quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O que é que acha?

mfleite_parlamento98891d95_400x225

Notícia e foto da Rádio Renascença:

“A ex-presidente do PSD afirmou hoje não estar surpreendida com as medidas de corte da despesa e de aumento da receita anunciadas ontem pelo Governo. Manuela Ferreira Leite diz que “a dimensão das medidas e a sua dureza falam por si”.
Instada, no Parlamento, a dar a sua opinião sobre as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, a actual deputada social-democrata afirmou que não está surpreendida. “Nada que para mim já não fosse esperado, porque há muito tempo que prevejo que isto é inevitável acontecer e, agora, a dimensão das medidas e a sua dureza falam por si.”
Questionada se as medidas dão razão aos avisos que fez quando era presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite devolveu a pergunta ao jornalista que a tinha colocado: "O que é que acha?". A deputada e antiga ministra das Finanças escusou-se, depois, a prestar mais declarações sobre as medidas anunciadas pelo Governo.”

Notícia completa

O que eu acho?…

Acho que o conjunto de sargentos que mamam na teta do estado, e que estão colocados em locais de chefia, vão mudar o discurso de antes das últimas eleições “Eu até gostaria de não votar PS, mas a Ferreira Leite é muito negativa” para “Eu até gostaria de não votar PS, mas o Passos Coelho quer acabar com o Estado Social”. No emprego e no café, procurando criar a ideia de que não há alternativa.

Sobre o Estado Social acrescento que nem que PPC quisesse acabar com ele, já não ia conseguir…

Um par de notícias

manuel-pinho-gesto

Notícia 1:

O PM Sócrates na recente viagem aos EUA deu mais uns toques no seu currículo académico (o que não é surpresa, agora inventando o cargo de Ministro da Juventude em 1997) e acrescentou mais uns toques ao currículo político (foi, pasme-se, fundador da JSD).

 

Opinião de Pedro Lomba:

Na semana passada, 23 de Setembro, notícias dos jornais informavam o mundo que António Mexia, o CEO da EDP, andava por Nova Iorque liderando uma comitiva da empresa de electricidade na Clinton Global Initiative, um fórum de líderes que organiza acções humanitárias. Com a comitiva de Mexia viajou também um "grupo de órgãos de comunicação social a convite da EDP" (Jornal de Negócios, 23-9) e, aqui como em tantos outros casos, "a convite da EDP" significa aquilo que já sabemos, que nos tempos recentes a agência de viagens EDP tem tido muito trabalho.
Ao mesmo tempo que Mexia desaguava em Nova Iorque, acompanhado (como sempre) por uma pequena legião de jornalistas "a convite", quem também voou para a cidade americana na mesma altura foi outro português notório. "José Sócrates dá hoje início a uma visita de três dias a Nova Iorque. Na bagagem leva as políticas nacionais na área da energia e também a candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas." (Antena 1, 23-9).
Nem de propósito. Mexia e Sócrates em Nova Iorque cada um com programas distintos, embora tangíveis. E facilmente os jornalistas que integram a comitiva de Mexia passam a ser os jornalistas que acompanham a comitiva de Sócrates na sua expedição à ONU (um golpe publicitário sem interesse) e à Universidade de Columbia, no meio de outros gestos que escorreram para a imprensa.
Continuemos, então. "Sócrates chega a Nova Iorque ao início da tarde e poucas horas depois discursa na Universidade de Columbia, num fórum mundial de líderes sobre política energética e agenda de crescimento em Portugal."??(Diário Económico, 23-9).
Columbia é uma universidade de topo na América. Sucede que é também a universidade onde o anterior ministro da Economia Manuel Pinho, demitido pela célebre cena dos corninhos, se encontra de momento a dar aulas, adequadamente pago pela própria EDP (preço: 3 milhões). Então, se bem percebemos, Sócrates vai a Columbia dar uma lição em bad english, recomendado pelo seu amigo Pinho, que por sua vez só está em Columbia graças à generosidade do seu amigo Mexia (e, permito-me acrescentar, dos consumidores portugueses de electricidade). Esta coincidência de agendas só pode merecer elogios.
De maneira que em Nova Iorque, na semana passada, Sócrates, Mexia e Pinho protagonizaram um daqueles momentos de teatralidade que, fora dos palcos, só podem existir na política, porque só a política produz este elevado grau de aparência e falsidade. Uma daquelas coreografias engendradas dentro dos gabinetes ministeriais, postas a circular pelas agências de comunicação e tragicamente "compradas" por uma imprensa impotente.
Vai uma pessoa convencer-se disto. Mexia transposta uma comitiva de jornalistas com ele para Nova Iorque para expelir todo o seu humanitarismo e amor pelo próximo, Sócrates vai atrás (por estranho que pareça, na mesma exacta semana), levando consigo os feitos energéticos do Governo e Pinho, que já lá está, recebe Sócrates na prebenda universitária que Mexia lhe arranjou.
Seria por isso tentador achar que estas três personagens estiveram em Nova Iorque na semana passada representando papéis autónomos, cada um na sua peça, indiferentes ao seu destino comum. Só que os três estão tão ligados entre eles, dependem tanto uns dos outros, beneficiam-se tanto uns aos outros, que são todos personagens da mesma tragicomédia, todos em busca do mesmo enredo. Jurista

