quarta-feira, 26 de março de 2008

They Can't Take That Away ...

John Pizzarelli bem acompanhado por Jane Monheit.

Uma candidata experiente (até demais)



"Foi a propósito do recrudescimento da violência no Iraque que Hillary lembrou como não recuara perante o perigo e as dificuldades do desempenho do seu cargo de primeira dama. "Lembro-me de como aterrámos [na Bósnia] sob o fogo dos franco-atiradores. Até era suposto haver uma pequena cerimónia no aeroporto, mas em vez disso tivemos de correr para os automóveis com as cabeças baixas e sair dali o mais rapidamente possível", contou.
A "retractação" da candidata surgiu depois de as televisões norte-americanas terem recuperado os vídeos da chegada da antiga primeira dama ao aeroporto militar de Tuzla: em vez da chuva de tiros que Hillary sugerira ao recordar a experiência, as imagens de arquivo mostravam a actual candidata (e a sua filha Chelsea, então adolescente) a caminhar calmamente pela pista, onde recebeu o cumprimento de crianças, ouviu uma leitura de poemas e foi agraciada com ramos de flores.
Confrontada pela imprensa, Hillary Clinton desculpou-se pelo "lapso", dizendo ter-se "enganado" e explicando que "quando se fala de tantos temas diferentes e quando se dizem milhares de palavras por dia é natural que haja alguns equívocos". "Sou humana e cometo alguns erros."

in Público 26.03.08

Dá-me o telemóvel, já!






Foi com espanto, vergonha e revolta, que tomei conhecimento pelo YouTube e pelos noticiários nacionais de um lamentável episódio em que uma aluna do 9ºano da Escola Carolina Michaelis, no Porto, se atira (literalmente) à sua professora pelo facto daquela lhe ter retirado o telemóvel na aula. As imagens foram captadas pelo telemóvel de outro aluno da mesma turma, em estado generalizado de demente euforia pelo sucedido, e ouvem-se comentários absolutamente inacreditáveis na refrega como, por exemplo, “olha, a velha vai cair” ou, entre colegas, “ó gorda, ó pachona (traduzido pelas redacções centrais de Lisboa pelo enigmático “peixona”), sai da frente!”.
As imagens chocantes desta luta estão a ser retiradas da internet (uma difícil tarefa é certo), mas não o deveriam ser, pois espelham a mais triste realidade para a qual deveríamos todos olhar de frente e sem paliativos.
Espero que a discussão continue e nos obrigue a todos a pensar e a tomar posição, mas que não seja em torno dos telemóveis mas sim das atitudes. Não é a proibição dos telemóveis que deve estar em causa - eu utilizo-os em contexto educativo com óptimos resultados – mas o estado de degradação cívica e moral a que se chega em domínios fundamentais como os da educação.


É no que dá anos e anos de falta de exigência e de filosofias e políticas educativas em que o professor é o mau da fita e o aluno a pobre vítima que só poderá chumbar depois de preenchidas centenas de páginas de justificações.
É no que dá a progressiva retirada de autoridade aos professores.
É no que dá as recentes políticas de desprestígio da classe, de ataque despudorado aos professores, para gáudio, é preciso dizê-lo, de muita da gente que assiste.
É preciso entender que a dimensão da manifestação de professores de que Lisboa foi palco a 8 de Março não é fruto desta ou daquela linha política, nem sequer de uma ou outra imposição governamental; a sua espantosa dimensão numérica e ética foi tão só um genuíno desagravo corporativo. Uma forma sólida de dizer ao país que os professores estão fartos de ser desprestigiados, de forma reiterada e injusta.
Como é óbvio, por contraposição à vilania reinante, há excelentes exemplos. E por isso eu dedico este meu pequeno desabafo aos meus excelentes e educados alunos. E ainda ao Manuel Alegre que em relação aos professores tomou posições dignas de um Chefe de Estado…

Algo de útil



Creio que, apesar de alguma liberdade na discussão, o debate em torno dos 5 projectos serviu os propósitos do presidente da Câmara Municipal, isto é, entreteve o pessoal perante mais uma governação de papel e profundamente discriminatória e centralizadora como as anteriores.
Fez-me lembrar, agora com outra dimensão é certo, a discussão havida em torno de novo Mercado Municipal. Na altura vendeu-se a ilusão de uma grande obra que hoje é óbvia e frustrante aos olhos do comum dos cidadãos, com uma degradação clara do movimento e comércio no centro da cidade. Há uns anos eu e muitos outros apontamos as fragilidades e os riscos do projecto, lutando até ao limite pela reabilitação do mercado. Há uns anos, como agora acontece, o poder contou com entusiásticos apoios, mesmo fora da sua área política, nas páginas dos nossos jornais. Como seria bonito que os que então teceram loas ao novo mercado, hoje, no intervalo dos novos artigos renovando entusiasmos aos 5 projectos, analisassem o que então escreveram…

Espero, apesar de tudo, que haja algum bom senso e que se decida, a título de exemplo, e como defendo, que o velhinho mercado sirva de qualquer coisa de útil para Guimarães: a Escola de Artes da Escola Secundária Francisco de Holanda e que contribua assim para a sólida e desejável formação dos jovens vimaranenses.

sexta-feira, 21 de março de 2008

VERGONHA

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Esta agressão a uma professora do "Liceu" Carolina Michaelis, no Porto, deu-se no final da semana passada.
Pergunto: irão os pais desta "criatura" avaliar, no período escolar que se avizinha, a senhora professora?

quinta-feira, 20 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

Poderoso









É raro assistir-se a um filme tão intenso nos dias que correm.
Sem qualquer tendência para a moralidade (e ainda bem), PT Anderson dá-nos um filme forte e completo que o afirma uma vez mais como um realizador não catalogável..











