quinta-feira, 28 de julho de 2011

weekend

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No passado fim-de-semana senti-me como se estivesse numa interessante cidade europeia e não na minha própria cidade.

Não é comum, como aconteceu na passada sexta-feira, ver um interessante espectáculo no Largo da Oliveira com os jovens músicos da notável Academia Valentim Moreira de Sá e, uma hora mais tarde, divertir-me com uma jovial banda canadiana, os Red Orkestra, no anfiteatro relvado dos Jardins de Vila Flor. Voltei no sábado ao Festival Manta como se cumprisse uma penitência por prestar pouca atenção ao evento, pelo menos desde os The National, e dei, mais uma vez, por bem empregue o meu tempo através do som de uma banda brasileira. Gosto particularmente de ver coisas novas e foi isso que aconteceu na cidade que por ser minha merece por vezes uma desleixada atenção. Uma voz avisada disse-me para estar atento ao Barco Rock Fest, em Barco, em finais de Agosto. Pode ser que, este ano, me descentralize de forma atenta.

Num outro registo, enquadrado nas Festas Gualterianas, decorrerá entre 6 e 29 de Agosto uma exposição no Palácio de Vila Flor, pela associação Muralha com a colaboração d’ A Oficina, e que se intitula Exposição das Exposições. Valerá a pena, a quem puder, dar lá um salto.

A Muralha – associação de Guimarães para defesa do património entendeu este ano, o ano em que comemora 30 anos de existência, organizar e divulgar uma exposição que releve o trabalho expositivo efectuado pela associação nas Festas da Cidade, escolhendo e seleccionando algumas das suas exposições.

Até hoje, integradas nas Gualterianas, foram organizadas pela Muralha, desde 1984, de forma ininterrupta, vinte e seis exposições que mostraram alguns dos aspectos mais relevantes do património de Guimarães e que serviram para divulgar a história da cidade e sensibilizar os cidadãos, pela imagem e pelo texto, para a extraordinária importância da preservação do nosso património comum. A Muralha contribui assim ao longo destes anos para criar nos vimaranenses o gosto e o orgulho no nosso património e a predisposição dos cidadãos desta terra para a sua intransigente defesa.

Esta edição da Exposição das Exposições servirá então para divulgar o extenso trabalho da Muralha e homenagear todos aqueles que, ao longo destes anos, contribuíram para tornar a associação uma instituição incontornável na defesa do património de Guimarães.

Poder-se-ão apreciar selecções das seguintes exposições:

A Penha ontem e hoje. Conjunto de fotografias que mostram vários aspectos Penha ao longo do séc. XX. Dos textos do catálogo da exposição foi seleccionado um bonito texto da autoria de Maria Adelaide Pereira Moraes. Não os saberia escrever com certeza doutra forma…

Bandas e Coretos. Conjunto de fotografias dos coretos e das bandas de Guimarães, presença comum nas Festas, com alguns registos de bandas no início do séc.XX.

Estátuas e esculturas. Conjunto de fotografias e textos sobre a estatuária de Guimarães e os seus artistas.

Santos da casa. Relação fotográfica sobre os mais significativos e representativos santos de Guimarães e as suas igrejas com textos de Rosa Maria Saavedra e Maria José Meireles.

Guimarães a preto e branco. Trabalho expositivo sobre fotografias Guimarães no início do séc.XX – paisagem natural e urbana, vida social, indústria, famílias e outras fotografias - tendo por base a colecção da Muralha de placas fotográficas em vidro que hoje está a ser digitalizada no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2012.

A entrada é livre e merece a deslocação. A partir de 6 de Agosto.

sábado, 23 de julho de 2011

O terror

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foto_Público

 

O terror continua a testar a capacidade e sangue frio das democracias. Desta vez foi na Noruega, um duplo atentado que parece ter a mão de um homem de 32 anos, simpatizante da extrema-direita.

Durante as primeiras horas pensou-se na Al-Qaeda e “seus derivados”. Parece não ter sido e isso é (no meio desta tragédia) um alívio, numa altura tão importante para o mundo árabe se afirmar e sair das garras dos extremistas islâmicos.

À força

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Em entrevista ao Jornal de Negócios Paulo Rangel defende que a Europa só tem dois caminhos possíveis: ou se federa ou se desintegra.

Até pode ser que tenha razão. Agora a situação não se compadece com soluções de olhos fechados. Como aquelas que acontecem quando os namoros se deterioram e o casamento é a “solução”.

A Europa precisa de discutir, de discordar, de pesar prós e contras, mas de ENCARAR os problemas. Só assim nos poderemos casar.

 

 

Entrevista com Adriano Moreira

Ainda sobre a Europa …. notável a entrevista, sobre este e outros temas, de Adriano Moreira em http://www.rtp.pt/antena1/?t=Entrevista-com-Adriano-Moreira.rtp&article=3936&visual=11&tm=16&headline=13.

