quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Às armas

090929-PR-0074

É para mim óbvio que o Sr. Presidente da República conduziu mal, muito mal mesmo, o caso da escutas a Belém.

É para mim igualmente claro que o Sr. Presidente é uma pessoa de bem. Pode concordar-se ou não com ele, gostar-se ou não dele, mas penso que Cavaco Silva é dos poucos políticos - na política activa há mais de um quarto de século – credíveis.

A profunda inabilidade que demonstrou neste particular caso não ofusca o fundamental da comunicação: estamos nas mãos de gente sem escrúpulos, que é capaz de tudo para alcançar o poder, e o PR não será um espectador passivo da degradação da vida pública e política.

Para quem pensava que o acontecimentos da última semana com o carimbo de Belém (e eu sempre pensei que a saída de Lima era uma fuga de informação da PR …) se destinava a enterrar o PSD (como enterrou, é só ler as sondagens) para favorecer a reeleição presidencial, enganou-se.

A violência das palavras do PR não jogam certo como a sua reeleição. São mais coração que cabeça. Surpreendentemente.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O falso mistério

ahmadinejad asuivre karimii

Porque é que o 2º país mais rico do mundo em reservas de gás (o Irão) (ver Statistical Review of World Energy 2009 BP) e um dos maiores produtores de petróleo, insiste em manter um programa secreto de enriquecimento de urânio?

Não será difícil responder. Nem sequer o estranho facto da “secreta” fábrica se encontrar numa das montanhas da sagrada cidade de Qom.

Talvez por isso Obama tenha esquecido os mísseis de defesa europeus. O que já lhe valeu, ao que parece, e neste caso, o empenhamento activo da Rússia.

Foto de Ahmadinejad por Asuivre Karimii

O regresso do défice

AngelaMerkel

Com a vitória de Angela Merkel na Alemanha e o abrandamento da crise económica mundial é certo que a Europa, nos próximos tempos, vai tornar a ser dominada pelo controlo da défice nos países da UE. Com as sanções e a pressão política que conhecemos em 2003 e anos seguintes.

Em Portugal com um Governo minoritário que não quererá hipotecar o seu futuro eleitoral e com parceiros ocasionais claramente “gastadores” deverá retornar o tempo dos iluminados que gritaram há mais vida para além do défice.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um homem da liberdade (#2)

Esta semana no i João Carlos Espada volta ao ensaio sobre Churchill focando, desta vez, a “rede social” que ele defendeu; seja a nível da sua protecção em termos práticos, seja ao nível da sua importância em termos da assumpção e defesa das instituições.

arthur-pan-sir-winston-churchill

“Churchill defendia que se devia garantir um nível de vida mínimo, e não que se devia promover a igualdade. Falando em Glasgow no Outono de 1906, Churchill explica:
"Não quero retirar vigor à concorrência, mas há muito que podemos fazer para atenuar as consequências do fracasso. Queremos traçar uma linha abaixo da qual não permitiremos que as pessoas vivam e trabalhem, mas acima da qual poderão competir com toda a força da sua virilidade. Não queremos deitar abaixo a estrutura da ciência e da civilização - mas sim estender uma rede sobre o abismo."
Churchill chamava a esta rede sobre o abismo o "nível mínimo". Incluía "níveis mínimos de vida e de salário, de segurança contra a possibilidade de cair na ruína devido a um acidente, a uma doença ou à fragilidade de carácter". Seria uma rede de segurança promovida pelo Estado "por baixo (a um nível inferior) do enorme tecido desconjuntado de salvaguardas e seguros sociais que se formou por si em Inglaterra, mas não para o substituir" “

