quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A lamentável senhora

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Já há uns anos que se percebia que os líderes europeus tinham mudado para pior. Angela Merkel é um exemplo quando comparada com Helmut Kohl. Aliás o processo de sucessão na CDU e o despudor de como assobiou para o ar quando Kohl foi (injustamente) envolvido em casos de corrupção indiciava isso mesmo: falta de nível.

Aquilo que a Sra. Merkel tem feito à UE é o “quanto pior, melhor”, procurando dar lições de moral aos PIIG’s. Não é que não sejam merecidos alguns “puxões de orelhas” só que, neste momento difícil, está a atirar a água e a criança fora, pondo em causa, a cada declaração, a força da UE.

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Eu sei que é difícil aceitar a incompetência de alguns governos (o facto de, por exemplo, os gregos terem “martelado” as suas contas durante anos é sem dúvida grotesco), mas é preciso perceber também que a integração da Alemanha de Leste foi e é paga pela UE (muito justamente) e a força económica da Alemanha actual baseou-se em muitas cedências de outros países. A queda de barreiras alfandegárias dos nossos têxteis permitiu, por exemplo, que a Alemanha entrasse nos mercados asiáticos. E isso não é de somenos. Pelo menos para Portugal.

Ana Sá Lopes comenta no i (A Europa à beira da implosão total) a visão actual de gente com nível como Jaques Delors que tem a visão fundadora da Europa.

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