quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mercado do Born - Barcelona



Um dos mais antigos mercados de Barcelona. As origens de mercados naquele local remontam à Idade Média, mas a construção da estrutura em ferro actualmente existente, de inspiração francesa, é do final do século XIX.
Demonstrando, mais uma vez o amor da cidade pelos seus mercados, e a férrea resistência às grandes superfícies e à normalização da comida, a cidade de Barcelona recupera-o e renová-lo-á para gosto de muita gente, através de um centro de artes dado o valor dos vestígios arqueológicos encontrados durante o período de recuperação.

Foto: Blogue Somos Luz

A beleza dos mercados de Barcelona



Barcelona é belíssima.
Uma cidade esplendorosa, diferente e única, que cuida dos seus mercados tradicionais, que os renova e moderniza, e que os ama. Ao contrário do que acontece, de forma geral, em Portugal (Coimbra é sem dúvida uma boa excepção) e do que aconteceu em Guimarães.

O mercado de Santa Catarina, na Ciutat Vell, é um excelente exemplo.

Sobre o antigo Convento de Santa Catarina e sob a direcção do arquitecto Enric Miralles ... esta reconstrução é digna de registo, de visita e de compra dos variados e bons produtos que acolhe.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pai Natal versus Menino Jesus


Um belíssimo sketch, com onze anos, para alegrar o Natal.
Lembram-se?


Fiel Amigo

Foto: NYTImes

Foto: Figueira da Foz, Blogue Figueiraolhar

O New York Times publicou uma recente reportagem sobre o fim dos processos artesanais de tratamento do bacalhau em Portugal, A Portuguese Tradition Faces a Frozen Future, que analisa, com tristeza, o fim das empresas familiares de salga e tratamentos do bacalhau.
Já não era suficientemente assustador o seu desaparecimento enquanto espécie para se assistir agora ao desaparecimento progressivo da forma tradicional de o salgar e de o preparar para o nosso secular palato.
Mais uma má notícia para o nosso futuro gastronómico.
Apesar disso, Bom Natal.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A Viagem do Elefante



O livro do José Saramago lê-se muito bem e chega mesmo a entusiasmar o prazer da sua leitura.

São 3 os livros do Saramago que me fizeram venerá-lo: Memorial do Convento, Jangada de Pedra e O ano da morte de Ricardo Reis (especialmente, este último). A partir daí o que lhe sucedeu fui comprando e lendo , depois apenas comprando, ultimamente nem isso.
Esta Viagem do Elefante resgata, com profundo prazer meu, um gosto já esquecido.
Este livro, o humor do escritor que o escreve, faz-me esquecer a arrogância intelectual tão escusadamente alardeada pelo homem.
Bem-vindo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Marguerite Yourcenar


Morreu há 21 anos uma das escritoras que "arrumo" na seccção especial da minha biblioteca, ao lado da poesia, do Mishima, do Dostoievsky, do Jorge de Sena. Marguerite Yourcenar. Poderosa e perfeita.

Há anos que não retorno aos seus livros.

Hei-de lá voltar.

Alegre mensagem

Manuel Alegre era desde há um político respeitado, mas a eleição presidencial veio catapultá-lo, com inteira justiça diga-se, para o dia-a-dia político do nosso país. O capital político dessa "batalha" não foi gasto nas generalidades do costume, mas profusamente aumentado pela postura digna e activa de Manuel Alegre. Um homem com opinião, sem dúvida.

Ontem ao ver a Edição da Noite da SIC-N fiquei uma vez mais preso à TV, pois, independentemenete das diferenças ideológicas, é impossível, para mim, não gostar de o ouvir. Franco, humano e culto é o contraponto para a esmagadora maioria dos "políticos" nacionais sem ideias e sem cultura. E não é de cultura política que falo, é de Cultura mesmo.
Alegre "obriga-me", invariavelmente, a prestar-lhe atenção.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A beleza do andebol



A Noruega conquistou no Domingo passado o seu terceiro título europeu consecutivo ganhando à Espanha por claros 34-21.