Público 30.9.2010

É preciso mais alguma coisa?

Dá cá o meo

meo_gatos_grande2_1207333809

Que é feito destes senhores tão acutilantes com o poder?

Numa das alturas em que mais precisávamos do seu humor para denunciar a palhaçada em que se tornou a governação, que é feito das luminárias do humor?

Santana foi estúpido. Não percebeu o preço.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Candidatos brasileiros

 

A colecção de cromos para as eleições brasileiras do próximo domingo é verdadeiramente fantástico.

Ora vejam:

Prefiro o Tiririca pois “com Tiririca pior não fica”. Se bem que o Luciano e a Luciana parecem indomáveis.

sábado, 25 de setembro de 2010

O lado bom das coisas

CARLOS LOPES - APRESENTACAO DA FUNDACAO CHAMPALIMAUD N OHOTEL RITZ EM LISBOA

Foto_Carlos Lopes Público

O semanário Expresso dá esta semana destaque ao Centro de Investigação da Fundação Champalimaud, que brevemente terá a funcionar as suas magníficas instalações; um projecto de Charles Correa.

O testamento de António Champalimaud permitiu o aparecimento desta Fundação destinada a promover a investigação científica, nomeadamente em áreas como o cancro.

10479_2_champ2big

Por escolha de Champalimaud Leonor Beleza lidera a fundação que já há anos vem promovendo a investigação científica médica e que com a abertura do magnífico empreendimento permitirá a investigação e o tratamento de muitos doentes.

10479_5_champ5big

É difícil reunir-se numa só ideia tanta generosidade, altruísmo, bondade e sensatez.

235

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O drama de Afiuni

x350

A juíza Maria de Lourdes Afiuni, presa em Dezembro de 2009, na Venezuela, depois de ter ilibado em tribunal um dos inimigos de Chavez, é candidata à Assembleia Nacional nas eleições do próximo domingo.

Esta foi a forma encontrada pela juíza para denunciar um regime que, aqui e ali, vai contando com vergonhosos apoios ou silêncios hipócritas.

Facebook

Sinais de Fernando Alves

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Por razões atendíveis

4105722502_a442444bb9

Aí está a realidade.

Depois dos truques e das mentiras a que assistimos continuamente de um Governo incapaz de traçar um rumo claro, os números, como o algodão, não enganam e as novas sobre a nossa dívida pública são pesadas como chumbo.

Depois de nos falarem em milhares de milhões, o que por tão magnífico escapa por vezes ao nosso entendimento, houve alguém que se deu ao trabalho de definir os números da nossa dívida comum à hora.

Por cada hora que passa são 2,5 milhões de euros que acrescentamos à nossa dívida. Ou seja, são 2.500.000 € que em cada hora acrescentamos ao que já devemos. E nem sequer falamos dos novos investimentos, tão “somente” se trata de mais dívida a acrescentar ao bolo gigantesco que já temos só para manter este barco a funcionar. Em bom rigor teríamos que trabalhar (os que trabalham) um ano inteiro, sem comer, nem beber, nem receber salário, só para pagar o que devemos até ao preciso momento. Assustador! E de cada vez que nos vamos financiar lá fora os juros que nos cobram são cada vez maiores (ao nosso principal instrumento de financiamento – os juros das Obrigações do Tesouro – já se cobram juros a 6% a dez anos, já que ninguém lá fora é tolo e começam a duvidar se alguma vez teremos capacidade para pagar o que devemos).

O nosso grande problema enquanto povo é o de pensarmos, desde há muito tempo, que nós e o Estado são coisas diferentes. E não são.

Enquanto um alemão sente que se se gastar mais na saúde a conta sobra para ele enquanto indivíduo, aqui em Portugal achamos que sobra uma avozinha rica e distante (o Estado) que a tudo irá atender. Se um norueguês fugir aos impostos é um pária, aqui é um gajo fino. O Estado para nós é alguém que tem as costas largas e que merece ser enganado, é uma entidade exterior ao povo.

