders (Palma de Ouro)

thumb.php (5)

(1989) Sexo, Mentiras e Vídeo de Soderbergh (Palma de Ouro)

 thumb.php (4) (1994) Pulp Fiction de Tarantino (Palma de Ouro). Ilustração: Fellini (o realizador havia morrido no ano anterior).

 

Site do festival.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Wit

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Wit, traduzido para Espírito de Coragem em português, é um telefilme de Mike Nichols de 2001, da americana HBO, que a Fox Next tem transmitido.

O telefilme é avassalador. Baseado na obra de Margaret Edson, vencedor de um Pulitzer, conta com uma extraordinária Emma Thompson no papel da professora Vivian Bearing a quem é diagnosticado um cancro.

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Um filme difícil, mas absolutamente imperdível. Passa novamente sábado às 13h30min.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chic

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A single man, Um homem singular, é um filme de Tom Ford baseado no livro de Christopher Isherwood, de 1964, e que foi na altura um importante marco na criação de uma literatura que abordasse a homossexualidade. Tom Ford não é um realizador é um estilista que filma pela primeira vez. E filma de uma maneira elegante… percebe-se que há ali qualquer coisa além de Cinema.

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Um filme muito interessante (com exibição nos cinemas Zon de Vizela) com um Colin Firth perfeito e uma Julianne Moore (sempre) divina …

Lembrei-me de um ciclo do Derek Jarman que vi há uns bons vinte anos e recordo-me dos desconforto que senti por estar a vê-lo, não fossem “confundirem-me”…

Hoje a temática homossexual é retratada com sucesso e muitas vezes com classe, como neste filme. Perto de mim uma família comia pipocas de forma descontraída.

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É bom (por vezes) que o tempo passe.

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Raramente vejo um filme mais do que uma vez. Para o fazer, tenho mesmo de gostar dele.
"O Segredo de seus olhos" é um desses. Um grande filme! A todos os níveis! Uma história que parece ter sempre mais para contar, com actores geniais e uma realização perfeita de J.J. Campanella! Com planos tão subtis que quase parecem impossíveis... E quando tudo parece resolvido, eis que tudo dá mais uma volta até que, finalmente, se faz justiça e acaba a história (será?).

A má notícia é que não parece haver data marcada para a sua estreia em Portugal. De lamentar, pois um filme como este merece estar nas salas portuguesas. Até porque o cinema argentino dirá, com toda a certeza, mais aos portugueses que a maioria das "americanisses" que por vezes cá passam. E mais! Se outra coisa não bastasse, ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro (desta vez, a Academia acertou, até porque este ano a escolha apresentava-se bastante difícil).
A ver, se conseguirem...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Date night

Uma noite atribulada é um filme light; uma boa comédia servida por dois magníficos actores: Steve Carell e Tina Fey.

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 DATE NIGHT

DATE NIGHT

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Kelin





Há anos que não vejo um filme mudo. Mas "Kelin" não é um filme mudo, é antes um filme "não-falado". A história, essa, não a vou contar, mas o estreante realizador cazaque, Ermek Tursunov, conta-a apenas com imagens de gestos e som ambiente, tudo misturado com um ingrediente fundamental: um enredo que nos toca. Aclamado no Festival Internacional de Cinema de Toronto, foi igualmente nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro, e só não ganhou (na minha opinião) porque "A fita branca", da Alemanha, merecia mesmo ganhar. Com uma fotografia sensacional, este filme merece mesmo uma atenção!

segunda-feira, 8 de março de 2010

The hurt locker

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Foto: Gary Hershorn/Reuters

Num ano com nomeados mais fraquinhos (comparado com o ano passado por exemplo) ganhou Estado de Guerra, um dos interessantes filmes de 2009.

Restantes vencedores:

Melhor Actor

Jeff Bridges em Crazy Heart

Melhor Actriz

Sandra Bullock em Um sonho possível

Melhor Actor Secundário

Christoph Waltz em Sacanas sem lei

Melhor Acrtiz Secundária

Mo'Nique em Precious

Melhor Argumento Adaptado

Geoffrey Fletcher com Precious

Melhor Argumento Original

Mark Boal com Estado de Guerra

sexta-feira, 5 de março de 2010

Receitas da Oprah




Já há muito tempo que nenhum filme havia ficado tão abaixo das minhas expectativas como este. Normalmente só os últimos 10(?)filmes do Scorsese me arreliaram assim.
Muito choro e ranger de dentes ... e um conjunto de magníficas actrizes, Mariah Carey incluída.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A política do “mastoideu”

 

A Canção de Lisboa (1933) de Continelli Telmo é um daqueles filmes que não se esquece. É brilhante. A cena do esternocleidomastoideu é uma das fantásticas peças do filme, com um Vasco Santana sempre notável:

Uma das coisas que me incomoda na política é que os seus intervenientes falem pelo que decoram e não por aquilo que sabem ou acreditam. Sócrates é o lídimo representante da espécie que, espero, não se torne moda e se espalhe.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Bom paladar

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Ainda bem que ainda apanhei no cinema Julie & Julia. Uma deliciosa comédia servida, de forma requintada, em mais uma interpretação notável de Meryl Streep.