winston_churchill

“Churchill resumiu esta ideia quando apresentou a filosofia política de seu pai, Lorde Randolph Churchill, um destacado parlamentar conservador. Disse Churchill sobre seu pai:
"[Lorde Randolph Churchill] não via razão para que as velhas glórias da Igreja e do Estado, do rei e do país, não pudessem ser reconciliadas com a democracia moderna; ou por que razão as massas do povo trabalhador não pudessem tornar-se os maiores defensores destas antigas instituições através das quais tinham adquirido as suas liberdades e o seu progresso. É esta união do passado e do presente, da tradição e do progresso, esta corrente de ouro [golden chain], nunca até agora quebrada, porque nenhuma pressão indevida foi exercida sobre ela, que tem constituído o mérito peculiar e a qualidade soberana da vida nacional inglesa."
Por outras palavras, nesta corrente de ouro reside a chave do mistério inglês a que dedicámos estes ensaios.”

domingo, 27 de setembro de 2009

O umbigo

Adriano Miranda

São 23:05 e venho ao computador para sair do discurso “tipo óscar” de José Sócrates. Não aguentei mais que em cerca de 20 minutos José Sócrates tivesse, num discurso de vitória nas legislativas, agradecido e enfatizado até ao enjoo os militantes do PS, os dirigentes do PS, os voluntários do PS, a JS, os autarcas do PS, a máquina do PS, enfim agradeceu à malta que não questiona, agradeceu a simpatia.

Não foi um discurso de primeiro-ministro, foi um discurso de secretário geral.

Não pareceu que Sócrates ganhou o país parece ter ganho um congresso. Mas é precisamente assim que Sócrates vê o país.

Foto: Adriano Miranda

O reencontro

Após 25 anos do seu primeiro duelo para o título mundial de xadrez, reencontraram-se, em Valência, os xadrezista Anatoly Karpov e Gary Kasparov.

CHESS-RUSSIA-KASPAROV-KARPOV-SPAIN

O título ganho em 1984 por Karpov a Kasparov, foi o seu décimo título consecutivo, tendo dado polémica a decisão da federação internacional em terminar o encontro, quando Karpov tinha uma ligeira vantagem argumentando cansaço dos dois xadrezista (que jogaram quase meio ano esse encontro!).

Kasparov vingou-se no ano seguinte e tornou-se o campeão mais jovem de sempre (22 anos). E em mais duas ocasiões haveria de conquistar o título contra Karpov. E continuou a dominar a modalidade durante anos.

Karpov era o favorito do regime soviético e Kasparov (de origem azeri) o proscrito. Aproximaram-se recentemente aquando da visita que Karpov fez ao seu “rival” quando este se encontrava numa prisão russa por se ter manifestado contra Putin.

karpov-af36 epa kai foersterling

Kasparov voltou a ganhar. Relembraram ambos  ao mundo os míticos duelos que protagonizaram.

Fotos: DN e Kai Foersterling/EPA

sábado, 26 de setembro de 2009

Solarengo

Curiosas e históricas versões da música Sunny.

O improvável dueto entre o impecável Tom Jones e a deusa Ella Fitzgerald:

Sunny por essa coisa dançante a que se chamou Boney M (aqui em duas coreografias irresistíveis):


O tema é de Bobby Hebb do álbum Sunny de 1966 com esta simplicidade.

É dos temas que tem mais versões: a de Christophe Willem é perfeita.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Yes, we CAN

Os Can, uma banda alemã dos anos 70, passaram-me completamente ao lado na altura e nos 30 anos seguintes. Descobri-os há uma boa meia-dúzia de anos e ao ouvir alguns dos magníficos álbuns que editaram (como Tago Mago de 1971, donde vem este tema) fico com a sensação que eles foram os adiantados musicais do seu tempo. Ainda hoje continuam bem à frente deste tempo.

Serenata à chuva

 

A última jornada da Liga dos Campeões:

03

10141104

Fotos (de cima para baixo):

Petr Chec (Ap) Pippo Inzaghi (Ap) Iaquinta/Juventus (Ap)  Forlan/At.Madrid (Ap)      Iaquinta/Juventus (Afp)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O regresso de Mr. Hyde

280824

Foto: Público

O Presidente Cavaco Silva recolhe de mim e de muitos outros portugueses uma admiração sincera.