O patinho feio

 

targino em alvalade

Já de há muito que não percebo o que o treinador do Vitória quer, qual o rumo que pretende para a equipa.

A leitura de uma notícia sobre a saída de Targino reforça essa percepção. O jogador é dos mais interessantes e imprevisíveis no campo. Se o é também fora dele havia que agir em conformidade, com autoridade e inteligência, e não deitar a água do banho com o bebé pela borda fora.

Lamentável.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Traçar os limites

 

Brooks deve ser ouvida de novo em OutubroFoto_Olivia Harris_Reuters

Concorrendo com as notícias sobre a crise, o ataque ao império jornalístico de Murdoch em Inglaterra tem sido a mais interessante realidade noticiosa.

Com vários e empolgantes desenvolvimentos, a responsabilização das pessoas envolvidas nos mais abjectos meios de se chegar à notícia começa a aparecer.

O poder da comunicação social tem obviamente que ser limitado por lei. Nenhum grupo de media, numa Democracia, pode chegar ao ponto de abafar a concorrência. O preço a pagar é demasiado alto … é o “vale tudo”.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Salvador do mundo

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  Foto_DR/PRNewsFoto/Robert Simon

 

 

A uma pintura de Leonardo da Vinci, Salvator Mundi, da qual não havia vestígios há um par de centenas de anos, foi-lhe atribuído o valor comercial de 137 milhões de euros.

O jornal Público faz a história possível deste quadro que, em 1958, foi transaccionado por pouco mais de 50€.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Princípios

 

1308977996538 Foto:Yves Herman / Reuters-Landov

Recebi com incontida satisfação as dificuldades que países como a Itália e a Espanha estão a ter, a seguir às desgraças de Portugal, Irlanda e da Grécia.

E não a recebi assim por cinismo. Recebi bem a notícia pois as dificuldades das grandes economias (só a Itália, por quem tanto simpatizo, representa 1/4 da divida soberana da UE, se assim a pudemos designar) podem levar a que se abandone a política do “cada um por si”.

Tenho a esperança que a política baseada no oportunismo individual seja substituída pela política dos princípios de supranacionalidade, solidariedade e paz que homens como Shuman, Adenauer ou Monet foram inculcando na então CEE.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pelo buraco da agulha

 

A fotografia pode ser feita através de cameras rudimentares (pinhole, buraco da agulha), sem lentes, dando origem a curiosas fotografias.

 

Justin Quinnell é, nesta área, um original fotógrafo. Como mostram as seguintes fotos:

 

29. Nailbiting4web

13. Dentist4web

(de dentro da sua boca)

 

Bridge view_corr sml

3 months in the death of Blance, Grace, and Dorcus.sml

(com elevados tempos de exposição: 6 e 3 meses respectivamente)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Regresso desejado

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Ainda ecoam na minha memória os assobios que este profissional ouviu no nosso Estádio, durante várias épocas, enquanto jogador do Vitória. E foram muitos e por muita gente.

Nada que não sucedesse a brilhantes profissionais como o Alex, o Moreno, ou o Flávio Meireles.

Hoje é desejado intensamente. Vá lá perceber-se isto…

Juliette

 

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Tereza. Insustentável leveza do ser. Philip Kaufman. 1988.

 

 

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Michèle. Os amantes da Ponte Nova. Leo Carax. 1989.

 

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Julie. Azul. Krzysztof Kieslowski. 1993

 

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Beatrice. Um divã em NY. Chantal Akerman. 1996.

 

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Hana. O paciente inglês. Anthony Minghella. 1996.

 

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Vianne. Chocolate. Lasse Hallstrom. 2000.

 

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Maria. Maria Madalena. Abel Ferrara. 2005.

 

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Amira. Assalto e intromissão. Anthony Minghella. 2006.

 

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Ana. Disengagement. Amos Gitai. 2007

 

dan

Marie. O amor e a vida real. Peter Hedges. 2007.

 

cc

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Cópia certificada. Abbas Kiarostami. 2010.

O beijo de Vancouver

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Esta imagem (Rich Lam da AFP) é a foto jornalística dos últimos meses.Quem a tirou e quem a protagonizou, no meio de confrontos após um jogo de hóquei no gelo, vai ficar na história do fotojornalismo.

Mas, como tantas vezes acontece, a imagem mente. E aquilo que parece um beijo apaixonado indiferente à violência é “apenas” protecção.

Mas é uma bela mentira.

Ovo de Álvaro

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É intenção do Ministro da Economia que os grandes investimentos do Estado, nomeadamente as desgraçadas parcerias público-privadas, passem pelo Tribunal de Contas antes – e não depois – de assinados os acordos.

O visto prévio é uma maneira de gerir as coisas com a cabeça e não com os pés. Pois os chumbos do Tribunal de Contas têm dado, inevitavelmente, chorudas indemnizações onde o dinheiro dos portugueses se perde.