Há, efectivamente, actrizes e há Meryl Streep. Numa outra galáxia, bem distante desta terra! Capaz de nos esmagar e divertir de acordo com as personagens a que dá vida.

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Este ano é nomeada pela 16ª vez para os óscares. Não se faz. Ela está numa outra categoria. Não deve ser comparada a nada. Porque ela é, efectivamente, inigualável. E não apenas agora… é inigualável na história do Cinema.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Que se passa?

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Stephen Frears é um realizador britânico competente, por vezes brilhante, que me leva a acompanhar a sua carreira com uma atenta regularidade.

High Fidelity, O puto, A carinha, A minha bela lavandaria, A rainha, ou Ligações Perigosas, e mesmo Herói Acidental ou Anatomia do Golpe, são bons exemplos.

Não fui ver Chéri, o seu derradeiro filme, no circuito comercial normal. Vi-o agora no cineclube.

E não se consegue acreditar que um realizador tão interessante como Frears tenha efectivamente feito aquilo. Um filme tão insonso e mal representado que até dói. As cenas de sexo conseguem ter a intensidade dos comentários do António Vitorino. Ou Frears tomou alguma coisa que lhe fez mal ou, então, assinou por baixo como os “engenheiros”.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Poema

O filme Invictus é um poema.

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Pode não ser um “clássico Clint Eastwood”, pode até ter as falhas que lhe apontam, mas é um belo filme … de generoso e merecido tributo.

INVICTUS_full_600É o filme que dá a Morgam Freeman a oportunidade de ser e honrar Mandela e a sua (comovente história). E Freeman é perfeito! Representa com um amor e uma reverência soberbas…

Invictus é o poema de William Ernst Henley: 

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul

invictus

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A festa dos óscares em 2010

 

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Não há a fartura cinematográfica de 2009, apesar dos nomeados para melhor filme serem metade dos que são hoje. Não há Milk, nem O Leitor, nem sequer Frost/Nixon. Mas há outras coisas ….

Ver lista de nomeados

Os filmes nomeados pela Academia para melhor filme foram:

O interessante Avatar

The Blind Side com Sara Bullock (trailer)

O genial Nas Nuvens que junta como nomeados os actores George Clooney, Vera Farmiga e a notável Anna Kendrick

O impecável Estado de Guerra (The hurt Locker de Kathryn Bigelow nomeda para a realização) que trás também Jeremy Renner para a ribalta.

O filme Precious de Lee Daniels que estreia para a semana e que promete imenso.

Os filmes A serious Man dos Cohen (trailer) e An Education da dinamarquesa Lone Sherfig (trailer).

Sacanas sem lei do grande Tarantino

Up, esse genial filme de animação

e District 9 que passou no Cineclube há bem pouco, e que perdi.

Delícia

 

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Caramel, da libanesa Nadine Labaki (na foto, como actriz), chegou aos cinemas em 2008 e foi um dos mais refrescantes filmes da altura.

Um filme sobre mulheres, cristãs e muçulmanas, que vivem em Beirute (outrora resplandecente) e o tentam fazer da melhor maneira que conseguem. Uma história muito bem elaborada sob um clima mediterrânico que força em trazer aos olhos e ao olhar a alma das pessoas.

caramel-1Não há, ao que parece, edição em DVD em Portugal. Uma pena…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Os meus filmes #9

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O período alemão de Bergman (Face a Face (76), O ovo da serpente (77), Sonata de Outono (78) e Da vida das marionetas (80)) dá-nos um conjunto notável de filmes. A excepção é naturalmente O ovo da serpente (o mais incaracterístico dos seus filmes) e o seu expoente é, para mim, a Sonata de Outono.

Ingmar Bergman exila-se na Alemanha (até 1981) – a Federal – como protesto contra a perseguição do fisco de que se disse vítima e mergulha, como de costume, na alma humana. Filma a Sonata de Outono na Noruega com uma dupla de actrizes – Liv Ullmann e Ingrid Bergman – que protagoniza um dos diálogos mais fortes e inesquecíveis do cinema (na madrugada do filme).

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Ingmar Bergman está esquecido. Foi recordado em 2007, aquando da sua morte. Mas isso não interessará muito ao seu cinema; e (pelo menos) impede que da sua obra se faça aquilo que menos ela merece: que se discuta.

Como o algodão

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Há realizadores que não enganam.

Jason Reitman é um daqueles realizadores que, desde Obrigado por Fumares, apontava já numa direcção concreta e, de certa forma, original. O segundo filme – Juno – é um mimo. Bem escrito, divertido e servido por excelentes actores…

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No fundo há (quase sempre) bom cinema quando há,  uma boa história. Original, bem escrita, e “não presunçosa” como foram as histórias dos seus filmes anteriores. Nas nuvens é isso; e ainda tem um conjunto de bons e credíveis actores, inclusivamente os que não o são. A jovem Anna Kendrick está perfeita.

Reitman tem, adicionalmente, esse grande jeito que é saber escolher os actores certos para as fantásticas personagens que nos tem mostrado.