domingo, 31 de outubro de 2010

Roadside America

 

Pelo fotógrafo americano John Margolis (Taschen)

 

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Club Cafe
Santa Rosa, New Mexico, 1987
Copyright John Margolies

Staff

John Margolies photographing American Kleaner
Bakersfield, California, 2003
Copyright Felix Adamo

 

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Martin Theater
Panama City, Florida, 1979
Copyright John Margolies

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Big John
El Dorado, Illinois, 1993
Copyright John Margolies

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San Pedro Drive-in Theatre
San Pedro, California, 1979
Copyright John Margolies

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The Donut Hole

La Puente, California, 1991

 

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

O amigo de sócrates

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“Pesquisar um pouco do que têm sido as relações entre Chávez e o Governo português é entrar num carrossel de promessas e intenções, acordos feitos e desfeitos, contratos que não se cumprem, muito fumo e circo. Quando a esmola é muita, o pobre desconfia. Agora pensem que a esmola vem de pobre para pobre. É motivo para desconfiar ao dobro.

Aquilo que sabemos sobre ditaduras populistas como a de Chávez nas relações internacionais é muito simples: não cumprem os contratos que assinam. Não são parceiros fiáveis. Servem-se das relações com outros Estados
para alimentar a sua política de propaganda. Por isso é que as democracias têm interesse em fazer diplomacia com outras democracias. Sai-lhes menos caro e não precisam de anunciar não sei quantas vezes frustrantemente os mesmos acordos. Custa ver o Estado português nesta posição de
vexame.”

 

Pedro Lomba Público 26.10.10

Foto: Público

Excitações

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Um dos actuais vice-presidentes da JSD, Duarte Marques, candidata-se a presidente daquela organização reclamando o voto democrático em Portugal a partir dos 16 anos.

É pena que tão extraordinária ideia não seja acompanhada de uma proposta, essa sim razoável, de só ser possível estar na JSD até aos 25 anos. Podia ser que assim não  amadurecesse tanto o disparate.

sábado, 23 de outubro de 2010

Orgulhosa geração de 70

Este artigo e o documentário a que se refere fala também da minha geração, pois nasci em 72.

E é engraçado que ainda hoje ao almoço falava com um funcionário meu mais velho sobre as minhas experiências de juventude, na quinta dos meus tios, onde vivi vindimas, apanhávamos amoras nas estradas da freguesia para fazerem compotas, sei lá, tantas experiências que se hoje quisesse fazer um filho meu, citadino como eu era, viver e experimentar, não tinha hipóteses de o fazer. Sou daquela geração que ia brincar na rua, que ia a pé para a escola, que um nevão era motivo de festa no Toural a fazer bonecos de neve (e não havia máquinas digitais nem telemóveis com câmara fotográfica para registar o momento) e tantas outras coisas que hoje julgamos quase impossível...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Consensos

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Os canadianos são consensuais para os outros: são educados, são razoáveis, são inteligentes. Deve ser do frio.

Depois dos aplaudidos Arcade Fire terem perdido o consenso que abençoa o Canadá (um tanto ou quanto exageradamente, diga-se) … há sempre a novidade dos dotados Broken Social Scene ou destes psicadélicos Black Mountain:

Chinesises

 

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Uma das coisas interessantes do jornal i são os articulistas estrangeiros que o jornal traduz. Alberoni, Thomas L.Friedman e o nobel da Economia de 2008 Paul Krugman (na foto, wikipédia).

Hoje escreve a propósito do poder da China e da sua impunidade, usando como pretexto os metais terras raras que os chineses controlam.

O mês passado, uma traineira chinesa colidiu com duas embarcações da guarda costeira do Japão em águas territoriais japonesas. O Japão deteve o capitão da traineira e a China respondeu cortando-lhe o acesso a matérias-primas cruciais. Não havia outro modo de as obter: a China domina 97% da produção de terras raras, minérios com um papel essencial em muitos produtos de alta tecnologia, incluindo equipamento militar. Como é bom de ver, o Japão depressa libertou o capitão.
Não sei o que pensa o leitor, mas esta história parece-me profundamente perturbadora, tanto pelo que mostra da China como pelo que mostra de nós. Por um lado, o caso mostra a uma luz crua a inaptidão da política externa norte-americana, que nada fez enquanto um regime que não oferece confiança se apropriava de matérias-primas fundamentais. Por outro lado, o incidente revela uma China perigosamente disposta a recorrer à força e a desencadear uma guerra económica ao menor pretexto.
(…)

É impossível não ficarmos intrigados com as razões por que ninguém fez soar o alarme, quanto mais não fosse com base em questões de segurança nacional. A verdade é que os responsáveis políticos ficaram simplesmente a ver enquanto a indústria americana de terras raras fechava. Pelo menos num caso, em 2003 - portanto numa altura em que, a acreditar na administração Bush, a segurança nacional dominava a política externa americana -, os chineses empacotaram literalmente todo o equipamento de uma fábrica e meteram-no num barco para a China.
O resultado de tudo isto foi um monopólio que excede de longe as mais desvairadas expectativas dos maiores tiranos do petróleo do Médio Oriente. Mesmo antes do episódio da traineira, a China sempre mostrou predisposição para explorar ao máximo esta vantagem.

