sexta-feira, 30 de abril de 2010

Everett Shinn

$RRGCLRU Auto-retrato, 1901.

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Tempestade de neve, Madison Square 

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As docas.

$RJ79975  Window shopping, 1903.

19 The Tightrope Walker

 

Pintor americano nascido em Woodstown, New Jersey, em 1876. Pinta a Nova Iorque dos inícios do séc.XX. Destaca-se também como ilustrador de várias revistas americanas dos inícios do séc.XX.

Os colas

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“Desde que foi criada, em 1991/92, a Liga dos Campeões tem tido um gosto bem português. Entre jogadores e treinadores, o nosso país terá este ano com José Mourinho e talvez Quaresma a 11ª representação nas últimas 15 edições da prova.” (O Jogo, 30.04.2010)

 

Este género de mentalidade “nacionaleira” que dá a lata para que se escrevam estes títulos é, deveras, insuportável.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Vamos lá a torcer pela bruxa má

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Hoje à noite disputar-se-á um grande jogo em Barcelona: o Barça contra o Inter.

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O Barça é a “perfeição” no futebol e o Inter a prova de que a perfeição (afinal) não existe.

Ou existirá?

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A ver vamos. Força Inter!

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Totoimposto

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Pagar impostos já dá direito a que o contribuinte se habilite a sorteios de viagens. A iniciativa é dos CTT e dá claramente a imagem de um país a brincar, cujo Governo está em greve há mais de meio ano e ninguém parece dar por isso…

Ver link.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chic

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A single man, Um homem singular, é um filme de Tom Ford baseado no livro de Christopher Isherwood, de 1964, e que foi na altura um importante marco na criação de uma literatura que abordasse a homossexualidade. Tom Ford não é um realizador é um estilista que filma pela primeira vez. E filma de uma maneira elegante… percebe-se que há ali qualquer coisa além de Cinema.

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Um filme muito interessante (com exibição nos cinemas Zon de Vizela) com um Colin Firth perfeito e uma Julianne Moore (sempre) divina …

Lembrei-me de um ciclo do Derek Jarman que vi há uns bons vinte anos e recordo-me dos desconforto que senti por estar a vê-lo, não fossem “confundirem-me”…

Hoje a temática homossexual é retratada com sucesso e muitas vezes com classe, como neste filme. Perto de mim uma família comia pipocas de forma descontraída.

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É bom (por vezes) que o tempo passe.

sábado, 24 de abril de 2010

O princípio do fim?

Estas imagens são retiradas da “reunião” da direcção nacional do partido Povo da Liberdade, liderado por Berlousconi mas contendo vários partidos. Como tem sido habitual em Itália à direita e à esquerda.

Giancro Fini arrasa e Il Cavalieri perde a calma.

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Raramente vejo um filme mais do que uma vez. Para o fazer, tenho mesmo de gostar dele.
"O Segredo de seus olhos" é um desses. Um grande filme! A todos os níveis! Uma história que parece ter sempre mais para contar, com actores geniais e uma realização perfeita de J.J. Campanella! Com planos tão subtis que quase parecem impossíveis... E quando tudo parece resolvido, eis que tudo dá mais uma volta até que, finalmente, se faz justiça e acaba a história (será?).

A má notícia é que não parece haver data marcada para a sua estreia em Portugal. De lamentar, pois um filme como este merece estar nas salas portuguesas. Até porque o cinema argentino dirá, com toda a certeza, mais aos portugueses que a maioria das "americanisses" que por vezes cá passam. E mais! Se outra coisa não bastasse, ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro (desta vez, a Academia acertou, até porque este ano a escolha apresentava-se bastante difícil).
A ver, se conseguirem...

Este país não é para portugueses - I

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Aos poucos o inverno meteorológico que nos tentou afogar no último meio ano começa a perder a sua força. A muito custo é certo, mas parece já inevitável que a chuva e o vento que vão aparecendo sejam mais uma birra que um propósito.

Está na altura então de emergir e de aproveitar o Sol para “deixar de”.

