quinta-feira, 18 de junho de 2009

Votar: eis a questão.

Foto in Flickr_sodawobsky
Tem surgido na comunicação social e na rede uma polémica gorda sobre a data das eleições. A mim não me incomoda nada, mesmo nada que as legislativas e as autárquicas decorram na mesma data. Não percebo muito bem qual a dificuldade democrática em fazê-las em conjunto. Há muita gente a defender a desvalorização dos actos de escolha que a simultaniedade das duas eleições provocaria. Não acho isso. Acho que devemos ser capazes de o fazer e não lembrar aqueles empregados de mesa que só conseguem perceber um pedido de cada vez ...
Nos EUA quando se vota para a presidência vota-se para muitas outras coisas. Serão os americanos tão mais hábeis assim que os portugueses?

2 comentários:

Nuno Silva Leal disse...

Concordo contigo, caro amigo, apenas tenho uma duvida num ponto. Não centrada na questão da escolha dos eleitores, que acho serem maduros para perceberem a diferença, mas na própria campanha e nos políticos que a protagonizam.

É que teriam de conseguir resolver aquilo que para mim seria o problema maior: há partidos que concorrem coligados em municipios e separados nas legislativas. O PS coliga-se amiude com o PCP, o PSD com o PP e até o PPM, muitas das vezes em grandes cidades como Porto ou Lisboa. A questão que os politicos terão de resolver, neste caso, é como fazer campanha com o candidato autarquico coligado com um partido para o qual irão fazer campanha legislativa separada.

Acho que o problema estará mais nos políticos e nas tradicionais formas de política de campanha do que nos eleitores.

Mas confesso que não estou a ver a Manuela Ferreira Leite a fazer um duplo comicio de encerramento no Porto: um com o Rui Rio e o Paulo Portas na Av. dos Aliados, para a CM Porto, outro só ela na Batalha enquanto o Paulo Portas vai até à feira da Vandoma fazer o comicio de encerramento dele...

Não sei se resulta...

Rui Vítor Costa disse...

Claro que sim Nuno. O problema da nossa política é que a discussão está mais centrada naquilo que convém aos partidos do que naquilo que convém ao povo. Essa é a questão. Se convém ao povo e ao país, como acho que convém, é bom para a Democracia. Os partidos são instrumentos e não um fim em si mesmo.