sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Inovar

Inovar é um dos lemas da Toshiba. Esta empresa japonesa faz-nos "regressar" no tempo para que possamos avançar.

Isto a propósito das células de combustível (metanol) que a empresa pensa comercializar a partir de 2009 em muitos dos seus aparelhos electrónicos. Garantem os investigadores que a autonomia das bateriais é muito maior e, se não houver corrente eléctrica, saca-se do "cantil" de metanol ... e toma lá disto. Bem vistas as coisas objecto e utilizador, em muitos casos, estarão mais próximos um do outro ... no funcionamento álcool.

Esperemos então pelas novidades...

Cerrar os dentes







Fotos: New York Times

Mais um violento atentado do extremismo islâmico, em Bombaim, na Índia, veio acordar-nos, uma vez mais, para a violenta realidade em que vivemos. Mais uma vez a força bruta da intolerância religiosa a tentar dividir o mundo e a apontar o dedo aos ocidentais.
Deve haver revolta, mas não pode haver medo e não se podem quebrar as frágeis pontes entre o Oriente e o Ocidente.
Além da crise económica Obama terá, também aqui, mais uma prova de fogo. Nunca, daquilo que recordo, nenhum presidente dos EUA chegou num momento tão difícil. Se Roosevelt teve uma América em cacos, Obama tem um Mundo a estalar e toda a atenção voltada para ele.




quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O melhor humor (de longe!)

Hoje é quinta.

Vivam os Contemporâneos.

A solidão dos perseguidos

Foto: Claudio Bresciani (Associated Press)



Rushdie e Saviano em Estocolmo:




terça-feira, 25 de novembro de 2008

A escolha de Sofia

O filme de Alan J.Pakula e, fundamentalmente, a absurdamente perfeita interpretação de Meryl Streep, merecem, apesar das lágrimas, uma recordação breve. Absolutamente poderoso e inesquecível!

Beco sem saída




As eleições no PSF deram o nó que faltava ao principal partido da oposição que começa, com dificuldade, a habituar-se ao espectáculo Sarkozy. Nos universo de mais de 100.000 votos a diferença entre Martine Aubry (a eventual vencedora) e Ségolène Royal é de pouco mais de uma dúzia de votos. O empate é, neste caso, o pior dos resultados para o PSF. A ver vamos se ganha e convence a "linha socialista" de Aubry ou o espectáculo Ségolène...


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

GuimarãesJazz


Steve Coleman
Kurt Elling

Mais uma vez uma óptima programação e um óptimo festival. Não me esqueço que este evento já me permitiu assistir a concertos memoráveis, como o de Betty Carter, Abdullah Ibrahims, Art Farmer ou Uri Caine, na minha cidade.
Este ano continua bom e ainda falta o Kenny Barron, na sexta.

Os intocáveis


Acompanhei com profundo interesse, desde há cerca de um ano, todo o processo eleitoral dos Estados Unidos (EUA); das primárias até agora à eleição de Barack Obama. O meu interesse advém não apenas do facto de gostar de política, mas sobretudo por apreciar os EUA. Não tenho uma visão cínica sobre a qualidade da sua Democracia, como a que os europeus, regra geral e de forma sobranceira, têm. Aprecio a sua juventude, a imprevisibilidade e o sentido de pátria comum àquela gente. Não me esqueço do impacto que me causou ouvir uma argentina radicada nos EUA dizer-me “nós, os americanos”. Quando para mim é-se português sempre, independentemente do país em que se vive. Mas os EUA são isso: não existem “americanos” no sentido em que nós europeus o entendemos, mas um conjunto de pessoas diversas que faz a América e que são a força e a essência dos EUA. Não têm o peso de uma História comum, são a História.
E se nunca embarquei na arrogância cultural europeia face aos americanos, foi porque sempre encontrei neles a capacidade de crítica que os europeus têm perdido (excepção feita aos ingleses) e que em Portugal é uma absoluta raridade. Não falo da crítica inócua mas da crítica frontal ao sistema político, judicial, económico, ou seja, a crítica ao poder.
Em Nova Iorque, há cerca dois anos fizeram-se debates à volta do 11 de Setembro em que se defendia que essa tragédia foi “montada” pela própria Administração Americana. Achei um absurdo tal teoria, mas apreciei a liberdade para o fazerem, em solo americano, no coração da tragédia. Aqui, como se vê, qualquer loucura de um deputado da Madeira ou um par de ovos atirados ao carro da Ministra da Educação gera escândalos mediáticos de proporções bíblicas. Este governo, com a generalidade da comunicação social como muleta, sente-se na obrigação de nos explicar quão mau é estar contra, quão feio é o direito à indignação. A resignação proverbial do nosso povo ao autoritarismo provém da demonização da crítica, do confronto, da indignação.
Acompanho com regularidade no cabo o Daily Show do Jon Stewart (SIC Radical ou CNN). É um programa de notícias fora do comum que, mesmo a brincar, é duma acutilância que o nosso jornalismo nem sequer ousa sonhar. Foi absolutamente arrasador nestas eleições americanas. Cá não durava um programa e aos primeiros 10 minutos o Eng. Sócrates já estaria a puxar as orelhas ao responsável pela estação.
Todos nós precisamos de um país com capacidade crítica, um país não manipulável pelo medo. Se ao nível nacional o condicionamento da informação é uma triste realidade, a um nível mais pequeno chega a ser absolutamente asfixiante. A capacidade crítica é fundamental, sem ela tornamo-nos profundamente tristes, resignados e estúpidos.

sábado, 15 de novembro de 2008

Sem falência


Vi-os a 28 de Fevereiro de 2003 no Coliseu dos Recreios no Porto.Não o esqueci.

