domingo, 14 de outubro de 2012

Com amigos destes…

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Foto_Público

Berta Cabral, candidata do PSD às eleições regionais dos Açores, que hoje se realizam, foi a mandatária de Passos Coelho na sua região aquando da candidatura do Primeiro-Ministro à liderança do PSD. Hoje trata-o como um leproso e distancia-se da ação governativa do homem que de forma tão visível apoiou.

É isto compreensível? Até o poderá ser, agora que não é bonito não o é. Na política como na vida devemos ser compreensivos com os nossos amigos e apoia-los precisamente quando eles mais necessitam. Poderia, na minha modesta opinião, ganhar com a coerência aquilo que pretende ganhar com o calculismo político.

Uma das coisas que sempre mais gostei no meu partido é a sua liberdade. Não vemos no PS, nem os vislumbramos sequer, militantes como Pacheco Pereira que arrasam a ação governativa sem que nada lhes aconteça do ponto de vista partidário, e ainda bem. A liberdade é um valor fundamental da Democracia. A desconfiança do comentador em relação àqueles que sempre viveram nos corredores do partido foi verbalizada na corrida à liderança do PSD e é hoje por ele jogada na sua análise para explicar a fragilidade políca do governo.

Uma das coisas que sempre me irritaram no PSD – e nos outros partidos – é a falta de solidariedade, a falta de coerência em relação aos princípios e às pessoas.

1 comentário:

Atira Menires disse...

Todos andam a criticar Passos porque ele não está a cumprir. Recordo que nas eleições ele a única promessa que fez foi tirar o país da situação o mais depressa possível e em consonância com a troika. Até agora ele está nesta caminhada sem se desviar. Se me está a deixar feliz não está, se há outra solução duvido. No PSD desde sempre a liberdade de opinião é uma das grandes virtudes do partido e não deve nunca perdê-la. Agora o que se vê é que no PSD não sobram aves de rapina que se aproveitam do partido para promover as suas carreiras. São eles os Pacheco que a única altura que não disse mal dos seus foi enquanto tinha poleiro, Marcelos e Mendes que foram impotentes à frente do partido e que se advogam senhores de todas as soluções, Rios o eminente economista que sabe tudo, mas não do seu feudo, ou como essa senhora dos Açores que tenta ganhar eleições prometendo aquilo que nos fez chegar à situação actual como se a crise fosse virtual. Não deve ser o PSD a tomar qualquer atitude, mas sim estas pessoas que deveriam sair do partido e se apresentassem ao país com os seus projectos e deixar a democracia falar.