sexta-feira, 20 de julho de 2012

The house of Annie Lennox

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Exposição que este em Londres e agora está em Aberdeen na Escócia.

 

Um ícone (interessantíssimo) da pop britânica.

 

Página da exposição.

Sines

 

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Foto-Wiki

 

Deu-me sempre para simpatizar com Sines. Pela pequenez, pela história “recente” (o grande porto moderno e o complexo industrial, grandes ideias na hora errada) ou passada (o Castelo, o nascimento de Vasco da Gama), pela praia…

Nunca fui ao seu Festival de Música, de world music, que continua a escolher grandes nomes.

Este ano tem um em particular: a maliana Fatouma Diawara que me agrada particularmente:

Desmantelado

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A preocupação e o desânimo que nos últimos meses se abateu nas escolas do país, nomeadamente na sua classe docente, constitui um dos mais inúteis exercícios políticos de sado-masoquismo a que eu já assisti.

Depois de ter deixado espalhar-se como um fogo a possibilidade de ficarem sem colocação um considerável número de professores do quadro, o ministro tem vindo a garantir o contrário e ontem, na AR, até aventou como forte a possibilidade de muitos professores contratados fazerem parte do quadro.

Não se percebe o que vai na cabeça do ministro ou o que fazem (ou deixam de fazer) os seus colaboradores, aquilo que se percebe é que o homem que disse ir desmantelar o ministério da educação está, de dia para dia, e por incapacidade própria, a ser desmantelado pela máquina que jurara derrotar.

sábado, 14 de julho de 2012

Os gatos persas

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Filme vencedor do prémio do júri de cannes 2009. Do curdo Bahman Ghobadi.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A caldeira

Painter-and-steam-boiler-002Foto: Gareth Fuller/PA

“A caldeira não estava preparada para a pressão e podia explodir de um momento para o outro (…) Só que o medo se transforma em cólera, e quando a cólera arrefeceu deixou-lhe a cabeça fria (...)”

Primo Levi. O sistema periódico.1975.

 

 

 

Todos os dias somos bombardeados com notícias que nos deixam em pé os cabelos e que dificultam a imensa tarefa a que nos propusemos. O défice das empresas públicas de transportes não se resigna, os compromissos irresponsavelmente assumidos nas parcerias público privadas mostram cada vez mais os seus dentes, conhecem-se contratos de arrendamento ruinosos a que o estado se comprometeu de forma demente e que indiciam, no mínimo, ignorância e desleixo de quem os assinou, os juros da dívida assumidos com satisfação há um par de anos começam a aparecer pujantes, qual cobrador de fraque, à porta do país.

E a situação, com uma ou outra pontual boa notícia, assemelha-se a um barco que vai furando em vários pontos. Quando se vai a um lado rebenta outro, quando se controla este aparece outro mais além, num corrupio de urgências que levaria a maior parte de nós a ir ao fundo, exausto, sem mexer mais uma palha.

 

Dá a sensação de estarmos ora sob a influência do terror no futuro, imóveis e acríticos, ora sob a euforia da revolta que dá as cenas patéticas a que vimos, aqui e ali, assistindo, para gáudio de todos aqueles que não gostam da democracia e que vivem na funesta esperança de verem ressuscitadas ditaduras que privem o homem do seu direito fundamental: a liberdade.

Se os sentimentos forem apenas esses, não há futuro e a caldeira rebenta. Rebenta pela inação do fogueiro, paralisado pelo terror, ou por descontrolo deste, obnubilado pela raiva.

 

Os portugueses e as instituições que os representam têm, rapidamente, que escolher um sentimento alternativo e que seja, matematicamente, equidistante do terror e da revolta.

Serenidade, bom senso e determinação seriam, talvez, uma boa e alternativa mistura.