La Gazzeta dello Sport continua com excelentes fotografias. Como sempre.

Fotos: La Gazetta dello Sport

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Nada de novo ... na música

Sou de uma geração que ouviu os vinis dos Velvet Underground, dos Pink Floyd, dos Genesis ou do grande David Bowie, ou o perfeito Álbum Branco dos Beatles, por empréstimo e iniciativa dos "irmãos"mais velhos. Nada disso aconteceu no "meu" tempo, a não ser muitas vezes o patético fim de muitas dessas bandas.
Após isso surgiu a violenta inconsequência do punk (excepção para os primeiros àlbuns dos Clash!), que serviu de ponto final à conceptualização da música rock e permitiu o surgimento, entre o final dos anos 70 e meados dos anos 80, de um conjunto de bandas que marcou, e ainda marca hoje, o panorama da boa música. Viver, como vivi, a imensa criatividade de bandas com a dimensão dos Joy Division, dos Talking Heads, dos Cure ou dos U2, foi uma fantástica experiência que encheu de coisas boas a minha juventude.
Após isso aconteceu muito pouco. Em mais de 20 anos o pop e rock produziram muito, mas sem a qualidade de outrora. Espero não estar a ser bota de elástico, mas desses anos sobre o quê? Os Radiohead concerteza, eventualmente os Sigur Rós ou os justamente celebrados Arcade Fire. E pouco mais me encheu os ouvidos. Ouço com gosto actualmente os TV on the Radio por exemplo, mas por pouco tempo. As bandas dos últimos anos têm um prazo de validade demasiadamente curto e limitam-se a recriar as sonoridades de que gostámos e não criam os espaços novos e diferentes como as "minhas" bandas o fizeram.

Misturando o melhor dos "dois mundos" sobra o Ceremony pelos Radiohead:

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Livros a metro

Na imaginação e criatividade comerciais ninguém bate os americanos. A livraria Strand, de Nova Iorque, vende livro a metro, mais propriamente ao "pé"(+ou- 30 cm)... daí designar-se a campanha "books by the foot".


Podemos escolher para nossa casa meio metro de livros antigos com encadernação em couro (os mais caros, $400 por pé). Ficar-nos-á caro, mas mostrará o requinte da família.







Ainda na gama de luxo os livros da época vitoriana e o colorido das suas lombadas (a $300 dólares/foot)





Uma boa biblioteca tem que ter os clássicos que estão na gama de luxo, pois um clássico merece uma encadernação à altura (a $300/foot)





Os livros de arte também ficam sempre bem e têm a particularidade de terem muitas "figuras" e, eventualmente, podem ser lidos (a 250 dólares os tais 30cm)



Para surpresa minha os livros temáticos (Culinária p.ex) ganham às biografias que pensaria mais cotadas.

Ou seja 30 cm de Oliver podem ser comprados a 175 dólares/pé

Enquanto as biografias de Clinton e Obama a apenas 150 dólares


Por fim temos os livros mais em conta, como as colecções ($75/foot)

E as pechinchas dos livros de mistério ( $30/pé)

Mas ainda há mais barato.

Ora cá está um excelente negócio para Portugal. Só que devido ao pudor, ou provavelmente à pequenez das suas cidades, teríamos que fazer algo do tipo sexshop para que os clientes não fossem reconhecidos.

Aceitam-se sócios.


Guantánamo made in Portugal

A magnanimidade do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, relativa à disponibilidade de Portugal aceitar detidos de Guantánamo fez-me lembrar desta peça dos Gato Fedorento....