Deixar de fumar será sempre um bom propósito primaveril para aqueles que (ainda) fumam. Como eu aliás, apesar de ter já há uns anos entrado na categoria das cigarrilhas e dos charutos, uma espécie de campeonato envergonhado, apesar de elitista, dos fumadores. Os tais fumadores que não travam apesar de o fazerem e desejarem deixar de o fazer. Deixar de comer fritos é outra boa decisão para quem quer perder uns quilitos (sempre gostei desta expressão pois quem o diz reconhece peso a mais mas não o dramatiza). Deixar de ver televisão. Deixar de passar tanto tempo ligado à internet. É altura para os viciados das mensagens electrónicas deixarem de enviar mais de 200 sms por dia e darem algum descanso às falanges. A primavera vai convidando também a deixar de estar sentado e a deixar de estar mal disposto.

Mas “deixar de” não é propriamente um propósito: é mais uma oração. Quem quer “deixar de” não está propriamente interessado em deixar, mas sonha que isso possa acontecer. Com a mesma convicção e probabilidade de um conto de fadas.

Este país não é para portugueses - II

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Mas deixar de ser português é que não!

Isso é coisa que não se perdoa a ninguém, principalmente a um português claro. O Deco ou o Cristovão Colombo podem deixar de ser portugueses, ninguém os irá chorar por isso. Mas a quem calhou de nascer num hospital português ou numa casa portuguesa com certeza, não poderá renegar nunca à sua sorte. Faz parte de um povo que detesta essa sorte, que adora dizer mal do seu país, mas que é capaz de o defender com todas as forças se alguém se atrever a dizer mal dele. Aliás, isso aconteceu recentemente com Cavaco Silva na República Checa. Quando o presidente daquele país se pôs a dizer coisas sobre a nossa economia que nós dizemos por cá, com particular acinte e redobrada ferocidade, caiu o Carmo e a Trindade e o nosso presidente até implicou com o Santo António da Ponte Carlos de Praga, já que o santo é de Lisboa e não de Pádua, defendeu. Com a nacionalidade não se tergiversa. Que o digam a pianista Maria João Pires e o quase não português José Saramago perigosamente no limbo do iberismo. Que o digam também os habitantes de Valença, que depois de abrirem gloriosamente os telejornais com marchas lentas e buzinões se lembraram, desgraçadamente, de pendurar bandeiras espanholas nas janelas. Aí terminou tudo. A simpatia pela luta passou transformou-se subitamente num profundo desprezo. E até a Ministra da Saúde que jurou não pagar as idas a Tui saiu em ombros da contenda.

Mas nós já sabíamos disso. A Leonor Teles foi uma vítima da sua negação a Portugal e o Miguel de Vasconcelos, por motivos semelhantes, foi atirado pela janela fora, para o Terreiro do Paço, na Restauração. Este país pode não ser feito para portugueses, mas muito menos o será para espanhóis.

Este país não é para portugueses - III

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Era contudo importante deixar de utilizar a palavra inverdade. Em bom rigor ela não deveria existir. É uma palavra a mais no nosso vocabulário. Não é um eufemismo é uma cobardia, alegre e profusamente utilizada na política ou no futebol. Não há nada mais amaricado que dizer “o senhor disse uma inverdade”. Não é de homem.

Deitemos a inverdade pela janela fora e deixemos tranquila e incólume a nossa bonita língua, mesmo com os acordos ortográficos à modinha do Brasil.

Deixemos então a língua à solta.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sem palavras

Sensacional

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A meia-final de ontem entre o Inter e o Barcelona foi mais um emocionante jogo de futebol. Ganhou o Inter, a melhor equipa, que conseguiu emperrar a máquina (quase) perfeita do Barcelona. Contou, claro, com a preciosa ajuda de Olegário que fez jus ao péssimo nível da arbitragem portuguesa. Mas ganhou bem. Mourinho foi uma vez mais brilhante.

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Força Inter, rumo a Madrid.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

A montanha russa

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A saída de Paulo Sérgio do Vitória é uma péssima notícia. Depois de ter posto uma equipa vulgar a jogar razoavelmente, por vezes até bem, sai agora para o Sporting.

Não há juízo nem remédio. O Vitória precisa de um treinador competente que fique cá uma década, à imagem do futebol inglês. Que seja jovem, como este era, que seja disciplinador e perceba razoavelmente o jogo. Não é preciso mais para ter melhor resultados que aqueles que resultam da permanente montanha-russa em que o Vitória se mete. Uuuuups, aí vamos nós…

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Date night

Uma noite atribulada é um filme light; uma boa comédia servida por dois magníficos actores: Steve Carell e Tina Fey.

