segunda-feira, 26 de maio de 2008

Por razões óbvias (II)



Por razões (quase) óbvias, se eu votasse nas eleições do PSD, votaria Pedro Passos Coelho.

Porque é jovem, mas não imaturo. Porque sabe fazer política, mas não é politiqueiro nem está associado aos (des)governos dos últimos 34 anos. Porque tem uma imagem e uma voz que preenchem a TV, uma ideia de país e um pensamento liberal, como o meu.

Não havendo PPC, optaria por Manuela Ferreira Leite, a menos má das restantes opções. Tem imagem de credibilidade, mas não me é lá muito credível (ajudou ao défice e a apertarmos o cinto, criadora dos pagamentos por conta de IRC). Tem pensamento demasiado economicista para o meu gosto - a preocupação fundamental são as pessoas, não é o Estado. Já lá esteve antes...

Em todo o caso, não voto porque me demiti do partido, porque ele era pequeno demais para mim e para os dois presidentes das principais estruturas: Luis Filipe Menezes e Pedro Rodrigues, o 1º um populista e o 2º um... nem sei como o adjectivar!

Sendo liberal, centro-direita, sempre votarei em paridos, programas e pessoas que me convençam que irão actuar dentro destes parametros, o que tem sido através do PSD que tem desde sempre acontecido. Das vezes que não votei no PSD (por exemplo, nas legislativas do Santana Lopes) votei em branco. Espero não ter de me abster ou votar em branco nas próximas legislativas. E espero poder votar no Pedro Passos Coelho...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Praxe


A condenação dos membros da comissão da praxe de uma escola superior de Santarém é um momento importante e que se quer, sobretudo, pedagógico.

A praxe, desde que com ela convivi em Coimbra, é, na maior parte dos casos, um hábito inútil e estúpido. Quando é praticada, como parece ter sido neste caso, com requintes de malvadez, é reveledadora de uma baixeza de carácter extrema.

Espero, sinceramente, que esta sentença sirva de exemplo a quem não sabe viver em comunidade e liberte, definitivamente, quem se sente humilhado a defender, justamente, a sua dignidade.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Por razões óbvias


As eleições que se vão realizar no PSD no próximo dia 31 de Maio serão fundamentais para o meu partido e, ao mesmo tempo, muito importantes para o futuro do nosso país. Estas eleições representam uma oportunidade decisiva para que o PSD se reencontre novamente com o povo português.
A trincheira que se cavou entre o PSD e os portugueses é óbvia para quem quiser ver. Fundada na surpreendente opção de Barroso em 2004, ela cava-se de forma absolutamente clara com Santana Lopes enquanto primeiro-ministro e reaviva-se no espectáculo vazio de pirotecnia política que foi uma marca indissociável do actual presidente do PSD e que muitos como eu adivinhavam e disseram-no antes das últimas directas.
O partido precisa por isso, urgentemente, de reganhar a credibilidade perdida. É essa a tarefa das tarefas. A credibilidade, a seriedade, a competência são (devem ser!) os pilares de um partido e do seu projecto. Se se ganham eleições sem esses pilares, rapidamente a máscara cai e o país sofre com o aventureirismo e tudo se desmorona que nem um baralho de cartas. Mas se, por outro lado, o PSD construir o seu projecto com base na credibilidade, na seriedade e na competência temos um projecto de futuro e com futuro. E é disso que o país precisa.
Um partido em que as pessoas não acreditem não tem futuro. Poderá haver quem discorde das suas ideias – e isso é normal – mas o fundamental é que um partido político central como o PSD seja levado a sério, como não o tem sido nos últimos tempos.
Com estes pressupostos apoio sem qualquer reserva ou hesitação a Drª. Manuela Ferreira Leite. É o óbvio e único caminho para que o PSD reconquiste a credibilidade e a seriedade perdidas. A sondagem publicada pelo Correio da Manhã mostra que para os portugueses a candidata que apoio é, de longe, a preferida (64,1% para Ferreira Leite face aos 20% de Santana e os 6% de Coelho). Assim o entendam também os militantes do PSD já que não existe grande dúvida nos portugueses. E, já agora, que alguns dos militantes do PSD se deixem do espectáculo miserável que têm dado ao atacar de forma despudorada a candidata melhor colocada para consolidar o PSD e para dar uma alternativa credível aos portugueses, que dela tanto precisamos.
Não alinho no tacitismo interno que externamente nos desacredita e abstenho-me obviamente de mais comentários sobre a campanha interna.
Continuo, isso sim, a acreditar que os princípios fundamentais que fundaram este partido há 34 anos e que Ferreira Leite assume, como verdadeira social-democrata que é, são actuais e necessários, nomeadamente a afirmação do predomínio do interesse público sobre o interesse privado e a defesa da igualdade de oportunidades para os cidadãos deste país.
O resto é o nada com que se enchem noticiários e as tricas que nos desacreditam a todos.

Cavaco e o bloco jovem



Não me pareceu aceitável que os serviços da presidência da República tenham deixado de fora, por questões meramente formais, a juventude do Bloco de Esquerda aquando da reunião do presidente Cavaco Silva com vários representantes de entidades ligadas à juventude. Não foi bonito. Agora o que me pareceu ainda mais lamentável é que nenhum daqueles jovens tenha tido a irreverência de o dizer.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Parece fácil...

O enorme talento de Erroll Garner

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Inteligente


O melhor que um filme tem para nos oferecer é a sua história e a maneira como os actores a interpretam. Juno tem tudo: tem uma boa história (de Diablo Cody na imagem seguinte)



e boas interpretação. Nomeadamente desta menina: a excepcional Ellen Page.
Quanto mais recordo a deriva “tarantinesca” dos irmãos Cohen - que lhe valerem o reconhecimento de Hollywood - mais gosto da simplicidade inteligente deste filme.

Guimarães Shopping – sala 1
Sessões: 15h30, 17h35, 19h40, 21h50, 00h25

Grande Porto UCI Arrábida
Sala 17: 21h10, 00h10

ComTemplário





O Castelo de Almourol é absolutamente encantador. Nenhuma fotografia é minimamente justa com o impacto que a visão do castelo, erguido numa ínsua, proporciona a quem o visita.

Evocativo do nascimento de Portugal como nação o Castelo de Almourol é também um importante marco na história da Ordem dos Templários em Portugal, à qual foi entregue por D. Afonso Henriques durante a reconquista cristã.

De visita obrigatória.




“Situado numa pequena ilha escarpada, no curso médio do rio Tejo, o Castelo de Almourol é dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.

As origens da ocupação deste local são bastante antigas e enigmáticas, mas o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.

Entregue aos Templários, principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras foi em 1171, dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção foi por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.”


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Sublime...

... sempre que dois deuses se juntam.

"Cry Me a River"

Ella Fitzgerald com Joe Pass - 1975

Nostalgia...

Ry Cooder

Paris,Texas (1984)