(…)

Quais são então as conclusões a tirar deste caso? A primeira e mais óbvia é que o mundo precisa de fontes não chinesas destes produtos. Há depósitos consideráveis de terras raras nos Estados Unidos e noutros países, embora para os explorar e tratar seja preciso tempo e apoio financeiro. O mesmo se passa com uma importante alternativa, a mineração urbana, isto é, a reciclagem de aparelhos electrónicos usados.
Em segundo lugar, a resposta da China ao incidente, lamento dizê-lo, é mais uma prova de que a nova superpotência económica não está preparada para assumir a responsabilidade associada ao estatuto.
As grandes potências económicas, apercebendo-se do seu peso no sistema internacional, costumam hesitar em recorrer à guerra económica, mesmo quando seriamente provocadas - basta ver a indecisão dos responsáveis políticos americanos sobre as medidas contra a política cambial grosseiramente proteccionista da China. Não foi essa a atitude da China no caso. Junte-se isto ao comportamento do país noutras frentes, acima de tudo na política cambial, e desenha-se o retrato de uma superpotência económica pária, que se nega a obedecer às regras. A questão que se levanta é que medidas vamos tomar em relação a isso.

artigo na íntegra

 

Razão tinha esta senhora (que eu adoro desde que vi, e que entro no meu léxico habitual)…

O mar enrola na areia

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Estou preocupado. As sucessivas declarações do inenarrável José Sócrates e do bem intencionado (mas também incompetente) Ministro das Finanças põem o PSD e o seu líder no meio da crise política. No meio de tanta incerteza, desilusão e amargura, os comentadores só falam do PSD e do seu líder.

Há gente que gosta de ser sempre o centro das atenções, nem que seja na frente de um pelotão de fuzilamento…

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

S.Mamede

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O cinema S. Mamede é, nomeadamente para a minha geração, uma sala importante. Foi nessa sala que vi os meus primeiros filmes, foi lá que o cineclube assentou as malas durante muito tempo emprestando qualidade à exibição, é de lá que guardo memórias do Blade Runner ou do Stranger than Paradise do Jarmush, entre muitos outros filmes projectados com uma imagem de qualidade e um som como raramente encontrei noutras salas por todo o país.

A degradação da qualidade do seu cinema e da exibição foi algo que me custou a assistir. Fiquei preocupado também quando um conjunto de gente empreendedora decidiu transformar o local. E transformou. Perdeu-se (ou quase) o cinema é certo, mas ganhou-se uma casa viva e activa, um local de cultura que não vive dos subsídios e por isso não tem de gramar com as borlas do pessoal profissional das borlas que enche os espectáculos e as estatísticas. Em Portugal a borla cultural está de tal forma enraizada que, a título de exemplo, em 2008, 18.000 dos 27.000 bilhetes da Companhia Nacional de bailado foram borlas!

Na última sexta fui lá ver o Lloyd Cole. Em boa hora vi aquela gente a remar contra o tsunami da cultura subsidiada. E não vi os borlistas do costume, o que é sempre higiénico.

 

 

Foto do Guimarães Digital

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tiriricarização #1

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Há poucos dias no Brasil, nas eleições que decorreram a 3 de Outubro, escolheram-se os representantes políticos daquela nação-filha, nomeadamente o presidente (vai haver segunda volta entre os candidatos Serra e Dilma), os governadores dos vários estados, os senadores e os deputados federais.

