terça-feira, 12 de abril de 2011

Sob custódia

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Foto_gettyimages

Se há coisa que a idade normalmente dá, além de algumas maleitas, é a calma.

Assim é comigo no futebol também. Apesar de tudo a doença Vitória dói sempre – e esta época é nesse particular desgraçada - quanto mais não seja por reparar na tristeza dos mais novos. Ainda por cima contra o rival Braga.

Tenho muitos amigos em Braga mas futebolisticamente falando quero sempre que o Braga perca. Então quando é contra o Vitória esse desejo é brutal.

Só em Portugal é que há a hipocrisia de se dizer que se quer que o rival seja forte ou ganhe a esta ou aquela equipa. Eu não. Estou em linha com a normalidade e aquilo que se passa entre o City e o United, entre o Milão e o Inter, entre o Real e o Barça.

Não esperava muito mais do jogo de ontem.

Fiquei no entanto espantado com o jogador Custódio. Desde logo porque o jogador tinha lugar de caras no nosso Vitória e, fundamentalmente, pelo facto da sua postura ontem em campo. Para um jogador nascido e formado em Guimarães acho que o seu “profissionalismo” foi indigno de quem nasceu nesta terra. A maneira como entrou aos jogadores do Vitória – particularmente a Nilson – ou a forma apalermada como festejou a vitória é algo que a minha origem vimaranense não compreende.

Exigiria muito menos de William, agora no Vitória de Setúbal, e o jogador teve uma postura decente no miserável confronto que recentemente tivemos.

Um pouco de hipocrisia, principalmente nos festejos, não lhe tinha ficado nada mal.

Já não há respeito.

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