Um memorável momento de uma banda incomum, de origem islandesa.

Sigur Ros Svefn-g-englar

domingo, 9 de novembro de 2008

A força da razão

Foto: Público


É claro para os profissionais do sector da Educação que as reformas têm que ser feitas "a favor" e não "contra".
A lógica deste Governo de pôr as classes profissionais e sociais umas contra as outras não é solução, nem é sistema.
Haja razoabilidade e inteligência prática de uma vez por todas.



Caça aos patos




Arrepia a notícia de que a Câmara de Felgueiras já gastou mais de 600.000€ a pagar honorários aos advogados que têm defendido Fátima Felgueiras e outros autarcas do município nosso vizinho. Ou seja, todos nós já pagámos esse dinheiro nos nossos impostos que, supostamente, deveriam servir nobres propósitos de coesão social e não para pagar os principescos esforços de alguns autarcas fugirem às suas próprias responsabilidades. E apesar deste processo de utilização abusiva de dinheiros públicos estar a ser investigado e poder, eventualmente, virar-se contra aqueles que utilizam agora esses dinheiros de todos nas suas defesas pessoais, a verdade é que uma eventual condenação desses procedimentos vai-nos deixar a todos na mesma (por exemplo se os autarcas declararem que não têm dinheiro para pagar essas despesas) ou pior até se, eventualmente, o município arcar com mais despesas jurídicas para contestar as despesas que entretanto se fizeram.
Que poderemos então fazer perante esta camisa de forças em que nos meteram?
Que sistema é afinal este?
Que consequências práticas têm tido na prática os mais mediáticos processos dos últimos anos para a moralização da vida cívica e política deste país?
Que papel desempenham então as nossas instituições se, segundo Fátima Felgueiras, a sua sentença foi iluminada pela “graça divina”?
“Rezo”, isso sim, para que não haja mais recursos ou pedidos de indemnização que levem com cínico à vontade o nosso dinheiro comum, além daquele que já foi desbaratado ao longo dos inócuos processos a que vimos assistindo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fantasia ou realidade?

"Parte relevante das Forças Armadas deseja transformar Portugal de modo acelerado num país do Terceiro Mundo."
José Miguel Judíce, Público, 7 de Novembro de 2008


A sério? Só me pergunto é quem vive no mundo real e quem vive no país das Maravilhas... Serão os militares que querem apenas fazer do país aquilo que ele é ou será que é o camaleão advogado e amigo (ou ex?) do omnipotente director comercial do Magalhães que ainda não reparou que para lá do seu restaurante de luxo há um Portugal de miséria, desemprego, emigrantes a morrer em Espanha e entrarem às centenas em Angola todos os meses... E entretanto os escritórios de advogados andam a receber avenças e contratos do Estado que lhes permitem viver nessa Lisboa de primeiro mundo enquanto o Portugal da grande maioria, dos reformados, dos desempregados, dos licenciados novos, dos advogados a estagiarem de graça 2 e 3 anos, dos que perdem a casa por não pagar o empréstimo do banco, dos que pararam o carro por não conseguirem pagar o combustivel, está, de facto, mais próximo do terceiro mundo que este senhor parece não conhecer.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Bonito


Fotos: The New York Times e USA Today

Um bonito dia para os Estados Unidos da América...

Foto: Herald Tribune


... com um McCain digno e fantástico, que chega a comover.

Escolhi este extraordinário discurso de derrota (e não o de vitória de Obama) pois nele se mostra o que a Democracia tem de melhor.

Um McCain de altíssimo nível, um verdadeiro democrata.

domingo, 2 de novembro de 2008

Foi pena

Anne Applebaum, jornalista do Washington Post, escreveu um artigo sobre as eleições americanas (traduzido pelo Público) com uma profunda lucidez e clareza.
O artigo é sobre McCain que ela - como eu - admira pela coragem com que aborda temas como a imigração, pelo conhecimento forte em política externa, pela sobriedade e respeito pelo dinheiro dos contribuintes, e, também, pela forma como sempre se distanciou da "ala mais louca" do Partido Republicano.

Mas como escreve Anne:
"A nomeação de [Sarah] Palin - inspirada pelos seus mais próximos colaboradores - acabou por ser não um gesto de maverick [rebelde] mas uma concessão aos republicanos, que acham que a política externa deve ser conduzida usando uma série de "clichés" e àqueles no partido que atacam o Governo federal ao mesmo tempo que calmamente beneficiam de subsídios federais. Embora McCain tenha uma das maiores experiências bipartidárias no Senado, ele deixou a sua campanha à mercê dos extremos do partido. Ainda que ele seja um genuíno intelectual em política externa, os seus apoiantes cultivam a ignorância e o medo: se não acreditam em mim, vejam no YouTube Barack Obama and Friends: A History of Radicalism, de Sean Hannity.
Pior, McCain afastou-se - num esforço fatal para atrair os elementos menos ponderados e mais partidários da sua base - das suas anteriores posições sobre tortura e imigração. Talvez isto não passe de tácticas, e talvez o "verdadeiro" McCain abandone os terríveis ideólogos após [as eleições em] 4 de Novembro, se ele por milagre ganhar. Mas como posso saber que é isso que vai acontecer?"


Foi pena...