quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Boas práticas

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A EDP andou nas bocas do mundo no final do ano passado aquando da venda de 21,35% de ações do Estado Português aos chineses.

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A EDP agora, mesmo na sua atividade corrente, não perde oportunidade para aparecer com novas ideias, como a pintura da Central Hidroelétrica da Bemposta (ideia de Pedro Cabrita Reis) ou pela entrega do projeto da  barragem da Foz do Tua a Souto Moura.

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O que custa não é viver … mas saber viver.

Fotos: Jornal de Negócios e EDP

Boas práticas

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A EDP andou nas bocas do mundo no final do ano passado aquando da venda de 21,35% de ações do Estado Português aos chineses.

bemposta

A EDP agora, mesmo na sua atividade corrente, não perde oportunidade para aparecer com novas ideias, como a pintura da Central Hidroelétrica da Bemposta (ideia de Pedro Cabrita Reis) ou pela entrega do projeto da  barragem da Foz do Tua a Souto Moura

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O que custa não é viver … mas saber viver.

Fotos: Jornal de Negócios e EDP

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tatcher

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Se a Dama de Ferro tivesse mais de biopic do que de esforçada especulação sobre os fantasmas de Tatcher, poderia ser bem melhor.

No entanto é comum achar-se que os biopic’s são demasiado simples para não os polvilhar com outras coisas.

Aliás o mais interessante do filme são as cenas da vida política de Margaret Tatcher. A sua obstinação e coragem são realmente muito cinematográficas.

Meryl Streep faz demasiadamente de “velhinha” neste filme – uma pena. Ganhou o óscar porque ela merece-o sempre. Se a puserem a fazer de sapato velho ela seria na mesma convincente…

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Imaginação

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A história do Porto-Machester City jogado a passada semana no Dragão é já das boas e recentes histórias do desporto.

Para quem não sabe:

Durante o jogo um avançado negro do City (Mario Balotelli) foi insultado por adeptos portistas com a sucessão de gritos u-u-u-u-u-u sempre que tocava na bola, pretendendo imitar os gritos de um macaco. Este comportamento é tão anormal como muitos outros que são frequentes nos jogos de futebol em todos os campos. No entanto o “politicamente correto” tem levado a uma vigilância apertada sobre os insultos racistas em particular.

Posto isto a UEFA abriu um inquérito que pode levar o Porto, inclusivamente, a sair da competição (por outras vias que não a desportiva que está prestes a acontecer).

Percebendo a gravidade da situação a habitual imaginação portista cozinhou uma conferência de imprensa magnífica: o treinador do Porto e o seu avançado Hulk juraram que aquilo que os adeptos gritavam foi Hulk-Hulk-Hulk.

Pena que em inglês o som do “u” não se pronuncia.

Mas valeu a imaginação.

Dietas & gorjetas (I)

 

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A decisão de fazer uma dieta alimentar é dos atos mais repetidos – e provavelmente mais falhados – no mundo ocidental. É provável que seja mesmo superior às enésimas decisões convictas e irredutíveis de deixar de fumar.

A “literatura” sobre dietas existente nas prateleiras das livrarias deve suplantar em número e em variedade qualquer literatura europeia por uma larga diferença. Os livros e sites de “como perder peso?” existem sobre tudo, e sobretudo a prometer soluções para aquilo que a cabeça não consegue ou não quer perceber.

Qualquer pessoa medianamente informada percebe os perigos do excesso de peso para a saúde e para o ego. Mas não há volta a dar-lhe. Culpa-se o metabolismo ou a genética (e algumas vezes com razão) mas a verdade é que não é nada fácil resistir ao prazer de comer e à genial descontração de uma boa mesa partilhada com gente de quem se gosta.

Eu próprio já comecei dietas várias vezes. Nunca, é certo, com aquela convicção de que ia ficar um ginasta soviético mas, no mínimo, com a esperança de me distanciar de um halterofilista turco. Não perdi muito peso, ganhei contudo com essas tentativas algumas regras que hoje tento conservar e que me têm permitido encravar a balança num mesmo peso, há já bastantes anos. Excessivo é certo mas encravado como o meu colesterol em números certos e imutáveis.

E apesar da minha boa vontade inicial em perder peso trago no meu currículo a vergonha de ter sido “despedido” pela nutricionista que me acompanhou durante mais de um ano. Lamentável e inusual: médico despede doente por incompetência deste! Para ser doente é preciso ter alguma qualidade e eu não a tinha. Cada consulta era antecedida por uma semana verdadeiramente diabólica. Não que eu deixasse de comer nessa semana – não valia a pena, era demasiadamente curto – mas eu tinha que pensar numa data de coisas para justificar o falhanço. E a simpatia da médica (que eu cumprimento veneradamente caso me esteja a ler) permitia que eu enchesse o tempo da consulta com bagatelas retóricas. Quanto menos tempo eu lhe desse para falar menos apanharia. Enfim, mais uma nódoa no meu currículo.