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 DATE NIGHT

DATE NIGHT

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Anticlericalismo

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Do artigo de opinião “O papa e a pedofilia” por VPV, ontem no Público.

 

 

 

“(...) Se a Igreja não muda, o anticlericalismo também não.
De Lutero ao “Iluminismo” e da grande revolução francesa aos pequenos jacobinos de Portugal e Espanha, que há pouco menos de cem anos queriam ainda, como Voltaire, “esmagar a Infame”, a Igreja é invariavelmente acusada pela sua presuntiva riqueza e pelo comportamento sexual do clero. (…) Claro que  Bento XVI mandou investigar o caso, removeu bispos, suspendeu padres, castigou culpados. Claro que nem ele, nem a Igreja são responsáveis pelas declarações, de facto ofensivas, de algumas
figuras menores do Vaticano ou da Conferência Episcopal Portuguesa. Mas, como de costume, a lógica não abala o anticlericalismo (…)

Até porque provavelmente percebe que, por detrás do escândalo do encobrimento, está o ódio ao Papa “reaccionário”; ao Papa que se recusou a transigir com a cultura dominante em matérias como o divórcio, o aborto, a homossexualidade, o celibato do clero e a ordenação de mulheres. Não ocorre ao anticlericalismo que a integridade da Igreja pode exigir essa rigidez, como já mostrou a rápida ruína do anglicanismo. Ratzinger compreende que, sem o apoio do Estado ou influência sobre ele, a Igreja depende essencialmente da convicção e da força com que conseguir conservar a sua doutrina. Qualquer fraqueza a transformará numa instituição vulgar, à mercê da opinião pública e das mudanças do mundo. Isso Bento XVI não quer. Como não quer encobrir a pedofilia.”

domingo, 18 de abril de 2010

Músicas que ouço (#8)

 

A voz (sempre impecável) de James Mercer dos Shins com o produtor Danger Mouse.

Broken Bells é o nome do CD e da banda.

Grande tema… the high road.

Músicas que ouço (#7)

 

Álbum Swim, Abril de 2010.

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Do Canadá, with love.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A tábua dos pregos

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Gosto de Alegre. Sempre gostei. Gosto do escritor, gosto da pessoa, suporto com compreensão os ares de salvador da pátria a que Alegre não resiste, mesmo quando não o é. Ou seja, sempre. Mas gosto da atitude de o poder ser.

E o que mais me custa agora é vê-lo a portar-se bem, a não incomodar o PS, a pedir (cada vez mais angustiadamente) o apoio.

Real politik? Talvez, mas este é um espectáculo a que um homem do seu gabarito político e intelectual e da sua idade já não se deveria prestar. A “piada” dele é essa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Bom sinal

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Fui ao Congresso do PSD sem nenhuma expectativa especial. Apoiei convictamente Paulo Rangel e temi (ainda temo) que o partido se vire demasiado para si próprio.

Vim de lá muito surpreendido. Agradavelmente surpreendido. Passos Coelho está determinado a não se deixar embrulhar pela máquina que o apoiou. Foi claro e corajoso ao renovar a direcção partidária, ao envolver os seus contendedores. E mais: foi sincero e determinado nesse esforço.

Um bom fim-de-semana portanto.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Shangai

José de Guimarães realizou uma obra de guache sobre papel para o Pavilhão de Portugal na Expo Shangai 2010.

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A obra é uma homenagem ao padre jesuíta Tomás Pereira.

“Apesar de pouco conhecido em Portugal, o padre jesuíta Tomás Pereira (1646-1708) assumiu-se como um dos grandes mediadores culturais entre a Europa e a China, tendo vivido naquele país desde 1671 e ocupado importantes cargos na Corte Imperial. Tomás Pereira distinguiu-se em áreas tão diversas como Astronomia, Geografia, Matemática, Arquitectura, Engenharia, Música, Religião e Diplomacia. Nesta última, Tomás Pereira desempenhou um papel relevante na negociação das fronteiras entre a Rússia e a China, negociação essa que resultou no tratado de Nerchinsk, um dos principais momentos da história diplomática da Ásia.”