Contudo, há sempre um dia (verdadeiramente inexplicável) em que Cavaco Silva toma atitudes que nada têm a ver com o seu comportamento nos outros 364 dias do ano.

Esta história de estar calado desde Agosto – fazendo crescer na opinião pública a suspeita de que Belém estava a ser vigiado por S. Bento – e a uma semana das eleições tirar o tapete ao seu assessor de imprensa, para que sobre ele caísse todo o odioso de uma questão que o próprio Cavaco alimentou, é de uma maldade inacreditável. Lembro-me da maldade a Nogueira em 1995 por exemplo.

Ou seja, temos mesmo um caso de Dr. Cavaco Jekyll e Aníbal Hyde. Esperemos que o segundo não se sobreponha, definitivamente, ao primeiro.

{C136065A-7801-43B5-9C38-4B680BE33D48}Img100

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A gaitinha

Nelson D'aires (i)

Foto: Nelson D’Aires (i)

Paulo Rangel entrou ontem na campanha social-democrata. E em boa hora, para dizer coisas simples e evidentes:

- o PS a ganhar as eleições irá fazer alianças com partidos que são a favor das nacionalizações. Chamando a atenção para aos portugueses para a possibilidade de voltarmos aos tempos do ataque à iniciativa individual.

- Mário Soares e Alegre estão a fazer um frete ao dizerem, hoje, que estão com Sócrates. Não o sentem pois já escreveram, pensadamente, o seu contrário.

Paulo Rangel não tem a escola política tradicional da juventude partidária (o que, diga-se, não faz falta nenhuma), nem precisa. Respira política: é uma gaitinha certeira que nos entra pelos ouvidos dentro, falando de coisas óbvias em que não havíamos reparado.

domingo, 20 de setembro de 2009

Um homem providencial

136532_f520

É raro encontrar na nossa história moderna um homem que reúna um tão vasto conjunto de (bons) atributos políticos como Winston Churchill. Coragem, determinação, inteligência e - uma das suas mais notáveis qualidades políticas – uma fina percepção do mundo e dos homens. Enquanto Lord Chamberlaine se entretinha com Hitler em acordos vazios como o Acordo de Munique Churchill dizia no parlamento britânico que Hitler era um bandido com o qual não se podia negociar. Frontal e lúcido.

João Carlos Espada no i do fim-de-semana traz, sem o estilo gongórico que por vezes o mina, o notável artigo Winston Churchill: Simplesmente, um grande homem. Nele se revisita o Churchill lúcido e corajoso que percebe, muito antes dos outros, os perigos do nazismo e do bolchevismo que minaram a Europa do século XX e captaram, primeiro os intelectuais e depois o povo:

“Conservador antiquado Winston Churchill permaneceu imune à linguagem da revolução e da inovação. Dizia-se que era um conservador antiquado que não compreendia os novos tempos. Mas Churchill compreendia bem de mais os novos tempos. E não gostava daquilo que compreendia.
Churchill era um admirador da tradição liberal do seu país e do Império Britânico.”

É evidente que não é só o homem que me fascina. O seu ideal é-me, ainda hoje, próximo. Revejo-me nele. Nunca gostei de ir em modas. A liberdade como valor fundamental. Citação de Churchill no artigo (1920, sobre o comunismo):

"Acreditamos no governo parlamentar exercido em conformidade com a vontade da maioria dos eleitores, determinada constitucional e livremente. Eles pretendem derrubar o parlamento através da acção directa ou por outros meios violentos... e, depois, governar as massas da nação de acordo com as suas teorias, que nunca foram aplicadas com êxito, e por intermédio de grupos de políticos auto-eleitos ou panelinhas de adeptos.
Eles pretendem destruir o capital. Nós pretendemos controlar os monopólios. Eles pretendem erradicar a ideia da propriedade individual. Nós pretendemos utilizar o grande trampolim da iniciativa humana como meio de aumentar o volume de produção em todos os sectores e partilhar os seus frutos de uma maneira muito mais ampla e equitativa entre milhões de agregados familiares. Defendemos a liberdade de consciência e a igualdade religiosa. Eles pretendem destruir todos os tipos de crença religiosa que têm constituído uma consolação e inspiração para a alma humana."

