terça-feira, 26 de outubro de 2010

O amigo de sócrates

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“Pesquisar um pouco do que têm sido as relações entre Chávez e o Governo português é entrar num carrossel de promessas e intenções, acordos feitos e desfeitos, contratos que não se cumprem, muito fumo e circo. Quando a esmola é muita, o pobre desconfia. Agora pensem que a esmola vem de pobre para pobre. É motivo para desconfiar ao dobro.

Aquilo que sabemos sobre ditaduras populistas como a de Chávez nas relações internacionais é muito simples: não cumprem os contratos que assinam. Não são parceiros fiáveis. Servem-se das relações com outros Estados
para alimentar a sua política de propaganda. Por isso é que as democracias têm interesse em fazer diplomacia com outras democracias. Sai-lhes menos caro e não precisam de anunciar não sei quantas vezes frustrantemente os mesmos acordos. Custa ver o Estado português nesta posição de
vexame.”

 

Pedro Lomba Público 26.10.10

Foto: Público

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