quarta-feira, 31 de março de 2010

Sem fim

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Não têm fim os subterrâneos actos do terrorismo. Agora foi Moscovo a nova vítima. É necessário, e sempre, resistir.

Fotos_Egor Barbatunov,AFP, Ria Novosti

Ovo de Colombo

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João Cravinho foi ontem ouvido na comissão parlamentar para o acompanhamento da corrupção. Ao contrário dos tristes dinossauros do poder judicial, que atiram sempre para a falta de meios a sua reiterada ineficácia, João Cravinho falou de outras coisas.

Falou de coisas “simples” como limpar a Administração Pública do estigma partidário como forma para combater a corrupção. É óbvio! pois não é a Administração enfeudada aos partidos políticos o campo fértil da corrupção?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sem glória

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A Dra. Manuela Ferreira Leite terminou ontem, em termos políticos, a sua liderança à frente do PSD. Sem glória, apesar das palmas da bancada.

Quais foram as suas virtudes? Foi séria, apontou o estado miserável em que o país se encontrava na altura em que toda a gente assobiava para o ar, privilegiou o interesse nacional acima de qualquer outro, sacrificou-se por um partido que entrou, com Menezes, numa deriva pimba … que a qualquer momento ameaça voltar.

Quais os defeitos? Um principal: não soube ser sexy.

E a política nacional, para mal dos nossos pecados, tem-se resumido a isso.

Coerência, visão, valores … que é isso comparado com impecável fato da Armani?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Directas - I

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De médico e de louco todos temos um pouco…

Este adágio poderia incluir também o PSD. Poucos são aqueles que ficam imunes aos episódios deste partido político português.

E é assim há muito tempo. O facto do partido ser uma confluência de ideias e de classes sociais marca-o para o bem e para o mal e toda a gente tem uma opinião sobre o que “lá” se passa. É essa marca interclassista do original PPD que ainda hoje permanece, mas que está em risco de se perder…

Ao contrário de outros partidos políticos que têm claramente marcada uma linha ideológica, o PSD é, desde sempre, uma confluência das tendências e pensamentos que marcam, a determinada altura, a vida social, económica e cultural do país. É por isso perfeitamente comum que no PSD confluam conservadores e liberais, quer em termos económicos quer em termos sociais, populistas e intelectuais, empresários, quadros técnicos e trabalhadores.

Parece confuso: e é.

Marcelo Rebelo de Sousa marca o nascimento do PPD pela confluência de três correntes distintas que antes do 25 de Abril tomaram forma: a linhagem católica-social (tributária dos movimentos católicos progressistas), a linhagem social-liberal (desenvolvida com os deputados da “ala liberal” no Marcelismo, do qual Sá-Carneiro fazia parte) e a linhagem tecnocrática-social (que criou, por exemplo, a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, que ainda hoje existe). O partido começa na sua génese por uma diversificada confluência de pontos de vista que ora lhe permite uma grande abrangência e sintonia com o povo português, ora o mergulha em conflitos aparentemente insanáveis.

Estas características permitiram ao PSD crescer e afirmar-se ou perder e definhar. Uma espécie de “8 ou 80” da política que o torna genuinamente português, em tudo que isso signifique.

Directas - II

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Uma das suas lideranças mais intensas e importantes – a de Cavaco e Silva – afirmou o partido e, ao mesmo tempo, fê-lo perder-se. Isto é, o PSD ao ser responsável pelo período mais áureo, profícuo e interessante da Democracia portuguesa permitiu, ao mesmo tempo, que o poder o “funcionalizasse”.

E o grande drama do PSD hoje é exactamente esse.

O partido foi perdendo a sua aura interclassista, em que médicos e carteiros se reviam, e tinham voz, para começar a ser dominada por gente que faz da política o seu modo de vida e/ou o seu propósito. E um partido interclassista, em que se reviam os pequenos comerciantes e outros empresários, os agricultores, ou classe média citadina, passou a ser moldado em função de um “funcionalismo da política” mau para quem o pratica e mau para quem o vê.

Paulo Rangel trouxe algo de novo a este debate. As suas palavras são palavras voltadas para dar voz (novamente) às classes sociais e não para os “discursos do umbigo” em que o PSD, fatalmente, se tem perdido.

As preocupações que Rangel aportou ao seu discurso não são fruto dos problemas do partido, mas dos reais problemas do país. Da situação dos nossos agricultores e pescadores, dos comerciantes, dos pequenos empresários, ou seja, daqueles que fizeram o PSD o grande partido nacional.

O PSD não precisa hoje de um líder para gerir problemas domésticos que traga ao peito as medalhas ou cicatrizes dos combates internos. Não. O PSD precisa mais do que nunca alguém que, aos olhos dos portugueses, não tenha precisamente essas marcas. Que esteja livre e solto para assumir as difíceis tarefas a que temos que deitar a mão.

Paulo Rangel não fala para dentro pois a urgência é outra: dessocratizar o país e torná-lo mais justo, eficiente e competitivo.

Por isso Paulo Rangel é tão necessário e, hoje, é tão atacado.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Deliciosa coerência

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Wathever Works - Tudo pode dar certo - é um Woody Allen de boa cepa. Até que enfim.