Um homem absolutamente notável que merece ser sempre revisitado. Porque ainda hoje há gente que não se coíbe em alimentar o ódio que faz florescer os partidos e os movimentos que Churchill sempre combateu e para os quais a Liberdade nada representa.

winstonchurchillca3

sábado, 19 de setembro de 2009

Sem nada a perder

Um interessante artigo de Ângela Silva publicado hoje no Expresso:

3928326185_aab89fb808

“Começo por onde? Pela senhora divertida que colou dois milhões de portugueses ao ecrã e esbanjou boa onda? Pela política desajeitada que diz uma coisa e põe meio mundo a perceber outra? Ou pela inesperada campeã do poder de encaixe que responde a uma mulher em fúria que lhe chama "Velha engelhada", com um suave "Não faz mal"? Não é fácil defini-la. Calcorreia o país com pezinhos de lã, como uma líder pobre que dispensa máquinas de campanha e formatos modernaços. Não força ninguém a votar nela: "Bom-dia. Muito obrigada" é o cumprimento tipo que deixa nas ruas. Atrai as mulheres que lhe admiram a coragem. Derrete-se com as crianças que afaga com ternura de avó. E dá pouca confiança. Politicamente, é a líder mais desarmada desta campanha. Reage às bombas que lhe rebentam no caminho como se não tivesse pachorra para as desarmar. Tudo junto (e isto não é uma síntese), a líder do PSD parece não ter nada a perder.”

Ângela Silva

3931676796_1099d2c277

Fotos: PSD

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A coisa negra

PSDFoto: DN

Não sei se a “informação” sobre António Preto vem de dentro do PSD (como reclama Helena Lopes da Costa) ou de fora.

Não sei se o assunto é verdadeiro ou falso, se é empolado, se é fabricado ou se, pelo contrário, é transparente como água. Se interessa ao PS e lhe é completamente alheio ou não.

O que eu sei, desde o início, é que a escolha de alguns deputados em Lisboa por Manuela Ferreira Leite foi um erro estúpido que não condiz com a sua seriedade e rigor. Agora ... quando se anda à chuva pode dar nisto.

Não ajudou também nada a intervenção do líder da JSD sobre a licenciatura de Sócrates. Não que não tivesse razão (tem-na toda) mas Portugal é como é: Sócrates anda, desde o início da campanha, à espera de uma oportunidade para vestir aquele hipócrita “ar de vítima” que assenta no seu jeito postiço de ser e de se mostrar.

Estou como a senhora do vídeo:

Não sei é dos chineses ou não. Mas que há erros estúpidos e claramente comprometedores, há.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Esmiuçar personalidades


Tenho acompanhado com interesse o programa "Gato Fedorento esmiúça os sufrágios". Apesar do programa estar a léguas (para pior) do Daily Show de Jon Stewart, este não deixe de ser uma lufada de ar fresco na actual campanha.
As entrevistas dos Gato Fedorento a Sócrates e a Manuela Ferreira Leite foram um sucesso de audiência e, apesar do pouco à vontade de Ricardo Araújo Pereira (especialmente com o Primeiro-Ministro), revelaram-se muito interessantes.
Sócrates adoptou, mesmo num programa de humor, o seu ar postiço do costume com frases e expressões estudadas, Manuela Ferreira Leite foi genuína, cautelosa e inteligente. Até aqui se revelaram as distintas personalidades dos candidatos.
Manuela Ferreira Leite esteve particularmente bem. Melhor do que nas entrevistas convencionais que tiveram menor audiência que estas. A seguir com atenção.