Artista genial, PT Anderson dá a Daniel Day-Lewis a oportunidade de ter o papel pelo qual será, para sempre, relembrado. Este filme baseado na obra “Oil” de Upton Sinclai, conta com o guitarrista dos Radiohead, Jonny Greenwood, na espantosa e viciante banda sonora que o envolve.





Guimarães
Castello Lopes - Guimarães Shopping
13h20, 17h, 21h20 23h50

Porto
UCI Arrábida 20
17h50, 21h10, 00h35


http://paramountvantage.com/blood/

quinta-feira, 13 de março de 2008

Tributo







Bill Evans, com Scott LaFaro e Paul Motion, no fabuloso Waltz for Debby.



Do YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=dH3GSrCmzC8.



Actuação, provavelmente, de 1961, ano em que saíram Sunday at Village Vanguard e Waltz for Debby, gravados no mítico clube de jazz de Nova Iorque (Village Vanguard) e no ano em que o contrabaixista Scott LaFaro morre.

quinta-feira, 6 de março de 2008

António de Azevedo



Guimarães acolheu, no século passado, um dos mais extraordinários escultores naturalistas portugueses – o escultor António de Azevedo – a ele se devendo muitas das excelentes obras de estatuária que Guimarães hoje tem:

- monumento a Martins Sarmento (1933, Largo do Carmo)
- monumento a Alberto Sampaio (1953, Largo dos Laranjais)
- estátuas do Faunito e da Menina à beira da água (respectivamente 1934 e 1939, jardins da Alameda)
- busto do Professor José de Pina (1942, Penha)
- busto de Francisco Inácio da Cunha Guimarães (1947, Pevidém)
- mausoléu de família no Paço de S.Cipriano (1935, Tabuadelo)


A ele se devem também outras obras existentes na Escola Francisco Holanda e no Museu Alberto Sampaio, bem como noutras cidades perto de nós (como por exemplo o busto do Professor Magalhães de Lemos, em Felgueiras, ou o monumento ao Poeta Júlio Brandão, em Famalicão).


Quis um destino injusto que este homem que marcou a vida cívica e artística de Guimarães, fundamentalmente nos anos 30, 40 e 50 do século passado, esteja hoje, aos olhos de muitos, esquecido.

Dentro de cerca de mês e meio, mais precisamente no dia 18 de Abril, passarão 40 anos sobre a sua morte. Diz-se que não se escolhe onde nascer, mas que se pode escolher onde morrer. António de Azevedo escolheu morrer em Guimarães, na terra onde deixou os mais profícuos exemplos da sua obra e onde desenvolveu com competência as funções de director da Escola Francisco de Holanda, no seu tempo também designada como Escola Comercial e Industrial de Guimarães, durante quase três décadas (1931-1958).

Será justo lembrar e fazer lembrar quem nunca deveria ter sido esquecido.


Fotos das obras: António Viana Paredes

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ela está de volta


Apesar de ainda não existirem, a esta hora, resultados definitivos, a senadora Hillary Clinton, ao que tudo aponta, ganhará os super-estados de Ohio e do Texas, bem como Rhode Island, perdendo apenas Vermont para Obama. Faltando ainda saber a dimensão dessas vitórias, uma coisa é certa: a senadora não falhou o decisivo teste desta super terça-feira.

Do lado dos republicanos McCain é, definitivamente, o candidato à Casa Branca.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Pedaços de história

Umas das coisas mais interessantes com que me tenho deparado nas minhas voltas por aqui em Angola tem sido encontrar pedaços de história da industrialização e da industria do ferro por cá.

Velhos esqueletos de fábricas, restos de máquinas pré-2ª Grande Guerra e, o mais interessante de tudo, máquinas de comboio a vapor dos anos 20 e 30, como esta mini locomotiva "Benguela-Velha" da Linke-Hofmann de 1921, que encontrei num monte em Porto Amboim, quando me dirigia para uma obra de uma antena retransmissora da Angola Telecom que estou a dirigir lá.



sábado, 1 de março de 2008

Demagogia



Esta recente publicidade televisiva, da responsabilidade senadora Hillary Clinton é um óptimo exemplo do que o desespero pode fazer. E deve ser por isso conhecida.




Na próxima terça, no Ohio e no Texas, vamos lá a ver se a senadora não fica, definitivamente, a falar sozinha.