Como muitos de vocês certamente tiveram a oportunidade de ver, o palhaço Tiririca, que se apresentou sob o lema “vote Tiririca, pior do que tá não fica”, concorreu como candidato a deputado federal por S.Paulo e foi eleito. Diga-se que esmagadoramente pois foi o deputado federal mais votado em todo o Brasil, arrastando consigo mais três deputados da sua lista. Há mesmo quem defenda que foram os “outros” que o usaram para entrar no Palácio do Congresso Nacional, em Brasília…

Ora, tirando a graça óbvia, isto é triste em qualquer democracia. E este fenómeno brasileiro começa, mesmo na circunspecta Europa, a ter alguns exemplos. O período de crise, indefinição e desconfiança que de uma maneira geral afecta a Europa e os Estados Unidos a isso propiciam. E não será de estranhar que toda a espécie de palhaços (verdadeiros!) comecem a ganhar destaque nos diferentes países. A tiriricarização dos parlamentos, e de forma mais grave da política, é mais do que um perigo … é uma realidade anunciada, face ao descrédito generalizado das governações. Muito por culpa claro de quem os elegeu … já que há sempre escolhas possíveis.

No entanto a sociedade brasileira mais culta e informada, com vergonha do fenómeno, já começou a atacar. Está em sede da Justiça Eleitoral uma denúncia de que Tiririca é analfabeto e, portanto, não pode assumir o seu lugar de deputado. Segundo a acusação o novel deputado falsificou as suas habilitações.

Onde é que eu já ouvi isto?...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Factual

O artigo do “bipolar” Ribeiro e Castro tem a particularidade de recordar alguns factos importantes que no meio da confusão, por vezes, escapam.

«Quando, há uma semana, vi Jorge Sampaio, na RTP, com outros ex-Presidentes da República, a partilhar preocupações e conselhos sobre o dificílimo momento que vivemos, supus que nos iria iluminar com o seu sábio pensamento: "Há mais vida para além do défice." Vi que não - também acabou, pelos vistos, rendido à realidade. (…)
José Sócrates é o homem errado no tempo errado. (…) No início dos seus mandatos, inventou, com Vítor Constâncio, aquele famoso défice público que nunca existiu: 6,83% do PIB... Tanto "rigor" que até "acertava" na centésima. Hoje, não acerta nem na décima, nem na unidade. Garantindo para este ano um défice de 7,3% (meio ponto acima da fantasia de 2005), ainda não disse uma só palavra de explicação para o facto de, no fim do primeiro semestre, em ano de "austeridade", se terem atingido os 9,5% do PIB - acima do ano anterior -, impondo o recurso recente a medidas correctivas drásticas.
(…)

Recebeu do anterior governo PSD/CDS um programa consistente de combate à evasão fiscal, com o que pôde arrecadar volumosas receitas extra. Regressado de férias, no Verão de 2005, foi visitar festivamente uma repartição de Finanças para celebrar o "brinde" - mas, anos a fio, nem esse prémio devolveu à economia, traindo a solene promessa do Estado de que todos pagaríamos menos impostos quando aqueles que não pagavam os passassem a pagar. Alimentou um Estado glutão - um Estado em engorda, que acumula e gasta tudo aquilo a que deita a mão.
Surdo a todos os alertas, prosseguiu e agravou a ruinosa rota dos endividamentos: da dívida pública, do excessivo endividamento privado, da dívida externa - deixando criar o quadro que, hoje, a todos nos asfixia. Íntimo talvez do Tio Patinhas, urdiu, gerando a demissão de Luís Campos e Cunha, o célebre PIIP de quinquiliões de euros, que o poria "na História" e de que ainda resiste, a mexer, o TGV. Devoto do poder salvífico do "investimento público", remédio milagroso para toda a crise, melhor ainda que os xaropes dos charlatães, não empregou ainda um só operário em projectos como o Novo Aeroporto de Lisboa, a Terceira Travessia do Tejo ou o TGV - mas poderia talvez esclarecer-nos dos milhões que já fez gastar em estudos, pareceres e consultorias. Com a crise ao rubro, insiste em adjudicações sem sentido; e, se o não param, ainda o veremos a cavalo no seu TGV alado, já nem na linha Poceirão-Caia, antes num qualquer troço Bencatel-Azaruja.
Insensível à decência, consentiu prémios bilionários em empresas com participação do Estado, já num contexto de austeridade declarada. E não se sente na necessidade de explicar sequer a relação de 750 mil euros do Taguspark com o pequeno-almoço com Luís Figo no último dia de campanha eleitoral. Esticou as Scut até ao limite da exaustão total e prolongou as PPP mesmo para além da exaustão.
Crente em que a mentira rende votos e sondagens (mesmo que afunde o país), começou por "prever" um défice público de 2,2% do PIB em 2009, que viria a rever para 5,9% já com o ano adiantado. Manteve essa ficção inverosímil durante meses a fio. No fim do ano, passadas as eleições, lá admitiu "oito e picos", que se transformariam em 9,3% e, finalmente, em 9,4% do PIB - quase cinco vezes mais do que o estimado no início do ano! No ano corrente, negociou o OE 2010, que iria para o lixo na semana seguinte, curvado ao PEC I e, logo a seguir, já ao PEC II. E continuou a conduzir, com o mesmo discurso panglossiano de fantasia "optimista", de endividamento, irrealidade e descontrolo, uma execução orçamental de vergonha. E de ruína, com a despesa pública sempre a subir, mês após mês. Nós agora, como sempre, que paguemos. Este Orçamento 2011, de assalto tributário e aos salários, é o espelho de tão rotundo fracasso. E o preço brutal do descaramento.
(…)

