sábado, 31 de julho de 2010

Pobreza

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Não sou dotado da sensibilidade extrema dos que condenam as touradas, não. Tenho até a vulgaridade de achar essas posições amaricadas e tributárias do gosto pela aparência hipócrita que os dias de hoje valorizam. Ou pelo gosto pelo asséptico.

O que eu odeio profundamente, pela inutilidade, são os foguetes.

Tão pobre é assim a minha sensibilidade.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O PM invisível

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Foto_Miguel Manso (Público)

Ia eu retomar a minha participação no blogue, escrevendo sobre a hipocrisia do PM no caso PT Vivo, ou sobre a fanfarronice do PM no caso Freeport, onde, segundo os procuradores, não houve tempo para questionar o mesmo PM. Ou mesmo as duas.

Há pessoas que nos incomodam e que merecem uma resposta na altura certa; outras que passam de tal forma das marcas que lhes viramos as costas; e há outras, cujo desprezo continuado por elas é tal, que, a um dado momento das nossas vidas, deixamos de as ver. E o PM caiu em mim, ao que parece, na última categoria.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Baarìa




Baarìa é o novo filme de Giuseppe Tornatore, um realizador italiano que nos deliciou em 1988 com o mítico "Cinema Paradiso" e, dez anos depois, com "A lenda de 1900".

É um filme que retrata a vida da cidade siciliana Bagheria (Baarìa em siciliano), vista aos olhos de uma família, durante três gerações. Uma visão que passa por várias épocas, desde os anos 20 de uma Itália profundamente rural e empobrecida, a tentar criar num projecto fascista, passando pela II Grande Guerra, o período pós-guerrra com o controlo do Partido Comunista Italiano e o seu declínio nos anos 80. Subliminarmente, parece-me haver uma outra mensagem, política, ou melhor, para a classe política. Mas isso é apenas uma opinião pessoal...

No fundo, é uma história como só Tornatore sabe contar, numa verdadeira delícia cinematográfica. A não perder!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A euforia de um linchamento

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A silly season chegou mais cedo este ano do que aquilo que é costume. Pedro Passos Coelho deu o tiro de partida.

A proposta de revisão constitucional que o PSD apresentou e que tem o mérito de tentar tornar (pelo menos em ideia) a nossa Constituição mais adaptada aos novos tempos foi um erro. Resultou de um deslumbramento pessoal que colide com a realidade hipócrita em que nos habituámos a viver.

Vejamos o que foi mais polémico.

A não gratuitidade universal do sistema de saúde é uma necessidade para que esse mesmo Sistema se equilibre no futuro e continue a proteger os mais necessitados. Não se pode continuar a subsidiar quem tem posses para pagar. Mas o que resultou daí? Foi o PS a sair em defesa dos mais pobres, agitando um fantasma inexistente. Precisamente o partido, que com a actual Constituição, tem deixado que os portugueses das zonas mais interiores tenham cada vez mais dificuldade de acesso aos cuidados de saúde, fechando maternidades e centros de saúde de um interior progressivamente mais pobre e desertificado.

Em relação ao emprego parece-me também óbvio que Portugal se torne mais competitivo. E para que haja investimento e consequentemente emprego não podemos ter um sistema tão burocrático e pesado de que resulta um caminho inevitável de muitas empresas para a morte quando, com o sistema que atenda à sua própria saúde financeira, deve ser permitido que elas se ajustem às realidades sazonais. O PS e o Governo que só se têm preocupado em controlar politicamente as grandes empresas e que têm fechado os olhos à destruição progressiva das nossas PME’s atirou-se ao ar como se tivesse feito, ao longo dos últimos anos, alguma coisa pelo emprego, além de pontualmente se congratular com a descida de 0,01% no desemprego.

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Ou seja, não é preciso mudar a Constituição para atacar o Serviço Nacional de Saúde ou o Emprego como o PS tem feito. O que é preciso é ser hipócrita e gerar a histeria.

Ana Sá Lopes no i definiu a actual histeria como o guião que Sócrates já não tinha e que Passos Coelho deu. E viu bem.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dottore House

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Esta é a feliz expressão do jornal i:  enquadrar Valentino Rossi com as suas muletas antes de partir para a corrida.

Grande Valentino.

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Os fãs dos Cleveland Cavaliers andam inconsoláveis com a partida de LeBron James para Miami. Vai daí … uma empresa de cervejas de Cleeveland criou uma nova cerveja: a Quitness.

 

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terça-feira, 20 de julho de 2010

O Génio

Quando volto a álbuns antigos, faço-o por nostalgia ou estado de espírito.

