quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O minuto 120

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O minuto que ontem me deu mais gozo foi o minuto 120. Sim, o falhanço de Custódio – uma espécie de tiro ao meco – teve em mim um significado especial. Se por um lado esse minuto o poupou de fazer mais uma cena lamentável empalideceu em mim uma das cenas mais tristes que vi um jogador de Guimarães exibir.

Independentemente da injustiça que a sua segunda passagem pelo Vitória se pode ter revestido, Custódio mostrou um caráter de mercenário pimba que nunca mais quem viu poderá esquecer.

O futebol não é tudo, é apenas um jogo. Mas a dignidade de quem o pratica é um valor importante que se vê também dentro de um campo. Ontem continuaram a ser dignos os nossos jogadores e a assistência foi-o também sem que o recurso estúpido ao insulto prevalecesse sobre a emoção. A vingança é um prato que se serve frio e espero que a sua digestão seja longa e dolorosa.

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