No entanto não faltam “soluções”. Desde pastilhas que fazem perder imensos quilos em poucos dias até máquinas que nos tiram a barriga enquanto vemos televisão, a oferta é incessante. Vai mudando com a perceção de que as coisas não resultam e transformam-se em produtos à base de plantas que ajudam a perder peso sem sofrimentos nem privações dizem os anúncios. Como é possível não sofrer para perder peso? Só se a mistela verde nos deixar inconscientes o tempo suficiente para emagrecermos. Não dá para acreditar em glutões biológicos. Dietas à base de chás, verdes, vermelhos e amarelos, produtos para regular o trânsito intestinal como se a comida fossem veículos em Carachi ou Nova Deli que a Brigada de Trânsito iria, miraculosamente, ordenar. Há de tudo, até Dietas que são parlamentos com assembleias deliberativas como na Alemanha ou no Japão. Provavelmente mais fáceis de engolir que as primeiras.

 

 

Publicado in Comércio de Guimarães

Dietas & Gorjetas (II)

 

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Muito se discute sobre problemas vários que merecem notas em jornais e até páginas no facebook. Uns importantes e outros nem por isso. Mas todos eles merecem e têm, aqui ou ali, o seu espaço. A gorjeta não: a gorjeta é assunto tabu em Portugal.

Noutros países a discussão sobre tão relevante tema levou ao estabelecimento de gorjeta institucional apensa à conta. Noutros há normas que se querem ver respeitadas. Em Portugal ignoramos olimpicamente a questão. Aliás, no nosso país, há um sentimento generalizado que as boas gorjetas são para os estrangeiros dar, não quereremos num assomo de generosidade fraterna arruinar a nossa proverbial forretice.

Aliás em Portugal a gorjeta depende mais da conta do que do atendimento. Há contas que se prestam a gorjetas simpáticas: 56,50€ é bem mais propensa à gorjeta do que 60,20€. A gorjeta nacional depende mais da matemática do que do bife.

Num período em que os nossos governantes apelam à criatividade será bom que alguém comece a pensar na teoria da gorjeta e pode ser que dentro em pouco a seguir à imensa secção de livros de Dietas, à venerável secção da Estatística e à excitante secção da Floricultura sobrem aí uns 10 centímetros para Guias Práticos da Gorjeta.

 

Publicada in Comércio de Guimarães

ligação

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Motor city Detroit

O anúncio da Chryseler marcou o intervalo da Super Bowl. Narrado e interpretado pelo “republicano” Clint Eastwood este spot foi visto como um apoio a Obama depois deste ter posto a “cabeça no cepo” para salvar a indústria automóvel americana – agora em recuperação – tão bem presa no coração de Walt Kowalsky (a personagem de Clint Eastwood nesse imenso Gran Torino).

Polémica é o que não faltou à volta deste magnífico anúncio: o segundo tempo da indústria automóvel ou o segundo tempo de Obama?

Talvez dos dois.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O in desejado

 

Apesar da corrida eleitoral republicana estar ainda no início Romney (foto: AFP) ganha clara vantagem.

Sem dúvida um alívio para aqueles que ficam mais tranquilos em ver um republicano moderado na luta com Obama do que um apaniguado do Tea Party.

Obama, apesar da desilusão que constituiu o seu mandato, leva vantagem.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

La embarazada

4

Carme Chácon disputa hoje, com Rubalcava, a liderança do PSOE espanhol. Uma guerra fratricida que se esperava desde a derrota dos socialistas nas últimas eleições.

 

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Quer ganhe quer não ganhe Carme foi verdadeiramente icónica enquanto a ministra da defesa grávida … passando em revista as tropas devidamente perfiladas.

 

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O analista

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O analista económico é um bicho irritante que não desaparece com facilidade apesar de todas as quedas da economia: é uma praga como as pombas da cidade.

Na generalidade o bicho tem um notável instinto de sobrevivência. Apesar de não acertar uma a imprensa adora ouvi-los.

Incapaz de levantar a voz aquando do recente caminho para a débacle coletiva, hoje, pelo contrário, não dá qualquer margem de esperança: o euro vai acabar, a Europa vai acabar, Portugal não vai cumprir…

José Gomes Ferreira da SIC é uma honrosa e prazenteira exceção.