Quando volto a Stevie Wonder não há nada disso. Cada música de cada álbum é sempre nova e fresca, como se a tivesse conhecido ontem.

 

 

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(Álbum é uma palavra notável)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O incómodo

 

Dezoito anos após os assassinatos dos corajosos juízes italianos Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, que se distinguiram na luta contra a Cosa Nostra, a cidade de Palermo prestou-lhes homenagem mandando erigir duas estátuas.

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Não demoraram 24h a serem vandalizadas.

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Barceló (na)

1989 o artista galeria Dau al Set Barceló na galeria Dau au Set (1989)

Miquel Barceló expõe em Barcelona:

Nas Ramblas em Arts Santa Mònica (15 de Julho a 26 de Setembro) … período 1973-82.

E na Caixa Fórum … depois de 1982.

 

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Negeso 1991

 

POrto Covo 1984 Porto Covo 1984

 

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Mandala 2008

Imagens

Missão cumprida

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O jornal Público relata, na sua edição de hoje, que um cemitério foi chumbado pelo ICN no local onde pouco depois foi autorizada a instalação do Freeport.

Não se autorizou o cemitério pois este iria induzir “pressão humana” no local onde, por milagre, se instalou pouco tempo depois o outlet.

No entanto a missão judicial parece cumprida. Ninguém com poder parece incriminado. Só quando alguém, como o juiz Rui Teixeira, tem coragem de enfrentar os poderosos é que se penaliza. O juiz, claro.

Esperemos por ver o que acontece também ao juiz de Aveiro. A competência tem um preço e a incompetência estrada larga.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

O patrão do George

 

Morreu o dono dos New York Yankees, George Steinbrenner, imortalizado pelos episódios do Seinfeld.

O patrão da mítica equipa de basebol foi caricaturado ao longo de várias séries de Seinfeld como patrão de George Constanza: um homem sem rosto. A voz é de Larry David.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

As voltas do Toural

 

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Muito se tem dito sobre o Toural e sobre o “seu” parque de estacionamento…

Apesar de estar arredado da política autárquica, participei no arranque do projecto enquanto Vereador, não no plano da decisão (pois nada de relevante, sobre este assunto, foi votado enquanto lá estive) mas no plano de reflexão dentro e fora do órgão Câmara Municipal no qual, diga-se, participei com muito gosto e honra.

Acho que é altura de reafirmar a minha opinião neste cantinho d’ O Comércio de Guimarães. Apesar do exercício ser, eventualmente, vão. Paciência.

Em Setembro de 2007 o Presidente e os Vereadores do PS apresentaram, com pompa e circunstância, os 5 projectos para Guimarães numa grande operação mediática.

E quais eram os 5 projectos? O Campurbis (apesar de aprovado unanimemente desde Março de 2007 entrou no pacote), a Feira Semanal, a Veiga de Creixomil, o Antigo Mercado e o Toural e abAlameda. A Feira está em vias de conclusão, a Veiga foi abandonada, sobre o Mercado há dúvidas e o Toural e a Alameda levaram uma volta de 180º.

A maioria destes projectos de recuperação continham, disse-o na altura em nome do PSD, um pecado original: o de não estarem ancorados numa Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) capaz de envolver os particulares na reabilitação do nosso espaço físico, dando-lhe incentivos e condições favoráveis, e resguardando a Câmara Municipal da acumulação pouco saudável de património e de pessoal. Aliás a Câmara arrisca-se, por este caminho, a ter brevemente o seu orçamento municipal basicamente cativado pelas despesas correntes na manutenção de equipamentos e do pessoal a eles adstrito.

Defendi a SRU desde 2006 integrada no projecto global da Capital Europeia da Cultura em 2012 (CEC), no sentido de esta deixar marcas palpáveis no nosso património edificado, muito para além do tempo em que a CEC decorrer e obstando a que esta, ao nível da reabilitação, seja um exercício solitário da Câmara Municipal. Esta foi uma oportunidade de ouro para a criação das bases de uma reabilitação urbana sustentada e participada.

Das batalhas políticas que mais me custou perder foi a da deslocalização do Mercado Municipal. Muitas vezes na vida e na política têm-se convicções fortes, a roçar a certeza, e foi isso que me aconteceu a mim e a muitos outros na questão do Mercado. Atingiu-se o coração da cidade retirando-lhe o seu Mercado, num exercício político inútil, irrecuperável e dispendioso. Abriu-se então um imenso vazio no coração da cidade, dificilmente recuperável.

Quando se decide “inventar” faz-se geralmente asneira. Foi assim, claramente, na questão do Mercado.