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Aleluia

Foto: Infodesporto


Até que enfim que um homem pode encarar o início da semana sem ter que, ao ler os jornais, evitar passar os olhos pela página do desporto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fado

O "filme" de Carlos Saura Fados é um execelente tributo à música de portuguesa em particular, e neste caso, ao Fado. Além da presença magnífica de Carlos do Carmo ou de Camané, além do explosivo dueto de Mariza com o "flamenco" Miguel Poveda, além do Caetano ou do Chico falando e cantando fado, descobre-se, pelo menos comigo assim aconteceu, uma voz e uma presença notáveis: Cuca Roseta.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Livros de 2008

Foto: Jason Fulford e Tamara Shopsin

O New York Times elegeu aqueles que foram para o jornal os melhores livros de 2008, num artigo publicado ontem. A saber:

Ficção:
Dangerous Laughter de Steven Millhauser
A Mercy da "nobel" Toni Morrison
Netherland do irlandês Joseph O´Neill
2666 do demasiadamente celebrado (na minha modesta opinião) Roberto Bolaño
Unaccustomed Hearth de Jhumpa Lahiri


Não Ficção
The Dark Side de Jane Myer
The Forever War de Dexter Filkins (sobre a Guerra do Iraque)
Nothing to be Frightened Of de Julian Barnes
The Republic of Suffering de Drew Gilpin Faust ("reitor" de Harvard)
The Worl is what it is de Patrick French (a controversa biografia de V.S.Naipul)


Penso que ainda nenhum deles publicado no nosso país.


TONI MORRISON

American Road


"Vertigem Americana" do filósofo-escritor Bernard Henry Lévy foi dos livros que apontei para comprar aquando da sua edição portuguesa, tarefa que não cumpri por esquecimento, para o comprar há pouco menos de um mês e para ser, hoje, um dos meus mais entusiasmantes "livros de cabeceira".

A ideia que preside a este livro é genial. Partindo de uma ideia da revista Atlantic Monthly, BHL refaz o caminho percorrido pelo sempre (injustamente) subestimado Alexis de Toqueville que escreveu, há mais de século e meio, "Da Democracia na América".


Este livro é uma espécie de crónica de viagem e de reflexões sobre a Democracia Americana de um filósofo europeu que resistiu quase sempre a ser levado pela "corrente" dominante.



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Tempo





O YoutTube é um bom sítio para encontrar coisas raras como esta. Infelizmente a informação adicional é muito pouca. Neste concerto Stan Getz e Kenny Barron tocam People Time que deu o título a um álbum de 1992 gravado em 1991, no café Montmarte (Copenhaga), 3 meses antes da morte do extraordinário e inesquecível saxofonista.

Não sei de quando é por isso este vídeo, nem onde foi gravado, apenas que a criação desta parceria é felicíssima. Revê-se Kenny Barron que esteve em Guimarães, ainda há bem pouco, num concerto perfeito.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Inovar

Inovar é um dos lemas da Toshiba. Esta empresa japonesa faz-nos "regressar" no tempo para que possamos avançar.

Isto a propósito das células de combustível (metanol) que a empresa pensa comercializar a partir de 2009 em muitos dos seus aparelhos electrónicos. Garantem os investigadores que a autonomia das bateriais é muito maior e, se não houver corrente eléctrica, saca-se do "cantil" de metanol ... e toma lá disto. Bem vistas as coisas objecto e utilizador, em muitos casos, estarão mais próximos um do outro ... no funcionamento álcool.

Esperemos então pelas novidades...

Cerrar os dentes







Fotos: New York Times

Mais um violento atentado do extremismo islâmico, em Bombaim, na Índia, veio acordar-nos, uma vez mais, para a violenta realidade em que vivemos. Mais uma vez a força bruta da intolerância religiosa a tentar dividir o mundo e a apontar o dedo aos ocidentais.
Deve haver revolta, mas não pode haver medo e não se podem quebrar as frágeis pontes entre o Oriente e o Ocidente.
Além da crise económica Obama terá, também aqui, mais uma prova de fogo. Nunca, daquilo que recordo, nenhum presidente dos EUA chegou num momento tão difícil. Se Roosevelt teve uma América em cacos, Obama tem um Mundo a estalar e toda a atenção voltada para ele.




quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O melhor humor (de longe!)