Foto: DN

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Jonathan Demme





Vi finalmente agora O Casamento de Rachel. Um extraordinário filme que, como todos os bons filmes e como é do costume, o Cineclube nos trouxe.
Jonhatan Demme é, sem dúvida, um realizador especial. Talentoso, multifacetado e sobretudo livre: não recusa a comédia (Something wild é fantástico), não fica de refém dos seus grandes êxitos comerciais (Filadélfia ou O Silêncio dos Inocentes) e experimenta sempre outras coisas, mesmo falhando como por exemplo no competente (mas dispensável) O Candiadato da Verdade. Mas sempre com uma relação afectuosa para com a estória que conta - absolutamente enternecedora em Melvin and Howard, e presente no seu cinema.
O Casamento de Rachel representa mais uma mudança, uma nova perspectiva na forma como ele filma e nos mostra a estória, permanecendo nele um impecável gosto musical. Afinal foi ele o homem que levou ao cinema os imortais e inimitáveis (apesar de muito imitados) Talking Heads em Stop to makin Sense.



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Kim Back



Esta feliz expressão do canal desportivo Eurosport serve para ilustrar de forma simples e rápida a tenacidade da jovem tenista belga Kim Clijters, que ontem venceu o Open dos Estados Unidos em ténis.
A tenista de 26 anos retirou-se há mais de dois anos para ter a sua filha e pode (ainda) acompanhar a cruel doença do seu pai. Kim tem dito, mesmo antes do seu surpreendente sucesso, que não trocava por nada o tempo que deu a si mesma e à sua família.
Convidada especialmente pela organização do torneio que havia vencido em 2005, Kim venceu e convenceu transmitindo uma imagem de uma desportista que continua regressa ao topo sem abdicar da vida pessoal. Não que isso não seja legítimo ser feito e assumido, só que não deixa de ser tocante ver que quem arriscou a sua posição num desporto pela sua família triunfou no regresso. Um estória a acompanhar.

Fotos: AFP

sábado, 12 de setembro de 2009

O regresso

Foto_DN

Jorge de Sena foi transladado para Portugal, repousando assim (finalmente) na sua terra um extraordinário vulto da Literatura portuguesa.
Recordo O Físico Prodigioso de Jorge de Sena: a minha particular porta de entrada no universo literário do escritor. Uma porta elegante que, por força do impacto que então me causou, ocupa hoje privilegiado lugar na minha biblioteca particular. E na minha memória.

(...) Abaixou-se, e pôs o gorro na cabeça, ao mesmo tempo que cerrava os olhos na formulação do pedido. Seria que o gorro ainda obedecia? Sentiu nos lábios um calor. Contra o corpo um corpo se colava. E mãos mui finas lhe afagavam o dorso. O gorro obedecera. (...)

Tranquilo


Bom resultado, exibição interessante.
Pode assim um vitoriano ter um fim de semana sem angústias de futebol.
Já merecíamos isso.





Fotos: VSC

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

He's back

Voltou, há dois dias atrás, Steve Jobs.



Folgo pelo seu regresso. Por me ter permitido trabalhar num Apple Macintosh (ainda guardo o meu LCIII, tal a reverência), por ter criado o iPod, pelo seu inesgotável génio e bom gosto.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Acendeu uma luz

Foto: A Bola
Acendeu uma luz (relativamente sólida) na qualificação de Portugal para os play-off da zona europeia. Num jogo fraco como o que vimos ontem, Portugal obteve melhor resultado que o conseguido nas suas "melhores" exibições (os dois jogos contra a Dinamarca). Bastará ganhar os dois jogos e a Suécia não conseguir ganhar à Dinamarca.
Pode ser que o jogo em Guimarães (14 de Outubro contra Malta) nos faça finalmente sorrir, desde que a França não nos saia na rifa!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09.09.09 #2


And I love her de 1964 (álbum A Hard Day´s Night)


For no one de Revolver 1966 (o meu preferido):



"O som bom não é do som ser bom: é de nunca antes termos ouvido aquela música. E, se calhar, de nunca mais a podermos ouvir tão bem outra vez"
Miguel Esteves Cardoso, Público 09.09.09

09.09.09 #1


Hoje é editada pela EMI uma caixa com os álbuns dos Beatles remasterizados que foi alvo de uma operação de marketing à escala global.