Sempre entendi o primeiro projecto do Toural como mais uma “invenção” para espantar o povo. Entendi que a revolução no Toural com os seus túneis e estacionamento subterrâneo era uma “fuga para a frente” guiada pela frenética mania das obras. Achei o projecto pesado e comprometedor da harmonia arquitectónica da Praça e cuja complexidade da obra iria acabar de vez, pelo tempo, com o comércio que ainda resiste.

Sempre defendi, pelo contrário, a recuperação do que temos. Com critério, sobriedade e se possível com a prata da casa. Por isso apoiei sem reservas e com particular entusiasmo, ainda no papel, a recuperação do Largo do Carmo em Junho de 2008 e que se veio a revelar uma aposta acertada. Não se inventou, preservou-se com critério e ordem.

Em matérias da Cidade sou um conservador. Prefiro a intervenção cuidada à revolução, por isso, juntamente com os Vereadores do PSD da altura, me opus vivamente à primeira intervenção no Toural e na Alameda que sempre me pareceu uma intervenção radical, muito parecida com aquilo que Braga gosta de fazer. E, sinceramente, acho que ao longo das últimas décadas, ao nível urbano, Guimarães é um bom exemplo e Braga é um mau exemplo; falta a Guimarães, por comparação com Braga saber competir com a barata e feia construção da cidade vizinha através de uma recuperação apoiada do centro da cidade, com estacionamento entre quarteirões que sirvam directamente as habitações. A SRU poderia também ter feito isso.

No entanto as coisas mudaram, não sei exactamente porquê, e o PS optou por um novo projecto, menos ruidoso que o primeiro e que veio de encontro àquelas que eram as minhas preocupações.

O projecto de 2009 é, em minha opinião, um projecto sensato que procura dignificar e vivificar espaços importantes e pouco visíveis ou usados como o Jardim da Alameda, a zona da Igreja de S.Francisco, ou mesmo o aproveitamento turístico da Muralha Aqui Nasceu Portugal, arrumando de forma simples e funcional os TUG. E quando se discute tão apaixonadamente o estacionamento no Toural tenho sempre a sensação de um déja vu com décadas. O apetecível estacionamento na Mumadona acabou por cair nas costas da Câmara, apesar dos inúmeros “interessados”, e o parque de estacionamento no Estádio não serve ninguém apesar do investimento, são disso exemplos. E que tal optarmos por coisas simples e óbvias? O Mercado, neste contexto, sempre me pareceu uma excelente solução: maior, mais barata e flexível.

A sensatez foi o que permitiu preservar o Centro Histórico que hoje temos. Devemos mantê-la.

O que me preocupa realmente é como vamos recuperar a habitação no centro da cidade, como vamos motivar os particulares a fazê-lo, como vamos chamar gente para nele habitar? O resto parece-me pouco.

Publicado n’ O Comércio de Guimarães

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os meus filmes #9

 

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O siciliano Frank Capra é um portador da esperança, da rectidão e dos valores humanos, que dos anos 30 aos anos 50 espalhou pela sua obra, em filmes como Uma noite aconteceu (It happened one night, 1934), Do Céu caiu uma estrela (It’s a wonderfull life, 1946), O Mundo é um manicómio (Arsenic and Old Lace, 1944) … e o perfeito PEÇO A PALAVRA (Mr.Smith Goes to Washington, 1939).

 

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Capra é o protótipo do Sonho Americano. Imigrado aos seis anos para LA, logo começa a vender jornais para ajudar a sustentar a família. Estuda denodadamente e tira o curso de Engenharia Química à custa do seu mérito e esforço. Chega ao Cinema por paixão e é o homem que na Columbia faz a transição para o sonoro (The Donovan Affair, 1929). Com o reconhecimento público sente-se confortável para batalhar pelo direito artístico dos realizadores de então, e emprega gente como Sidney Buchanam (ligado ao Partido Comunista) que o ajuda a adaptar a belíssima história de Lewis Foster (vencedor do óscar pelo argumento de Peço a Palavra: o ano em que Tudo o Vento Levou arrasou a concorrência e que James Stewart não ganha quanto tanto merecia).

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Um homem como Capra não foge às obrigações e alista-se no Exército Americano para servir na Segunda Guerra Mundial.

Com este quadro não é nada estranho que PEÇO A PALAVRA seja de uma honestidade comovente.

O fantástico James Stewart/Jefferson Smith luta até ao fim contra a corrupção, personificada no senador Paine (Claude Rains), contando com a ajuda indispensável de Jean Arthur/Clarissa.

Para que o filme ficasse na História, não só pela beleza mas também pelo seu significado, estreia numa Europa a braços com a sanha nazi e acaba por simbolizar, apesar da perseguição de jornalistas e políticos na América, a Democracia. A aura da América livre ganha muito com este filme e influencia toda uma geração ameaçada pela opressão e pela guerra.