 

Serenidade para pensar que já cá estamos há nove séculos e que seria necessária uma hecatombe estelar para quebrar os laços e o carácter forjado ao longo de tanto tempo. Defeitos temos muitos, a proverbial falta de civismo será algo a combater de forma decidida e consequente (e aqui o estado e as suas polícias deveriam ter uma outra atitude). Virtudes tê-las-emos certamente com mais peso. A extrema solidariedade de que sempre demos mostra, a força da família enquanto célula fundamental da nossa organização social, o nosso rasgo criativo, são características fundamentais nas quais devemos confiar para encarar o futuro. Do transmontano ao algarvio temos uma unidade na língua e no sentir que nos protege dos caldeirões étnicos e religiosos que frequentemente são o catalisador das mais variadas e conhecidas desgraças históricas.

O bom senso é algo que vem com o tempo e, como sabemos, o tempo foi aquilo que de mais visível tivemos enquanto país. Não somos um velho de 900 anos, mas um adulto com muita experiência na sociedade das nações. Tornar a fazer filhos, protege-los e incentivar a maternidade, era algo que o bom senso do país pediria para nos tornarmos um jovem com 900 anos!

 

O bom senso dir-nos-á que somos melhores quando estamos alegres, quando festejamos os nossos santos ou tão somente quando nos alegramos pela ventura de estarmos vivos, e isso reflete-se na qualidade e na predisposição para o trabalho. Por isso esta obsessão ridícula em cortar os feriados só me merece adjetivos: estúpida e inútil.

 

A determinação é a nossa história até aqui. Determinação em construir um país, determinação em conservá-lo uno e independente, determinação em espalhar a nossa cultura noutros continentes. Não a poderemos ter perdido no caminho e hoje, mais do que nunca, está na altura de a usarmos na forma como trabalhamos, na forma como nos envolvemos civicamente, na forma como encaramos o futuro … mais um dos muitos futuros deste Portugal.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os encantos do 6º andar

Filme francês, de Philippe Le Guay, com notáveis atrizes espanholas como Carmen Maura ou Lola Dueñas … chicas de Almodóvar.

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Ciberdúvidas?

 

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Sob o título “Ciberdúvidas, um projecto em risco” o diretor do i assina um excelente artigo que alerta para o risco do site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa não ter os apoios suficientes para continuar a fazer o excelente trabalho que tem feito.

O Ciberdúvidas é um excelente instrumento para quem quer escrever melhor e conhecer mais a fundo a sua língua, de uma forma global e gratuita. Os meios são poucos, mas mesmo assim os apoios não chegam. Oliveira e Silva termina de forma demolidora:

 

“(…) ao menos a partir de agora poupem-nos os discursos patrióticos sobre a nossa importância universal, sobre os novos mundos que demos ao mundo e sobre a influência da língua portuguesa. Se é para depois ninguém fazer nada e não se encontrarem soluções, que financeiramente estariam abaixo das despesas de representação de qualquer ministro ou gestor de mérito, então o melhor é mesmo dobrar a língua e se calhar irmos aprendendo alemão.”

terça-feira, 3 de julho de 2012

Só não vê quem não quer

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Foto_Nuno Ferreira Santos

Apesar da insignificância da minha opinião nunca deixei de criticar Sócrates pela rocambolesca história da sua licenciatura. Isso atestou-lhe, desde cedo, o carácter. Relvas vem na mesma esteira de políticos que usam a sua notoriedade para fazer coisas que o comum dos cidadãos não ousa sequer sonhar (ver notícia).

Mas o que é de cada um fica com cada um. Só tenho pena que o Ministro continue a manchar de forma marcante um Governo que, quer se goste ou não, e eu continuo a gostar, é composto por muita gente generosa e dedicada que continua incansavelmente a tentar resgatar a credibilidade de Portugal.

 

 

Este vídeo diz muito …

http://www.tubechop.com/watch/422500

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Conclusões

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A clara vitória de Espanha ontem na final deu para perceber quão bem a nossa seleção jogou neste Europeu e o brilhantismo e disciplina tática com que o onze nacional encarou a meia-final.

Malgrado a tonta abordagem que Prandelli fez da final de ontem, com Balzaretti no banco e com a inexplicável entrada do Thiago Mota, o que lhe trouxe um azar acrescido com duas lesões, Portugal nunca deixou que a Espanha vulgarizasse a nossa seleção, assim como aconteceu com a Itália.

Temos equipa.