Hoje é quinta.

Vivam os Contemporâneos.

A solidão dos perseguidos

Foto: Claudio Bresciani (Associated Press)



Rushdie e Saviano em Estocolmo:




terça-feira, 25 de novembro de 2008

A escolha de Sofia

O filme de Alan J.Pakula e, fundamentalmente, a absurdamente perfeita interpretação de Meryl Streep, merecem, apesar das lágrimas, uma recordação breve. Absolutamente poderoso e inesquecível!

Beco sem saída




As eleições no PSF deram o nó que faltava ao principal partido da oposição que começa, com dificuldade, a habituar-se ao espectáculo Sarkozy. Nos universo de mais de 100.000 votos a diferença entre Martine Aubry (a eventual vencedora) e Ségolène Royal é de pouco mais de uma dúzia de votos. O empate é, neste caso, o pior dos resultados para o PSF. A ver vamos se ganha e convence a "linha socialista" de Aubry ou o espectáculo Ségolène...


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

GuimarãesJazz


Steve Coleman
Kurt Elling

Mais uma vez uma óptima programação e um óptimo festival. Não me esqueço que este evento já me permitiu assistir a concertos memoráveis, como o de Betty Carter, Abdullah Ibrahims, Art Farmer ou Uri Caine, na minha cidade.
Este ano continua bom e ainda falta o Kenny Barron, na sexta.

Os intocáveis


Acompanhei com profundo interesse, desde há cerca de um ano, todo o processo eleitoral dos Estados Unidos (EUA); das primárias até agora à eleição de Barack Obama. O meu interesse advém não apenas do facto de gostar de política, mas sobretudo por apreciar os EUA. Não tenho uma visão cínica sobre a qualidade da sua Democracia, como a que os europeus, regra geral e de forma sobranceira, têm. Aprecio a sua juventude, a imprevisibilidade e o sentido de pátria comum àquela gente. Não me esqueço do impacto que me causou ouvir uma argentina radicada nos EUA dizer-me “nós, os americanos”. Quando para mim é-se português sempre, independentemente do país em que se vive. Mas os EUA são isso: não existem “americanos” no sentido em que nós europeus o entendemos, mas um conjunto de pessoas diversas que faz a América e que são a força e a essência dos EUA. Não têm o peso de uma História comum, são a História.
E se nunca embarquei na arrogância cultural europeia face aos americanos, foi porque sempre encontrei neles a capacidade de crítica que os europeus têm perdido (excepção feita aos ingleses) e que em Portugal é uma absoluta raridade. Não falo da crítica inócua mas da crítica frontal ao sistema político, judicial, económico, ou seja, a crítica ao poder.
Em Nova Iorque, há cerca dois anos fizeram-se debates à volta do 11 de Setembro em que se defendia que essa tragédia foi “montada” pela própria Administração Americana. Achei um absurdo tal teoria, mas apreciei a liberdade para o fazerem, em solo americano, no coração da tragédia. Aqui, como se vê, qualquer loucura de um deputado da Madeira ou um par de ovos atirados ao carro da Ministra da Educação gera escândalos mediáticos de proporções bíblicas. Este governo, com a generalidade da comunicação social como muleta, sente-se na obrigação de nos explicar quão mau é estar contra, quão feio é o direito à indignação. A resignação proverbial do nosso povo ao autoritarismo provém da demonização da crítica, do confronto, da indignação.
Acompanho com regularidade no cabo o Daily Show do Jon Stewart (SIC Radical ou CNN). É um programa de notícias fora do comum que, mesmo a brincar, é duma acutilância que o nosso jornalismo nem sequer ousa sonhar. Foi absolutamente arrasador nestas eleições americanas. Cá não durava um programa e aos primeiros 10 minutos o Eng. Sócrates já estaria a puxar as orelhas ao responsável pela estação.
Todos nós precisamos de um país com capacidade crítica, um país não manipulável pelo medo. Se ao nível nacional o condicionamento da informação é uma triste realidade, a um nível mais pequeno chega a ser absolutamente asfixiante. A capacidade crítica é fundamental, sem ela tornamo-nos profundamente tristes, resignados e estúpidos.

sábado, 15 de novembro de 2008

Sem falência


Vi-os a 28 de Fevereiro de 2003 no Coliseu dos Recreios no Porto.Não o esqueci.