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Os valores que transmite são ainda hoje paradigmáticos, não havendo cinismo que os belisque.

Um grande grande filme.

 

Fonte principal: Frank Capra – Folhas da Cinemateca

Importam-se de repetir?

 CPLP

“Depois da Guiné Equatorial, mais cinco países - Austrália, Indonésia, Luxemburgo, Suazilândia e Ucrânia - manifestaram interesse em aderir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse ontem à agência Lusa o secretário executivo da organização. Domingos Simões Pereira precisou que a Suazilândia e a Ucrânia já formalizaram o pedido de adesão como membros associados, enquanto dos restantes três países, o Luxemburgo solicitou um "convite especial" para estar presente na próxima cimeira da CPLP.”

Público (hoje)

 

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Isto funciona assim?

Basta preencher um impresso?

E dá para escolher a Commnwealth ou esta associação recebe apenas os países do Império Britânico?

Comoveu-me a possibilidade do Luxemburgo aceder à CPLP. Chuiff…

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Byebye

 

 

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A saída de Moreno do Vitória é uma das más notícias da pré-época.

Moreno é (sempre foi) um jogador dedicado e de qualidade cujo grande defeito residiu na sua incontrolada emotividade. Um defeito que surge da virtude de ser profundamente vitoriano.

Um jogador valoroso, e muitas vezes injustamente incompreendido, sai do Vitória por uma verba modesta. Uma pena.

Que tenha sorte no Hull City, que elebem a merece.

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sábado, 10 de julho de 2010

Património Mundial

Chega a ser comovente, tão carregado de nostalgia está, ver a troca de espiões entre EUA e Rússia.

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Já julgávamos terminado essas odisseias que moldaram os anos da Guerra Fria e os livros de John le Carré. Mas não, ela aí está novamente. Com espias bonitas e tudo (Anna Chapman, na foto).

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Primeiro a notícia sobre a detenção de espiões russos nos EUA, agora a troca de espiões com a Rússia em solo austríaco.

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Lindo. E assim se preserva a arqueologia política mundial que me acompanhou durante boa parte da minha vida. Parabéns às duas potências; nem que se espiem uns aos outros just for fun.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Inspiração

Thelonious Monk tocando o tema Caravan de Duke Ellington, de uma forma absolutamente soberba.

A primeira versão conhecida é do álbum de 1955 Thelonious Monk plays Duke Ellington onde contou, ao contrário deste vídeo, com o baixista Oscar Pettiford e o baterista Kenny Clarke.

 

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Um dos meus álbuns preferidos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O perfeito pimba

 

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Cristiano Ronaldo é o pimba perfeito. O anúncio pelo Facebook do nascimento do filho e os pedidos de privacidade pessoal são a “cereja em cima do bolo”.

Calhou-nos em sorte isto. Um extraordinário jogador de futebol que não tem a discrição de um Messi, ou a classe de um Beckenbauer, a rebeldia esclarecida de um Cruyff ou a elegância de um Maldini, que nem sequer é um bardino alcoólico e/ou drogado como o Best ou o inimitável Maradona, não, é diferente de todos eles: é pimba. Nem Maradona chegou ao seu nível neste domínio.

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Pouco excitante sem dúvida, mas é o que temos…

domingo, 4 de julho de 2010

Linha da felicidade

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A wikipédia estabelece um ranking de países por linha de costa

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Portugal é o 61º país com mais linha de costa, se bem que se devem ter esquecido da Madeira….1230Km (continente)+ 667Km (Açores) + 250Km (Madeira) = 2147Km.

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Excluindo nestes países aqueles que têm menos de um milhão de habitantes, a relação entre a área do país e a costa litoral disponível permite o seguinte ranking:

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E a lista dos desgraçados inclui os seguintes países:

 

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Neste capítulo não estamos mal.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Chicotada psicológica

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A Sra. Merkel nasceu e cresceu na sombra do grande Helmut Kohl. Foi depois ingrata com o seu protector, distanciando-se dele numa altura em que Kohl foi acusado de irregularidades no financiamento eleitoral(infundadas suspeitas, diga-se).

Já aí a actual chanceler revelou um fraco traço no seu carácter. A Alemanha não nos dá hoje liderança e confiança.

O último episódio vem já de dentro, da própria Alemanha, quando o seu candidato presidencial Christian Wulff, imposto pelo “aparelho”, só derrotou   Joachim Gauck (conservador apoiado pela esquerda alemã) à terceira volta.

Merkel arrasta-se.