Somos governados por um fracassado com aparência de vencedor. E que nos tem conduzido ao fracasso colectivo. Hoje, o preço que já estamos a pagar é o desse fracasso de José Sócrates. Pagaremos também o preço do nosso próprio fracasso, se o fizermos continuar.

 

Publicado, hoje, no i. Artigo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sócrates

 

Um conjunto notável de vídeos tem surgido no YouTube com as contradições do PM. Eis dois exemplos felizes:

 

 

sábado, 16 de outubro de 2010

Liberdade e educação

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Fiquei satisfeito de ver no 1º lugar do ranking das Escolas públicas a Escola Secundária Infanta D.Maria, em Coimbra. A juntar aos excelentes resultados ao nível do secundário, estreou-se este ano com o melhor resultado ao nível do 9ºano.

E fiquei satisfeito, mau grado a dificuldade de interpretação destes rankings, porque a sua Directora - Rosário Gama, na foto – tem sido uma das vozes mais críticas e esclarecidas por parte dos professores no combate à enxurrada legislativa e burocrática que tem inundado as escolas. Enquanto muitos calaram ou, pior, louvaram, ela soube dar a cara perante uma sociedade envenenada (estupidamente) contra os professores.

Rosário Gama continua com a mesma convicção. Ela relembra, à comunicação social, como pode em consciência atribuir tantos excelentes e muito bons como outra qualquer escola, quando os seus profissionais merecem o devido reconhecimento? Mostra que o Rei continua nu.

Uma coisa parece certa: é a cultura da liberdade e da responsabilidade aquela que deverá marcar e formar os nossos alunos. E é esse o exemplo que deverá partir, desde logo, dos professores. Daquilo que dizem, daquilo que fazem.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Admirável mundo novo

 

 

Praga, Agosto de 2009, concerto dos Radiohead.

Um grupo de 60 pessoas gravou de vários ângulos o concerto. Editaram e publicam as imagens na internet, mas o som era muito mau. Os Radiohead viram e ajudaram.

Um novo mundo com uma grande banda.

 

 

 

 

mais em mundo digital

sábado, 9 de outubro de 2010

Ainda bem

 

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Ainda bem que a estreia de Paulo Bento na selecção nacional correu bem. E ainda bem que a exibição foi convincente.

 

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É reconfortante não ter de ver ou ouvir o Queiroz. A sua má disposição e intocável pé frio. Bento não inventou e deixou a equipa soltar-se. Muito bem.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lucidez

 

As eleições legislativas americanas a realizar em Novembro estão o provocar uma radicalização da política interna norte-americana. O movimento Tea Party e a polémica à volta da construção da mesquita perto do Ground Zero são exemplos dessa radicalização.

Por isso é reconfortante ver e ouvir a conversa entre Jon Stewart e Michael Bloomberg (mayor republicano de Nova Iorque) …

… onde o humor é um exemplo refinado de bom-senso e dos valores democráticos.

Justo

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A atribuição do prémio Nobel da Literatura a Vargas Llosa é justíssima pois premeia um excelente escritor com um envolvimento político notável. Provavelmente foi este último aspecto que lhe retirou o prémio noutros anos. Vá-se lá saber…

Por outro lado este prémio vem dar maior visibilidade à providencial escolha do escritor peruano como programador da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pior não fica

O Brasil confirmou nas eleições de Domingo uma grande candidata: Marina Silva.

5049132418_2a9c058caa Lançou-se agora para 2014, ou 2018.

 

No entanto nunca fiando. O competente José Serra também parecia destinado, com o legado de Fernando Henriques Cardoso, a suceder a Lula … e isso não aconteceu. Nem parece que vá a acontecer na 2ª volta. Por culpa de Lula.

 

Serra comemora ida ao segundo turno 3

A outra face da política brasileira é o elogio da palhaçada pelos eleitores. Tiririca foi o deputado mais votado e um rol de vedetas do futebol e da televisão também entraram na Câmara dos Deputados brasileira.

Tiririca