Um retorno glorioso a Manatthan com Larry David na bagagem.

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O humor e a acidez de Woody Allen não me cansam. No fundo o realizador começou a pensar há 30 anos aquilo que ainda pensa (e bem) hoje.

Para quê mudar?…

À vossa saúde

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E Obama conseguiu.

Após inacreditáveis meses de “debate” o Presidente dos EUA conseguiu fazer passar na Câmara dos Representantes a sua Lei da Saúde.

Faz-se assim história com uma ideia elementar.

Foto e notícia: NY Times

sexta-feira, 19 de março de 2010

Músicas que não consigo deixar de ouvir … (#5)

 

Something Bigger, Something Better de Amanda Blank.

É um tema que não tem a minha cara, que é estranhamente noctívago, “discotequeiro” mas que ouço frequentemente no carro, num volume nem sempre recomendável.

A Sra. nem teve direito a “teledisco”. Que pena…

Lama na vara

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Não param os casos intrigantes. Sabe-se agora que Vara tinha em sua posse documentos internos da PJ sobre o caso Banif. Inacreditável!

Mas haverá sempre alguém disposto, em nome da camaradagem, em dizer que estão a enlamear o grande gestor. Ou então … que a busca que a PJ fez a casa de Vara foi ilegal e por isso os documentos ilegais que ele ilegalmente possuía não interessam para questões legais…

notícia

Filipe Casaca (foto)

terça-feira, 16 de março de 2010

Afinal a culpa é dos hippies

O movimento neoconservador americano American Citizens defende que a culpa da crise financeira é dos hippies. Das suas mentes dissolutas e individualistas.

 

Uma “grande” teoria sem dúvida. Faz Chavez corar de vergonha…

Ver notícia no i

RENitir

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Os accionistas privados da REN entenderam apresentar uma proposta no sentido do conselho de gestão da empresa não receber prémios. Os tempos são o que são e, ainda para mais, José Penedos está envolvido no processo Face Oculta. No entanto os representantes do Estado Português não aceitaram e a propostas foi chumbada.

Ao jornal i, com a maior das calmas e das latas, um deputado socialista comentou que isso era um assunto da REN…

Lá vamos nós “cantando e rindo” …

sexta-feira, 12 de março de 2010

JMF no Público

 

13315Hoje:

“(...) Faltando a virtude republicana - e não se prevendo a monarquia -, resta o despotismo e o medo. Não estamos lá, e espero que nunca venhamos a estar, mas temos vivido episódios pouco edificantes que só uma extraordinária cortina de fumo permite que não nos indignem mais. E temos visto medo. O que é muito mau sinal e me leva a recomendar a leitura do último texto de Luís Campos e Cunha neste jornal,Autoritarismo, em que se descreve o fenómeno conhecido por groupthink. Este surge quando "há no grupo uma forte pressão para o conformismo dos seus membros, quando o chefe domina as decisões e quando há pressões de tempo para tomar decisões", desenvolvendo-se uma moral do tipo "quem não está connosco, está contra nós".
As ditaduras modernas nasceram em tempos de crise económica e em sociedades evoluídas onde se desenvolveram processos semelhantes ao groupthink que levaram, no limite, ao que o historiador do nazismo Ferran Gallego designou como "mutilação moral". Nessa altura até Montesquieu falha e os de baixo acabam, por conforto ou por incapacidade de resistir, por preferir ser enganados. E calam-se.
Será isso muito diferente deste ambiente de miséria moral que permite que a maioria dos portugueses ache que esta personagem lhe mentiu sem necessidade mas, mesmo assim, quer que continue a governar?”

José Manuel Fernandes

quinta-feira, 11 de março de 2010

Beatificação da mulher de Mourinho

 

Gozar com Mourinho com o nível italiano…

Sade (sempre) Adu

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Sade Adu é um mimo.

A cantora “inventou” dois álbuns muito interessantes (Diamond Life e Promisse, 1984 e 1985 respectivamente) e de lá até cá pouco publicou.Tudo o que posteriormente fez limitou-se a repetiu as suas fórmulas. E ainda bem … é um som agradável com marca registada.

O último álbum não foge à regra. Soldier of Love é uma revisitação moderna de Sade a si própria. Não traz nada de novo, é certo … mas é sempre bom encontrar uma amiga que já não se vê há muito e se diz: “ó rapariga, tu estás na mesma”. E está.

 

Lata

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Hoje o Público dá a notícia da polémica entre Pilar del Rio (mulher de Saramago  presidente da Fundação José Saramago, FJS) e um vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa (CML).

O vereador quis saber mais sobre a cedência por parte da CML da famosa Casa dos Bicos à FJS. E bem, está a cumprir as suas obrigações. Pilar del Rio sentiu-se e classificou a polémica de “rasca, absurda e estúpida”.

Como já aqui referi algumas vezes Saramago é um notável escritor. Infelizmente, coexistindo com o génio literário, existe um homem incoerente e presunçoso que se faz agora representar por uma mulher do mesmo calibre.