Rufus Wainwright com Across the universe: um tema do álbum LET IT BE (o último) de 1970.


(clicar para ver o vídeo)


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Montagem

Caso TVI:
Montagem sobre uma das boas cenas de A Queda de Oliver Hirschbiegel. Com muito bom humor.

Esplendor na Relva




Elia Kazan nasceu há 90 anos.
Recordo Esplendor na Relva. Um filme de uma tristeza impossível de quebrar. Sem saída e belo como outros filmes do inspirado realizador.

What though the radiance which was once so bright 
Be now for ever taken from my sight, 
Though nothing can bring back the hour 
Of splendour in the grass, of glory in the flower, 
We will grieve not, rather find 
Strength in what remains behind; 
In the primal sympathy 
Which having been must ever be; 
In the soothing thoughts that spring 
Out of human suffering; 
In the faith that looks through death, 
In years that bring the philosophic mind.    
William Wordsworth

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A porta do vento


Na abertura do Festival de Veneza estreou o filme Baarìa - La porta del vento de Giuseppe Tornatore, o realizador do irrepetível Cinema Paraíso. Neste filme conta ainda com a música de Ennio Morricone.
E dividiu a plateia!
Esperemos por ele.



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Crónica de uma morte anunciada


Estava-se mesmo a ver que isto ia acontecer.
O Jornal Nacional da TVI foi suspenso. Ou, dizendo-o de uma maneira mais frontal, foi proibido.
Tudo concorria para este lamentável desfecho. O súbito interesse da PT sobre a Media Capital, o ódio de Sócrates à TVI abertamente anunciado no congresso do PS, o número de Marinho Pinto para desacreditar a jornalista. Entre outros.
Quem sabe onde vive, e age em conformidade, é Judite de Sousa que depois de uma altercação na penúltima entrevista ao Primeiro-Ministro, foi toda docilidade na última. É o país que temos.

Lágrimas de crocodilo



Em matéria de política educação assiste-se a um derramar contínuo de lágrimas de crocodilo relativamente às relações do Governo com os agentes educativos, e muito em particular com os professores.

A entrevista que o Primeiro-Ministro deu anteontem à jornalista Judite de Sousa, deveria, em qualquer Democracia que se preze, implicar a imediata demissão da Ministra da Educação, tal a leitura negra que aquele fez daquilo que se passou. Para cúmulo, no dia seguinte a Ministra veio concordar com as palavras do Primeiro-Ministro como se falassem de entidades históricas e não do seu próprio comportamento enquanto governantes.

Apesar da cosmética pré-eleitoral o que o Primeiro-Ministro e a Ministra da Educação não perceberam ainda é que o que fez unir a classe não foi a luta contra a divisão da carreira, nem as burocracias, nem as avaliações, nem muito menos a incompreensão das medidas. O que fez com que tanta gente se levantasse e mostrasse a sua indignação foi o continuado e cirúrgico ataque, durante os últimos anos, à dignidade profissional dos professores. E isso foi algo de absurdo que não se faz a ninguém e, depois de feito, não se perdoa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Demolidor






O Partido Liberal Democrata que governa o Japão há mais de 50 anos cedeu (finalmente) para o Partido Democrata do Japão de Hatoyama. A inversão foi clara. Água mole em pedra dura tanto dá até que fura!

Fotos: AFP, BBC, AP