Um memorável momento de uma banda incomum, de origem islandesa.

Sigur Ros Svefn-g-englar

domingo, 9 de novembro de 2008

A força da razão

Foto: Público


É claro para os profissionais do sector da Educação que as reformas têm que ser feitas "a favor" e não "contra".
A lógica deste Governo de pôr as classes profissionais e sociais umas contra as outras não é solução, nem é sistema.
Haja razoabilidade e inteligência prática de uma vez por todas.



Caça aos patos




Arrepia a notícia de que a Câmara de Felgueiras já gastou mais de 600.000€ a pagar honorários aos advogados que têm defendido Fátima Felgueiras e outros autarcas do município nosso vizinho. Ou seja, todos nós já pagámos esse dinheiro nos nossos impostos que, supostamente, deveriam servir nobres propósitos de coesão social e não para pagar os principescos esforços de alguns autarcas fugirem às suas próprias responsabilidades. E apesar deste processo de utilização abusiva de dinheiros públicos estar a ser investigado e poder, eventualmente, virar-se contra aqueles que utilizam agora esses dinheiros de todos nas suas defesas pessoais, a verdade é que uma eventual condenação desses procedimentos vai-nos deixar a todos na mesma (por exemplo se os autarcas declararem que não têm dinheiro para pagar essas despesas) ou pior até se, eventualmente, o município arcar com mais despesas jurídicas para contestar as despesas que entretanto se fizeram.
Que poderemos então fazer perante esta camisa de forças em que nos meteram?
Que sistema é afinal este?
Que consequências práticas têm tido na prática os mais mediáticos processos dos últimos anos para a moralização da vida cívica e política deste país?
Que papel desempenham então as nossas instituições se, segundo Fátima Felgueiras, a sua sentença foi iluminada pela “graça divina”?
“Rezo”, isso sim, para que não haja mais recursos ou pedidos de indemnização que levem com cínico à vontade o nosso dinheiro comum, além daquele que já foi desbaratado ao longo dos inócuos processos a que vimos assistindo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fantasia ou realidade?

"Parte relevante das Forças Armadas deseja transformar Portugal de modo acelerado num país do Terceiro Mundo."
José Miguel Judíce, Público, 7 de Novembro de 2008


A sério? Só me pergunto é quem vive no mundo real e quem vive no país das Maravilhas... Serão os militares que querem apenas fazer do país aquilo que ele é ou será que é o camaleão advogado e amigo (ou ex?) do omnipotente director comercial do Magalhães que ainda não reparou que para lá do seu restaurante de luxo há um Portugal de miséria, desemprego, emigrantes a morrer em Espanha e entrarem às centenas em Angola todos os meses... E entretanto os escritórios de advogados andam a receber avenças e contratos do Estado que lhes permitem viver nessa Lisboa de primeiro mundo enquanto o Portugal da grande maioria, dos reformados, dos desempregados, dos licenciados novos, dos advogados a estagiarem de graça 2 e 3 anos, dos que perdem a casa por não pagar o empréstimo do banco, dos que pararam o carro por não conseguirem pagar o combustivel, está, de facto, mais próximo do terceiro mundo que este senhor parece não conhecer.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Bonito


Fotos: The New York Times e USA Today

Um bonito dia para os Estados Unidos da América...

Foto: Herald Tribune


... com um McCain digno e fantástico, que chega a comover.