Já é tempo mais que suficiente para nos deixarmos desta infantilidade suicida e egoísta. Pois os direitos que todos queremos imutáveis estão a asfixiar o futuro dos mais jovens. Só a falta de consciência impede que os mais jovens saiam para a rua e nos digam na cara que eles merecem herdar um país com as mesmas possibilidades de futuro que os pais encontraram. Só isso nos põe a salvo de uma revolução que seria justa existir se os jovens percebessem o que realmente os espera se continuarmos cegos em relação à realidade.

Há uns anos atrás lembro-me de um campanha europeia socialista que anunciava, em jeito de campanha, que Portugal iria receber da Europa 1 milhão de contos por dia. E diziam-no sem sorrir como quem vai comer de borla. Ou será melhor dizer mamar? Hoje bastam duas horas para que a mesma quantidade de dinheiro saia para o nosso livrinho das dívidas.

No mesmo dia em que o Governo anunciou a suspensão do TGV devido à, segundo o comunicado, “significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira de Portugal”, o engenheiro Sócrates definia a notícia do Público, que agora citei, como “alarmista”.

Quando vamos finalmente ganhar juízo?

Foto_Flickr_alancleaver

Crónica integral

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Na enxurrada

312833

Se há pessoas com as quais não gostaria de partilhar uma conversa, ou (pior!) uma refeição … uma delas seria certamente Manuel Maria Carrilho.

O ex-Ministro da Cultura não foi reconduzido no cargo de embaixador da UNESCO pelo Governo. Apesar da notícia apontar a entrevista ao Expresso ou o seu livro, ambos críticos para com o Governo. como possíveis causas; gostaria de pensar que o MNE o deixou cair por Carrilho ter-se recusado (e bem) votar o nome do egípcio Farouk Hosni, que se dispôs há uns tempos a queimar livros israelitas, para director-geral da UNESCO.

Foi de homem.

Foto_Rui Gaudêncio (Público)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Leoa

sofiacoppola

Sofia Coppola ganhou recentemente o Leão de Veneza com o seu último filme Somewhere.

Sofia é uma mulher com gosto…

… inclusivamente na banda sonora (ouvem-se os Strokes).

Pelos ares

 

TroiaSocrates

O Governo decidiu anular a (até agora) imprescindível obra pública do TGV Lisboa-Poceirão.

E para justificar a radical mudança que se deu o Governo fala em «significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira de Portugal».

Disse isto o Governo de um Primeiro Ministro que, no mesmo dia, se insurgiu contra os alarmismos sobre a nossa situação financeira.

tgv1 Foto

Sempre em pé

 

JoseMourinho

 

A ideia de ir buscar o Mourinho para treinar durante dois jogos a selecção tem tanto de absurdo como de genial.

É óbvio que a maior parte dos portugueses interiorizou que dentro de 15/20 anos Mourinho será nosso seleccionador. Ele próprio manifestou vontade de um dia o ser e 99,9% dos portugueses aguardam a chegada desse dia.

Mourinho serve à selecção nem que seja para dirigir a selecção por videoconferência. Se o fizer só é digno de consideração e apreço, porque irá dirigir (nem que episodicamente)  uma selecção de rastos.

E Madaíl se o conseguir … é o maior!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Black day

 

foto 5

 

 foto 00

foto 3

 

foto 0,1

 

  foto 6

 

Fotos BlackDay

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mais América

 

De Long Beach os juvenilíssimos Avi Buffalo.

 

cdart

Álbum de estreia em 2010.

Avi Buffalo  8040web

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sem segredos

 

Akron, Ohio, USA, 2010.

As bandas americanas estão a ganhar às inglesas nos últimos meses (ao contrário do que é tradição):

Galactic, The Black Keys, The Altlers, The Cave Singers  “contra” … do outro lado The XX

Claramente bandidos

311418

A ETA é hoje claramente um grupo terrorista que pouco apoio tem da opinião pública e da opinião publicada.

Mas nem sempre foi assim. Os anos 80 foram pródigos em displicência com os grupos terroristas. Muitos deles eram olhados até com simpatia. Metia-se no mesmo saco a OLP, os sandinistas da Nicarágua, as Brigadas Vermelhas, a ETA, o IRA (o único grupo terrorista com o qual simpatizei, confesso … nem eu fiquei imune à  luta da Irlanda, que sempre me comoveu…).

Hoje a ETA dá tréguas sem que ninguém nada lhes peça, porque o caminho deixou de ser o do diálogo e passou a ser o da perseguição e a colaboração em espaço europeu. Talvez porque a displicência dos anos 80 e 90 não tem mais espaço na sociedade de hoje.

 

Foto: AFP/BBC/GARA