Idiossincrasias

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Os americanos são especiais. Nas coisas boas, nas más, ou mesmo na maneira como abordam as questões políticas.

O Tea Party é um movimento conservador que este ano convidou a inacreditável Sarah Palin para discursar (vídeo). A convenção deste ano andou à volta do ataque ao Sistema de Saúde que Obama tenta implementar nos EUA.

Agora surge a oposição à oposição: o Coffee Party

terça-feira, 9 de março de 2010

Tony Allen


Na passada sexta-feira, dia 5 de Março, desloquei-me ao auditório 1 da ACERT, uma colectividade cultural de Tondela, da qual me orgulho de ser sócio, para ver e, sobretudo, ouvir Tony Allen, um nome incontornável da percussão africana e mundial. 

Allen é um baterista capaz de provocar nos seus ouvintes momentos electrizantes de ritmos frenéticos e sincopados. Mas, mais do que isso, fez com que, ao fim da segunda música, todos os que o ouviam, sem excepção, se levantassem e começassem a dançar!

O seu novo álbum, "Secret Agent", merece uma audição muito atenta. Vale mesmo a pena ouvir aquele que um dia Brian Eno designou como sendo o "melhor baterista de todos os tempos".

No dia seguinte Tony Allen tocou na Casa da Música.


segunda-feira, 8 de março de 2010

The hurt locker

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Foto: Gary Hershorn/Reuters

Num ano com nomeados mais fraquinhos (comparado com o ano passado por exemplo) ganhou Estado de Guerra, um dos interessantes filmes de 2009.

Restantes vencedores:

Melhor Actor

Jeff Bridges em Crazy Heart

Melhor Actriz

Sandra Bullock em Um sonho possível

Melhor Actor Secundário

Christoph Waltz em Sacanas sem lei

Melhor Acrtiz Secundária

Mo'Nique em Precious

Melhor Argumento Adaptado

Geoffrey Fletcher com Precious

Melhor Argumento Original

Mark Boal com Estado de Guerra

domingo, 7 de março de 2010

Sem vergonha

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O PGR é uma nódoa. E uma nódoa perigosa.

O mais espantoso dos últimos dias é saber-se que a justificação que deu sobre o desfasamento de datas tem a ver com o facto das suas secretárias terem demorado 3 dias para dactilografar os documentos (26 páginas!). Ou o extraordinário facto dos suspeitos no processo Face Oculta terem mudado de telemóveis, conversas e atitudes a partir do momento em que o assunto chegou à procuradoria.

Qualquer dia nem o inefável Marinho Pinto o conseguirá defender…

sexta-feira, 5 de março de 2010

Receitas da Oprah




Já há muito tempo que nenhum filme havia ficado tão abaixo das minhas expectativas como este. Normalmente só os últimos 10(?)filmes do Scorsese me arreliaram assim.
Muito choro e ranger de dentes ... e um conjunto de magníficas actrizes, Mariah Carey incluída.

Músicas que não consigo deixar de ouvir ... (#4)




Honey Dove de Lee Fields & The Expressions, do álbum MY WORLD de 2009.
Parece igual a tantas outras músicas boas, daí o encanto.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O muro

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A repressão do governo iraniano continua feroz. Agora foi a vez do realizador Jafar Panahi cujo paradeiro é desconhecido.

Ao que se sabe o cineasta iraniano estava a trabalhar num filme sob a revolução verde. Um pecado para o regime…

Assine a petição: http://www.petitiononline.com/FJP2310/petition.html

Má consciência

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Um concurso fotográfico europeu, com o apoio do Conselho da Europa, pretende eleger a melhor fotografia sobre minaretes europeus.

Fraco contraponto diga-se … face ao recente referendo suíço que os proibiu até à actual extrema popularidade do Partido da Liberdade na Holanda.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Músicas que não consigo deixar de ouvir … (#3)

Kettering é uma dos dez bons temas do álbum Hospice dos The Antlers.

 

A banda é de Brooklyn, Nova Iorque,  e o craque é Peter Silberman.

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A política do “mastoideu”

 

A Canção de Lisboa (1933) de Continelli Telmo é um daqueles filmes que não se esquece. É brilhante. A cena do esternocleidomastoideu é uma das fantásticas peças do filme, com um Vasco Santana sempre notável:

Uma das coisas que me incomoda na política é que os seus intervenientes falem pelo que decoram e não por aquilo que sabem ou acreditam. Sócrates é o lídimo representante da espécie que, espero, não se torne moda e se espalhe.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Bom paladar

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Ainda bem que ainda apanhei no cinema Julie & Julia. Uma deliciosa comédia servida, de forma requintada, em mais uma interpretação notável de Meryl Streep.

Há, efectivamente, actrizes e há Meryl Streep. Numa outra galáxia, bem distante desta terra! Capaz de nos esmagar e divertir de acordo com as personagens a que dá vida.

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Este ano é nomeada pela 16ª vez para os óscares. Não se faz. Ela está numa outra categoria. Não deve ser comparada a nada. Porque ela é, efectivamente, inigualável. E não apenas agora… é inigualável na história do Cinema.