Escolhi este extraordinário discurso de derrota (e não o de vitória de Obama) pois nele se mostra o que a Democracia tem de melhor.

Um McCain de altíssimo nível, um verdadeiro democrata.

domingo, 2 de novembro de 2008

Foi pena

Anne Applebaum, jornalista do Washington Post, escreveu um artigo sobre as eleições americanas (traduzido pelo Público) com uma profunda lucidez e clareza.
O artigo é sobre McCain que ela - como eu - admira pela coragem com que aborda temas como a imigração, pelo conhecimento forte em política externa, pela sobriedade e respeito pelo dinheiro dos contribuintes, e, também, pela forma como sempre se distanciou da "ala mais louca" do Partido Republicano.

Mas como escreve Anne:
"A nomeação de [Sarah] Palin - inspirada pelos seus mais próximos colaboradores - acabou por ser não um gesto de maverick [rebelde] mas uma concessão aos republicanos, que acham que a política externa deve ser conduzida usando uma série de "clichés" e àqueles no partido que atacam o Governo federal ao mesmo tempo que calmamente beneficiam de subsídios federais. Embora McCain tenha uma das maiores experiências bipartidárias no Senado, ele deixou a sua campanha à mercê dos extremos do partido. Ainda que ele seja um genuíno intelectual em política externa, os seus apoiantes cultivam a ignorância e o medo: se não acreditam em mim, vejam no YouTube Barack Obama and Friends: A History of Radicalism, de Sean Hannity.
Pior, McCain afastou-se - num esforço fatal para atrair os elementos menos ponderados e mais partidários da sua base - das suas anteriores posições sobre tortura e imigração. Talvez isto não passe de tácticas, e talvez o "verdadeiro" McCain abandone os terríveis ideólogos após [as eleições em] 4 de Novembro, se ele por milagre ganhar. Mas como posso saber que é isso que vai acontecer?"


Foi pena...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O peso do humor

O fantástico Saturday Night Live que já não vemos nos canais de cabo (também quando o víamos era com atraso de anos)e o fenómeno Sarah Palin.

Uma pérola.

Intolerância 2

IO SONO SAVIANO!



Intolerável esta falta de liberdade imposta pela máfia a um estado democrático.

O livro de Saviano inspirou o filme "Gomorra" de Matteo Garrone, que ainda não vi, mas sobre o qual tenho boas expectativas.

Intolerância 1

Sucedem-se os atentados aos voluntários das ONG's em países em guerra. Deixou de haver qualquer noção de ética dos valores que se defendem nestes conflitos. No início da semana mais uma cidadã foi morta, a britânica Gayle Williams, aparentemente, pelo facto de os taliban entenderem que ela evangelizava mulçumanos afegãos. Mais uma lamentável notícia.

Intolerável.

sábado, 18 de outubro de 2008

Escândalo

Na passada terça-feira, no Stade de France, no particular França-Tunísia a Marselha foi assobiada durante todo o tempo em que foi cantada antes do início do jogo.
Com o estádio cheio e no meio de uma encenação própria do "politicamente correcto" deu-se o escândalo inesperado. Milhares de magrebinos não esconderam o seu ódio à França e aos franceses e asobiaram com quantas forças tinham o hino do país em que vivem hoje.





Verdadeiramente arrepiante!
Os franceses, como de costume, e ao contrário do que sucederia por exemplo em Inglaterra, não tiveram coragem para fazer o que era imperioso fazer: abandonar o estádio.

Oportunidade perdida

Os analistas das eleições americanas louvaram a participação de McCain no último debate com Obama. Foi incisivo, bravo e claro, características que lhe conhecíamos e que foram afundadas pelo "furacão Palin".

Mas não chegou e possivelmente não chegará para que o senador do Arizona se tornar o 44º presidente dos EUA.



Fotografias como a de cima ou a do debate (em baixo) não ajudam...