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Dedo no gatilho

 

As campanhas eleitorais em Inglaterra são sempre muito diferentes das nossas.

Outro país, outra cultura e poucos pruridos. A utilização do candidato que se pretende derrotar é usual. O Labour fez isso atemorizando os ingleses com o regresso ao passado que a vitória torrie traria:

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Na foto Cameron aparece de detective Gene Hunt, de uma série policial da BBC Ashes to Ashes, que se passava na década de 80. Quatro horas mais tarde (imagine-se) a resposta:

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E outras se seguiram:

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A coisa está animada.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Músicas que não consigo deixar de ouvir … (#6)

 

Baby por Devendra Banhart.

Álbum Watt will we be.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Kelin





Há anos que não vejo um filme mudo. Mas "Kelin" não é um filme mudo, é antes um filme "não-falado". A história, essa, não a vou contar, mas o estreante realizador cazaque, Ermek Tursunov, conta-a apenas com imagens de gestos e som ambiente, tudo misturado com um ingrediente fundamental: um enredo que nos toca. Aclamado no Festival Internacional de Cinema de Toronto, foi igualmente nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro, e só não ganhou (na minha opinião) porque "A fita branca", da Alemanha, merecia mesmo ganhar. Com uma fotografia sensacional, este filme merece mesmo uma atenção!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

De pé, ó vítimas da fome!

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A Av. da Liberdade em Lisboa tem um conjunto notável de edifícios modernistas, que abarcam as décadas de 30 a 50 do século passado. Infelizmente a maior parte deles está escondido ou tem pouco nobres utilizações.

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Para mim, o mais bonito de todos é o Hotel Vitória, projectado em 1933 por Cassiano Branco e inaugurado em 1936. Hoje é um centro de trabalhos do PCP, paredes meias com o palacete Lambertini que hoje serve de poiso a um famoso cabeleireiro lisboeta.

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Além de escondido pela vegetação e pelos carros o Hotel Vitória é constantemente vestido por cartazes partidários; o que o esconde ainda mais.

O corvo benigno

Alexandre O'Neill

Alexandre O´Neill viveu em Lisboa, quase sempre, nas ruas entre o Príncipe Real e o Largo do Rato.

IMG_0084 Travessa da Palmeira, 12 (3ºesq)

IMG_0076 Rua da Escola Politécnica, 48 (2ºandar)

IMG_0087 R. do Jasmin, 18 (3ºandar)

De todas elas se vê o Tejo…

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Marvin Gaye

in Público (P2) hoje:

“Marvin Gaye deixara os EUA para escapar a dívidas e à dependência de cocaína. Passou primeiro por Londres, antes de se fixar na Bélgica, em Ostende, onde gravaria Midnight Love, o seu último álbum. Com ele, o sucesso de Sexual healing. Com o sucesso, o fim da sobriedade que a calma cidade costeira lhe permitira. Regressou então aos EUA, procurando junto dos pais o equilíbrio que lhe escapava há muito. De personalidade turbulenta, dividida entre a Bíblia e a tentação carnal, era cavalheiro irrepreensível que podia transformar-se em homem irado. Era todo o charme que lhe víamos nas aparições televisivas da década de 60, mas, não por acaso, um dos seus primeiros êxitos intitulava-se That stubborn kind of fellow – era autobiográfico. Entrou na Motown no final dos anos 50. Com I Heard Though The
Grapevine ou Ain’t no mountain high enough, dueto com Tami
Terrell, passou a ser o príncipe da soul. Mas queria mais. A exigência de total liberdade artística transformou-se num braço-de-ferro com a editora. Marvin Gaye ganhou: What’s
Goin’ On (1971) foi um sucesso. Uma década depois, quando
voltou aos EUA, era um santo da música negra. O seu pai,
rígido pastor cristão, não o via dessa forma. A relação entre os dois sempre fora tensa. A 1 de Abril de 1944, interpôs-se numa discussão entre os pais. Agrediu o pai, que respondeu e puxou de um revólver, o mesmo que o filho lhe oferecera meses antes. Dois tiros e a morte aos 44 anos. Faria 45 no dia seguinte.”

A oriente

O atelier SANAA, dos arquitectos Sejima e Nishisawa, ganhou o Pritzker no corrente ano.

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